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sábado, 12 de outubro de 2013

Amelinha foi ao Felgar

FELGAR - Rua Direita
...lembro-me eu tamém que num certo domingo a Amália foi ao Felgar, uma aldeia do concelho de Moncorbo para batízar  o raparigo de um felgarense que moraba na rua Direita. Mal se soube, logo aí acudiu uma multidão da aldeia que, num repente, entcheu por completo a rua, desde o tanque da Santa  Bárbara até à boca da rua das Poças... num sei se conheces o Felgal, Francisco! — dirigiu ele ao sobrinho, mas como este não conhecia, continuou -- Aquela gente toda reclamava ó dono da casa que trouxesse a Amália à baranda, e  depois de munto pedir, eis qu' ela lá se mostrou ó pobo. Receberam-na com uma balente salba de palmas. Uns mais  comobidos, tchorabam, outros, acreditabam estar a ber  a Birgem Maria em carne e osso. O momento era de arrebatamento, e dos grandes! Pois logo aprobeitaram a presença dela ali para batizar outras criancinhas piquerrutchas, algumas bebés na igreja de Nossa Senhora do Amparo, ficando a Amália a ser a madrinha de todos elas. Ficou naquela terra bem marcado o nome de Amália com que ficaram a tchamar-se as meninas então batizadas em honra de tão ilustre madrinha. Interessante! Nunca tinha ouvido essa história antes! Então em Felgar deve haver urna Amália em cada esquina!  concluiu Francisco.                    
In "Corpo sem chão" de Aida Borges

Nota do editor:

No romance, baseado em factos reais, a Amelinha tem o nome de Amália.


VER: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/08/amelinha-de-vilar-chao-anos-40.html
Entrevista com Alfredo Peixe em:http://www.youtube.com/watch?v=1vKa2976KWU
Fotos:António Teixeira

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vilar Chão, 11 de Outubro de 1946: MILAGRE! MILAGRE!


...umas benzendo-se, outras ajoelhadas, observando o astro-rei a "rodar e rodopiar" sobre si mesmo, numa aura multicolorida, e atropelado por inúmeros "Ahhhh! ! !", "Corno é possível?!" e "Milagre! Milagre!". Primeiro, o Sol mostrou ao centro um dístico azul, segundo o relato de uns, ou cor de prata, no olhar de outros. Depois, evidenciou dois movimentos de rotação, para a direita e para a esquerda. Em volta, num círculo maior, uma luz viva multicolorida, circundada por uma auréola avermelhada. Um momento deveras emocionante sentido por dezenas de milhar de pessoas, em gritaria, que era prece, ou desfiando, ajoelhadas e em silêncio, as contas do rosário. Assim foi descrito posteriormente pelo enviado especial do Comércio do Porto, baseado no relato do que considerava serem "pessoas idóneas". Era o caso de uma médica portuense, irmã do antigo reitor da Universidade do Porto: Eu vi o que há de mais belo e que não se pode descrever! afirmava. Foi uma beleza, um sinal lindíssimo, magnífico, inigualável, a chamar os descrentes à religião católica. Alguém diz ter visto Nossa Senhora e a Sagrada Família. Eu não a vi! — afiançava D. Augusta Baía, uma advogada de Vila Real. 

In "Corpo sem chão" de Aida Borges
VER: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/08/amelinha-de-vilar-chao-anos-40.html
Entrevista com Alfredo Peixe em:http://www.youtube.com/watch?v=1vKa2976KWU
Foto do N.M.F.D.S.