sexta-feira, 25 de março de 2011

Júlia Barros e Assis Pacheco - Dois amigos de Moncorvo

Júlia e Assis
Cheguei a Coimbra em Outubro de 1956 para cursar Filologia Germânica, pois o meu pai achava que era um curso de futuro e era bonito uma senhora falar bem tantas línguas... Mas, dado que Coimbra era então considerada um antro de perdição e todo o cuidado era pouco, pôs-me num lar de freiras, na Rua da Matemática.

A verdade é que, para mim, que vinha lá das berças, a Universidade e até o ambiente do Lar (onde, entre estudiosas da sebenta, havia raparigas muito esclarecidas), era um mundo outro. Tive a sorte de ter três ou quatro professores muito, mas muito para lá do comum dos professores da universidade de então. Repare-se: no 1º ano tive em Filosofia Moderna o grande Joaquim de Carvalho. Foi o último ano em que deu aulas, pois estava quase cego; em História Moderna e História de Portugal, foi meu professor Damião Peres;em Grego, a Professora Rocha Pereira; e em Literatuas Inglesa e Alemã (principalmente poesia de Shakespeare, Goethe, Hölderlin e Rilke), o ilustre transmontano Paulo Quintela.
Paulo Quintela ia metendo umas biscas de política sempre que lhe era possível, e comecei a aperceber-me que no mundo não havia só a sebenta. Havia outros livros bem mais importantes. Não havia só a nossa terrinha e os nossos pais sacrificando-se a trabalhar para nos dar um curso. Havia homens e mulheres que lutavam pela liberdade de reunião e de expressão, aqui e noutras terras. Havia povos que queriam libertar-se, havia a guerra colonial.
Tive um colega que se destacou dos outros: o Fernando Assis Pacheco. Um dia ou dois antes das frequências batia-me à porta “para fazer revisões” . Para ele era a primeira vez que olhava para a matéria. E chegava. Não era aluno exemplar, pois nunca deu importância à nota . Mas tinha uma cultura superior à de nós todos, e posso dizer que aprendi muito com ele. Foi um bom amigo. Pela sua mão entrei no CITAC ( Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra) .
Na Queima das Fitas de 1959 , o nosso carro de “Novos Fitados”, por feliz ideia do Fernando Assis Pacheco , foi buscar inspiração a um poema de James Thompson: “O Castelo da Indolência” . Era na garagem da casa dele que o decorávamos, tentando fazer da camioneta um castelo , e lhe pregávamos flores de papel azul escuro . Só o acabámos de um lado. Obtivemos o 1º prémio pois, face ao título, o Júri achou que a ideia e a execução estavam excelentes. E à noite fizemos um lauto jantar(ver fotos).
Carro de Germânicas .Queima das fitas de1959
Também pela mão do Fernando fui, pela 1ª vez, a uma Assembleia Magna, ainda a Associação Académica era no Palácio dos Grilos, e a reunião teve lugar num amplo pátio traseiro, ao ar livre. Debatia-se o conteúdo da “Carta a uma Jovem Portuguesa”, de Artur Marinho de Campos, que saíra na “Via Latina” em Abril de 1961. O Fernando apontava-me os pides que por lá se encontravam, encostados às paredes. O assunto não se esgotou. Nova Assembleia Magna ficou marcada para daí a duas ou três semanas. Falou um estudante que eu nunca tinha visto. Gostei de o ouvir e perguntei quem era. “É o Guarda Ribeiro”, alguém respondeu . (Mal suspeitava eu que havia de ser o meu marido ). No final, quando íamos sair , encontrámos as portas fechadas. A pide tínha-nos trancado lá dentro e só deixava sair quem se identificasse. Recusámos. Éramos cerca de uma centena, mas só umas 10 raparigas. Os nossos colegas começaram a juntar-se cá fora: iam dar-nos força e levar-nos sandes ; içávamos os sacos da comida por meio de cordéis. Ao 2º dia cortaram a luz. Os colegas levaram-nos também velas. Ao 3º dia cortaram a água e o telefone. Foi muito mau: havia raparigas que entraram em pânico. Claro que tínhamos medo de represálias, até porque os exames estavam à porta. E nem queríamos pensar no desgosto dos nossos pais. O Guarda Ribeiro, o Bingre do Amaral, o Assis Pacheco e mais dois ou três, de que já não recordo os nomes, propuseram que se negociasse com a pide: todos os rapazes se identificariam, se as raparigas pudessem sair de imediato sem serem identificadas. E acabou por ser assim.
 Estávamos em Maio/Junho de 1961,  no ano anterior ganhara  a lista dos estudantes das Repúblicas para a Direcção da Associação Académica. Cabeça da lista: o Carlos Candal ( o menino querido das meninas das Letras). Por trás dele (e a empurrá-lo) , outros estudantes que não podiam aparecer às claras.
As freiras puseram-me no olho da rua...
E por aqui me fico, que a conversa já vai longa .

Júlia Ribeiro

quarta-feira, 23 de março de 2011

,”(Re)Cantos d’Amar Morto”, de Pedro Castelhano (Rogério Rodrigues)

Teve lugar,no passado dia 19/03/2011, na Biblioteca Municipal,a apresentação,pelo Dr.Amadeu Ferreira, do livro de poemas de Pedro Castelhano,pseudónimo de Rogério Rodrigues,”(Re)Cantos d’Amar Morto”.Motivadas pela qualidade dos intervenientes,as pessoas vindas de várias partes do país encheram por completo a sala do auditório da Biblioteca.

Porque o acontecimento suscitou tanta curiosidade e interesse,transcrevemos na íntegra o texto de apresentação do dr.Amadeu Ferreira,assim como o do autor da obra.
 O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

1.Rogério Rodrigues fez-nos esperar quarenta anos até nos dar o segundo livro de poemas [Livro de Visitas, aos 23 anos]. Omito aqui os seus vastos pergaminhos literários, onde também se inclui a ficção [A outra Face da Morte, novela]. Fique nota, no entanto, de que são raros os jornalistas a seguir este caminho, onde avulta Fernando Assis Pacheco. Porém, este é o primeiro livro de poemas de Pedro Castelhano. Agora que, de algum modo, já não tem Peredo dos Castelhanos, Rogério Rodrigues transporta-o, com pouco disfarce, agarrado ao nome. E desde logo, por aí, ficamos situados e o terreno marcado.
António Baptista Lopes e a Âncora iniciam com este volume uma colecção de poesia. Exige-se alguma coragem para tal pois os poetas, quase todos, são gente que é perigoso frequentar. Estou certo que terá sucesso, pois não poderia ter começado da melhor maneira a Colecção Universos, com este poemário do seu director. A grafia é cuidada, a capa de um amarelo que talvez nos queira ofuscar para lá do conteúdo, porém sóbria e com pormenores muito agradáveis.
Para mim é uma honra estar aqui a apresentar este livro feito por amigos, mas sobretudo porque é um livro de poesia, em Moncorvo. Há dias escrevia no meu blogue, onde tenho traduzido para mirandês alguns poemas de Pedro Castelhano, que me pareceu mais alta a Serra de Reboredo, e o problema não eram os meus olhos. Agora acrescento que, nestes tempos de tanta dificuldade e incerteza e com assomos apocalípticos, o mundo não está completamente perdido enquanto a poesia morar entre nós.


O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (23/03)

23.03.1870 – Eleição do procurador de Moncorvo à Junta geral de Distrito – Eleito João José Dias Gallas com 9 votos contra 1 de João António Monteiro.

23.03.1876 – Uma das fontes envenenadas na Lousa pertencia a Francisco António de Almeida, começando a circular rumores de ele a envenenara porque queria vender cada cântaro de água a 5 réis, ou então proibir as pessoas de entrar dentro da propriedade onde a fonte estava. Quando soube que o regedor fora encarregado pelo administrador do concelho de tirar dali 2 garrafas de água para serem analisadas, ele fez os criados despejar a fonte.
António Júlio Andrade

terça-feira, 22 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (22/03)

22.03.1786 – Adjudicadas obras de carpintaria na igreja do Divino Santo Cristo de Moncorvo no valor de 159$800 réis ao carpinteiro António de Morais.

22.03.1906 – Reintegração, por ordem do tribunal administrativo, dos funcionários da administração Fernando João de Campos, amanuense, António Joaquim de Campos Lapa e Francisco António Macedo, oficiais de diligências, que haviam sido suspensos, por questões de cor política, em 27 de Dezembro de 1904.
22.03.1912 – Foram assaltados os estabelecimentos comerciais de António Joaquim Lopes (furtaram 54 000 réis) e de Abílio António Sousa Campos, em Moncorvo.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - FELGUEIRAS (1954)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Capela de Nossa Senhora da Esperança

Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança:
"Ermida rural em gótico tardio, de aparelho em alvenaria de xisto rebocado, sendo os cunhais em cantaria de granito. A fachada principal tem adossado um alpendre de planta quadrangular, suportado por uma parede no lado sul e por um pilar no lado norte. Sobre o portal de arco quebrado existe uma cruz pátea e, de cada um dos lados, uma pequena janela. A nave tem três contrafortes a norte. Sobre a empena da nave, ergue-se uma sineira, encimada por cruz.
Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança
No interior destaca-se o arco triunfal, de volta inteira, decorado com motivos em pérola, pintados de azul e florões pintados de vermelho e amarelo, pinturas do século XVI. Ladeiam-no dois altares de talha, tendo o do lado do Evangelho as imagens de São Francisco e de Nossa Senhora da Assunção, e o do lado da Epístola a imagem de Cristo na cruz e uma pequena tábua pintada com a cena da deposição de Cristo no sepulcro. Na capela-mor, o altar-mor, em talha, ostenta imagem de Nossa Senhora da Esperança. Na capela existe ainda uma imagem em madeira de uma Virgem com o menino. Os tectos da nave e da capela-mor são em abóbada abatida. Os pavimentos são em lajes de granito, existindo diversas inscrições tumulares fragmentadas."
Da Nossa Senhora da Esperança consegue-se ter uma visão sobre grande parte da vila de Torre de Moncorvo e do Vale da Vilariça, podendo-se ,por isso, também considerar um óptimo miradouro.

Nota: Click nas imagens para aumentar 

MONCORVO -NUM MARASMO VERGONHOSO (1952)

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Jornal "ATorre" 1952

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (21/03)

21.03.1874 – A câmara encarregou o engº Sebastião Lopes de fazer um estudo de arranjo da Rua do Cano “uma das mais importantes desta vila pois é por ela que passa o aqueduto das águas potáveis e torna-se necessário estudar o meio de introduzir na mesma rua o cano condutor das águas pluviais”.
21.03.1791 – Reunião do juiz e homens do regimento da freguesia de Maçores “para efeito de se determinar um dia de caminho para se apanhar a pedra para a capela de S. Tomé e todos os que faltarem (…) pagariam 200 réis”. A capela então construída, da invocação de S. Tomé foi destruída para se fazer o cemitério da aldeia. O altar da mesma capela foi aproveitado e colocado na capela de Santa Cruz.
21.03.1876 – Ofício do administrador do concelho para o gov. civil: - “(…) Pelo comandante da força militar estacionada em Carviçais e por algumas pessoas das principais da povoação fiquei ciente do que se diz ali: logo que levantem os destacamentos há-de haver lutas entre os que foram obrigados a demolir as paredes e os que o não foram. A força militar não pode, a meu ver, estacionar por mais tempo ali pois está sobrecarregada quanto é possível a povoação e parece, por enquanto, não precisarem da coadjuvação dela a câmara ou a junta e nem uma nem outra corporação tem até hoje tratado de vir um acordo sobre a questão da propriedade, de forma que o povo, embora queira aforara, não sabe a quem…”
Moncorvo
Estas lutas aconteceram no seguimento da extinção do concelho de Mós e os populares se apoderaram de terrenos que eram do extinto concelho.
21.03.1896 – Criação de uma feira de gados no Felgar no dia 23 de cada mês e outra em Moncorvo no dia 25, transferindo-se a do dia 22.
António Júlio Andrade

domingo, 20 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (20/03)

Campos Monteiro
20.03.1912 – Ofício do delegado do procurador geral da república para o juiz de paz de Carviçais ordenando que prenda Martinho José, solteiro, jornaleiro e o envie preso para Moncorvo. “É conveniente que guardeis segredo disto e não descubrais nem ao vosso escrivão, nem ao vosso oficial de diligências, por ser provável que estes o avisem para fugir…”

20.03.1936 – Apresentação de um requerimento à câmara de Moncorvo por um grupo de pessoas, a maioria residentes no Porto, pedindo autorização para construir um monumento, cujo desenho envia, no passeio Alexandre Herculano, encimado por um busto de Campos Monteiro.

António Júlio Andrade

sábado, 19 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (19/03)

19.03.1774Jerónimo Sarmento do Lago nomeado professor da Escola de Ler, Escrever e Contar criada em Moncorvo pela reforma pombalina do ensino. Em Abril seguinte seria nomeado João Martins Rodrigues para o lugar de professor de Gramática Latina… e outros o seriam para dar Gramática Portuguesa, Retórica, Filosofia… Como se vê já existia em Moncorvo ensino ao nível do que hoje dizemos de Secundário!
19.03.1832 – Criação de uma Guarda Urbana “composta de pessoas moradoras na mesma vila que são tidas e conhecidas e decididamente devotadas pela causa da Realeza, por amantes de el-Rei, Nosso senhor D. Miguel I” comandada por Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães para defesa da vila. O documento é assinado por muita gente e tem interesse para ver quem estava do lado dos Miguelistas. Tal como outros documentos produzidos em “revanche” mostram quem estava do lado dos Liberais.
António Júlio Andrade

sexta-feira, 18 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - TRAVESSA DAS AMOREIRAS (1977)











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Fotografias enviadas por Fernando Garcia.

Capela de Nossa Senhora da Teixeira (Sequeiros - Açoreira)












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A capela de Nossa Senhora da Teixeira, localiza-se em Sequeiros, freguesia da Açoreira. Uns metros, depois do cruzamento de Sequeiros  à direita, há um caminho em terra batida, em direcção à capela, encontrando-se esta no meio de um amendoal.
Esta capela tem uma arquitectura um pouco diferente da que estamos habituados a ver: "Ermida quinhentista constituída por uma nave rectangular antecedida por uma galilé. A cobertura curvada do alpendre encontra-se revestida com pinturas murais representando o Juízo Final. No interior, destaca-se uma sepultura datada de 1665." Do recinto à volta da igreja, perde-se a vista no horizonte, avistando os montes envolventes ao rio Douro. 

Para ver mais sobre Sequeiros click em: "Ao encontro de Sequeiros (Concelho de Torre de Moncorvo)"

quarta-feira, 16 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - 1976

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Fotografia enviada por Fernando Garcia

PALESTRA: Anúncio - Convite


A Associação dos Alunos e Amigos do ex Colégio Campos Monteiro de Moncorvo (AACCM) vai realizar no próximo dia 18 de Março de 2011 pelas 14h30 no polivalente da Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado em Moncorvo uma palestra sobre o tema “Energias Renováveis e Não Convencionais – Mobilidade Eléctrica” proferida pelo Engº Técnico Oliveira Martins.


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (16/03)

Larinho
16.03.1911 – Por ordem do administrador de Moncorvo, deslocou-se ao Larinho o senhor António Alberto Carvalho e Castro a fazer uma sindicância à Junta de Freguesia. Não conseguiu realizar a sindicância porque a Junta amotinou o povo que saiu todo a apupar o sindicante.

António Júlio Andrade

terça-feira, 15 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (15/03)

15.03.1903 – Foi publicado o nº 129 do jornal Torre de Moncorvo, órgão do partido progressista da terra. Vejam um naco de uma prosa nele publicada:

- Disparate Ofensivo – Causa náuseas, revolta os menos acérrimos pugnadores da decência e moralidade, o descaro, o desassombro com que um reles pequerrucho de batina, encanzinado e inexperiente boneco, nuns aranzéis insípidos, mesmo toscos, sem forma nem regra, enxovalha indecorosamente o carácter recto e illustrado do meritíssimo Juiz de Direito desta comarca, dr. José Joaquim Pinto!
Diga-se que o pequerrucho de batina era o dr. Artur Lopes Cardoso, jovem advogado e líder do partido conservador em Moncorvo. Por outro lado, o Juiz Pinto, mais conhecido por Doutor Lambaças, era considerado pelos conservadores como a alma danada dos progressistas locais.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - TRÍPTICO DA IGREJA MATRIZ (1957)

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Postal em venda no site www.delcampe.net

segunda-feira, 14 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (14/03)

Sítio da Laranjeira
14.03.1822 – Francisco de Sousa Lereno, procurador do cónego da Sé de Braga Gaspar Francisco Soares Borges Maciel faz pagamento de sisa de uma terra com oliveiras no sítio da Laranjeira comprada a Luís António Sequeira e suas irmãs D. Perpétua da Felicidade Sequeira e D. Rita Revocada Rosa Sequeira, desta vila, assistentes em Lisboa.

14.03.1916 – Encontrava-se de férias em Moncorvo o 1º sargento Álvaro César de Meireles, em vésperas de partir para uma comissão em Moçambique, quando foi promovido a alferes.
António Júlio  Andrade

TORRE DE MONCORVO -1940/50


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A fotografia da esquerda foi enviada por Fernando Garcia ;a da direita pertence ao acervo do N.M.F.D.S.

quarta-feira, 9 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES ( 09/03)

Cilhades no rio Sabor
09.03.1740 – Extracto: - “A esta câmara, por aviso aos principais da nobreza e toque dos sinos aos moradores do povo, se juntaram os abaixo assinados e propondo-se-lhe a provisão que fizeram os moradores do lugar do Felgar para se fazer uma ponte em Cilhades no rio Sabor…” – Por aqui se vê que os habitantes do Felgar lutaram durante séculos pela construção da Ponte de Cilhades. Naquela ocasião, contavam com o apoio do poder central mas não com o da gente de Moncorvo.
09-03.1869 – Adquirido um Santo Cristo de marfim para o altar-mor da igreja matriz “por ser uma imagem muito própria”
09.03.1907 – Representação das câmaras de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta sobre a crise da vinicultura da região.
09.03.1912 – Carta da câmara dizendo: - “O facto de terem transportado o carro que esta câmara tem para o lançamento dos dejectos, para o centro da praça pública e ali o deborcarem com grande estrondo, fazendo o despejo no pavimento que ficou num estado imundo e deixando ali o mesmo carro voltado, para maior escândalo (…) um dos apontados é o director de um jornal daqui onde tem tentado meter a ridículo a inovação da fossa…”
09.03.1920 – Ofº do administrador do concelho para o delegado do procurador da república: - “Acaba de se apresentar perante mim o senhor José Caetano, solteiro, maior, comerciante em Carviçais, queixando-se contra o povo daquela freguesia dentre o qual se salientam as pessoas abaixo designadas, pelo facto de estes lhe assaltarem a casa com o fim manifesto de o roubar, o que efectivamente fizeram, cercando-lhe a casa, que apedrejaram e arrombaram-lhe duas janelas, uma porta e o telhado. Quando uma enorme multidão de gente se preparava para entrar dentro de casa, alguém lhes falara pedindo-lhes que não entrassem, pois que os comerciantes lhe dariam voluntariamente alguma coisa. Ouvindo o tal pedido e recebendo das mãos do queixoso 2 sacos de arroz, dando os outros comerciantes farinhas e outros géneros e até dinheiro…” Seguem 14 nomes.
António Júlio Andrade

domingo, 27 de fevereiro de 2011

TORRE DE MONCORVO - G.D.M.

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A equipa com mais golos marcados em todos os campeonatos de séniores em Portugal: 72 golos em 15 jogos. É obra! Se acrescentarmos que dos 18 atletas que formam o plantel, 14 são da sua formação, maior relevância tem este feito. Parabéns.
Fotografia e texto enviados por um adepto.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (26/02)

Felgar (1974)
26.02.1890 – Ofício enviado pelo administrador António Marcelino Durão: - Neste concelho existem as seguintes Irmandades: Confraria das Almas, de Carviçais que tem estatutos antiquíssimos, sendo do ano de 1736 a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente, achando-se regular a sua escrituração. Tem escrituras de títulos no valor de 2 500$000 réis; Confraria das Almas da freguesia de Mós, que não tem estatutos aprovados, também antiquíssima a sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente, havendo porém decorrido já 5 anos sem se fazer eleição, por não haver gente que queira servir os respectivos cargos, não se achando por isso regular a sua escrituração, tendo em inscrições nominais 550$000 réis e 600$000 em escrituras e obrigações de dívidas; Confraria das Almas do Felgar que não tem estatutos aprovados, sendo também muito antiga a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita anualmente e acha-se pouco regular a sua escrituração, tem em escrituras a quantia de 800$000 réis; Confraria do Santíssimo Sacramento desta vila que tem estatutos muito antigos, não se sabendo a data da sua fundação, tem sido administrada por mesa eleita de 2 em 2 anos, não o sendo porém actualmente, mas sim por uma comissão nomeada por alvará do governador civil deste distrito de 26.8.1899, achando-se regular a sua escrituração e tem em inscrições nominais 3 900$000 réis em escrituras e letras; Irmandade da Santa Casa da Misericórdia desta vila que tem estatutos muito antigos, ignorando-se a data da sua fundação, é administrada por mesa eleita de 2 em 2 anos, achando-se regular a sua escrituração, tem em inscrições nominais a quantia de 3 000$000 réis e 1 000$000 em escrituras e letras.

26.02.1905 – Inauguração do novo teatro do Castelo, em Moncorvo, com lotação de 300 lugares.
António Júlio Andrade

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TORRE DE MONCORVO - CONVITE

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Resumos dos artigos da Revista CEPIHS n.º 1 (Nos comentários)

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (25/02)


Igreja da Misericórdia
25.02.1645 – Em reunião de câmara “assentaram que se continue com a obra da igreja desta vila e que para isso se quebre logo a pedra necessária e se arremate a quem mais barato a queira quebrar”.
25.02.1759 – A Santa Casa da Misericórdia e a Academia dos Unidos promovem uma grande festa por o rei D. José ter saído ileso do atentado que sofreu.
25.02.1771 – Publicação de um decreto de extinção e venda em hasta pública da Real Cordoaria de Moncorvo, que havia sido criada por alvará de D. João IV. 25.02.1865 – Publicação de um alvará agraciando António de Carvalho e Castro Freire Cortêz com o título de fidalgo – cavaleiro. Em 28.4.1880 foi-lhe concedido o título de Visconde do marmeleiro.
25.02.1876 – representação dos habitantes de Carviçais pedindo a mudança da sede do julgado de Felgar para Carviçais.
25.02.1878 – Havia meses que os funcionários da câmara municipal não recebiam os seus ordenados. O presidente da câmara, por seu turno, dizia que a culpa era dos ricos de Moncorvo que não pagavam as suas contribuições e que entre esses ricos predominavam familiares e amigos de alguns dos funcionários. Certamente que o administrador, procurava manter o concelho em sossego e, para isso pediu ao governador civil que mandasse tropas para o efeito. Ao saber disso o presidente da câmara enviou o seguinte telegrama para Lisboa: - Exº Sr. Ministro do Reino – Sei agora que, com falsos pretextos, se requisitou uma força armada para esta vila. Alegam a falta de segurança. É aleivosa esta acusação. Sejam justiceiros e bem morigerados os empregados e eu respondo pelo completo sossego. É este o concelho mais pacato do nosso País. Homens que devem ao fisco e ao município avultadas quantias são os que desfiguram os factos a ver se assim deixam de pagar. Nada mais. Respondo a Vª Exª com a minha palavra de honra de que é verdade o que digo. Há completo sossego. O Presidente da Câmara, António Joaquim Ferreira Pontes.
25.02.1942 – Ministério da Economia pede à câmara as medidas de D. Sebastião para o Museu.
António Júlio Andrade

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TORRE DE MONCORVO - Amendoeiras em Flor

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Durante o mês de Fevereiro e Março de 2011 a vila de Torre de Moncorvo está em festa, comemora-se a chegada das Amendoeiras em Flor e de muitos visitantes para admirar as belíssimas paisagens. Este ano as festividades desenrolam-se de 19 de Fevereiro a 6 de Março e do cartaz turístico preparado pelo Município destaca-se a XXV Feira de Artesanato, VIII Feira dos Produtos da Terra, A Exposição “Escultura em Ferro”, o Passeio TT – Amendoeiras em Flor e a animação musical.

No dia 19 de Fevereiro pelas 12h é inaugurada da XXV Feira de Artesanato de Torre de Moncorvo que vai decorrer até às 18h do dia 27 de Fevereiro, no Pavilhão Municipal. A VIII Feira dos Produtos da Terra e Stocks realiza-se de 3 a 5 de Março, também no Pavilhão Municipal.
Como forma de mostrar também o que de melhor se faz no concelho, a nível musical, este ano a organização apostou nos grupos da região para animarem as festividades: Banda Filarmónica de Carviçais, Duff, Bruno Cordeiro, David Caetano, Banda Filarmónica de Felgar, Myula e José Alberto.
Inserida na Rota Turística das Amendoeiras em Flor a vila Torre de Moncorvo é uma das localidades que mais importância dá a estas festividades, dando continuidade a uma já secular tradição da nossa região.
http://www.torredemoncorvo.pt/municipio-de-torre-de-moncorvo-prepara-festividades-da-amendoeira-em-flor

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MAÇORES - Episódios burlescos (II)

Casa grande
     Episódios burlescos ocorridos em Maçores no terceiro quartel do século XX.
 (In "Maçores Minha Terra Minha Gente" de Ilda Fernandes)

Na altura da Quaresma era usual vir um missionário a Maçores preparar os paroquianos para Comunhão Pascal e de vezes em quando vinha também o Bispo de Bragança/Miranda. Deslocava-se de umas aldeias para as outras a cavalo. Numa das vezes coube ao mesmo Ti Alberto Alegre vir buscar o Bispo a Maçores que ficava alojado na Casa Grande. Mal chegou com um macho para o levar perguntou a uma das criadas:

Ó senhora Maria Rosa, o Sr. Bispo gosta de arroze?
- Gosta.
E de Pirum?
- Tamem.
-Então deite-o cá pr'a fora que o havemos de levar.
Quando o reverendíssimo apareceu na varanda proferiu em voz alta:
- Viva o senhor Bispo, car.lho!
Perante a admiração de muitos paroquianos montaram o bispo na cavalgadura e levaram-no para Felgueiras.

O mesmo indivíduo disse uma vez ao meu irmão Luís, mais conhecido por Camões por em criança ir recitar uma poesia com o título "Eu sou Luís de Camões":
- Ó Camões, quereis casar o vosso S. Martinho de Maçores com a nossa Santa Eufémea de Felgueiras?
- Está bem, arranje lá o casamento.
A mulher interveio de imediato:
- Era o que nos faltava, a nossa santinha Eufémea rica, bonita e nova, ir casar com S. Martinho de Maçores, pobre e borracho!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ribeira da Vilariça

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Ficam aqui algumas das imagens captadas no início do mês de Novembro de 2010,  junto à Ribeira da Vilariça, entre a pontão da Horta da Vilariça e o bico da ribeira, onde esta termina o seu curso de água,  no Rio Sabor.

Estas e outras imagens em: Ribeira da Vilariça (Concelho de Torre de Moncorvo), no blogue "O Cantinho do Jorge - À Procura do Nordeste Transmontano"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

URROS -CASA DA PARREIRA II

DR. António Marcelino Durão, grande filantropo, digo, o amigo dos pobres e necessitados!
Arinda Andrés

Janeiro já se demorava a lavar os dias na luz branca e fina, ténue, a sumir-se no cinzento, opaco e denso do mês de Dezembro; e os passarinhos, em vagos e imprecisos voos, juntavam-se, tímidos e ainda inseguros, sob um azul do céu esbranquiçado, de fiapos ondulantes e acastelado de nuvens; era um dia frio de inverno, e o velho Tomaz, do Cimo do Povo, engolidas as duas garfadas de migas, à pressa, de taleiga pouco abonada, presa à cintura, caminhava, de rosto enterrado no chão, cosido na negrura da tristeza e da doença, ali pela Fonte Nova, de pedras húmidas, esverdeadas de uma manhã gelada, ainda encostada ao códão e aos sincelos do rigor do Inverno. Levava um mundo de canseiras e torturas a pesar-lhe nos ombros, submissos e acorrentados a um destino cruel e inevitável.
O Dr. juiz, de olhar atento a tudo e a todos, indagante, sempre, ali à porta de sua casa, um bigodinho fino, observava, sentindo, e tentando compreender, o despertar da aldeia, no subir e descer de escadas, as humides escaleiras de xisto, hoje gastas, tortuosas e velhinhas, que saudades, meu Deus!,no abrir e fechar da porta de casa, e da “loje”,no albardar das bestas, a engolir o tempo no bater das ferraduras nas pedras da calçada; tudo isto, próprio da azáfama das gentes, a viver pela terra e da terra, no mourejar árduo do dia-a-dia.(Continua nos comentários)

RIO DOURO - NA FOZ DO SABOR

sábado, 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Coincidências

Padre Victor na TVI
Foi dito aqui no blog que a TVI passaria uma peça de 3 minutos com o Pe. Victor.
Por coincidência estava a decorrer o almoço de despedida do Programa Comenius no restaurante Lagar quando a peça passou.
Coincidência maior foi o Pe. Victor estar também a almoçar e a conviver com os colegas. Obviamente que o restaurante parou para assistir à peça.

Não resisti e registei o momento.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TORRE DE MONCORVO - GDM (JOVENS)

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Os encantos do Sabor por terras do Felgar

Este vídeo é resultado de uma caminhada ao longo do rio Sabor por terras do Felgar, mostrando assim os "encantos" do mesmo.

Poderá ver toda a caminha, também em fotografia no Blogue "O Cantinho do Jorge", clicando no seguinte link: Procurando os encantos do Sabor por terras do Felgar