Criada em 2011, a Fundação Côa Parque poderá ter os dias
contados. A solução que irá ser encontrada para o Museu e o Parque Arqueológico
do Côa, que se encontram numa situação de absoluta asfixia financeira, ainda
não terá sido definitivamente tomada, segundo o PÚBLICO apurou esta
segunda-feira junto do Ministério da Cultura, mas o mais provável é que o
actual modelo de gestão seja mesmo revisto.
Já na sexta-feira, o ministro da Cultura, João Soares,
afirmara no Parlamento que “gostava de não ter encontrado uma fundação” a gerir
o Museu e o Parque Arqueológico, mas antes um “serviço público”, tendo assumido
que se pode ver obrigado a “fazer alterações legislativas”.
O ministro, que respondia a uma pergunta da deputada (e
arqueóloga) Ana Mesquita, da CDU, reconheceu ainda que foi preciso improvisar
para que a fundação, actualmente presidida pelo museólogo António Ponte,
“conseguisse pagar salários” este mês, e prometeu deslocar-se em breve ao vale
do Côa, o que presumivelmente só fará quando puder anunciar uma solução de
fundo para gerir este conjunto de arte rupestre paleolítica ao ar livre, único
no mundo e classificado desde 1998 como património da humanidade.
