sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro

A Poética junta-se ao III Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro na defesa do livro e das livrarias "tradicionais", porque acreditamos que a proximidade ao leitor vale a pena. 

Desafiamos todos os nossos amigos e clientes, bem como autores e leitores empenhados na preservação de um conceito livreiro mais rico do ponto de vista cultural e social, a juntarem-se a nós nesta iniciativa, que é aberta a toda a comunidade. 

Apareçam e participem. O encontro decorre no próximo Domingo, na Livraria Rosa d'Ouro, em Bragança, a partir das 15h00. 

Saudações literárias, 

Virgínia do Carmo 

Mundo Rural -Trabalhos de campo (anos 60 do séc.passado)

Fotografia cedida pela Dona Aurélia Sendas

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

"O LOBO GUERRILHEIRO" de Bento da Cruz

O LOBO GUERRILHEIRO
Prémio Literário Diário de Notícias 1991
atribuído pelo júri constituído por
Agustina Bessa-Luís, Diogo Peres Aurélio,
Lídia Jorge, Vergílio Ferreira e Viale Moutinho
3.ª EDIÇÃO
...André Lobo nasceu no coração de Barroso, aurícula de Gostofrio,sangue de lavradores. Teve uma infância de mimos, entre o amor da mãe Isabel e a companhia da irmã Balbina, mais velha do que ele oito anos.
Não chegou a conhecer o pai, a quem a morte colheu ainda verde lá para as Américas, onde o brilho traiçoeiro do dólar o atraíra.Do tempo dele, foi o único rapaz de Gostofrio a frequentar a escola régia da Gralheira até à quarta classe. A professora, uma boneca citadina a quem o padre Elias fez um filho e a vida negra, lamentava que ele não seguisse estudos, onde prometia ir longe. O tio Lisboa, que tinha a paixão da guitarra e do fado e dirigia, na aldeia, uma pequena orquestra de cordas, quis fazer dele um fadista de fama e proveito; e o tio Carneiro que, aos domingos, ensinava os rapazes a jogar pau, um varredor de feiras e romarias. Mais terra a terra, a mãe Isabel entregou-lhe o governo da casa, que mantinha sete vacas e malhava quatrocentos alqueires de
pão.Por amor das vacas e do pão, adicionado à galharda figura do rapaz,todas as raparigas da freguesia sonhavam com ele para marido.

Obras de Bento da Cruz
Planalto em Chamas, romance – Arcádia (1963)

Torre de Moncorvo pretende fornecer material para recuperação da orla costeira

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo anunciou nesta quinta-feira que, futuramente, o concelho poderá fornecer ao litoral material "apropriado", resultante da exploração mineira local, para aplicar em obras de recuperação da orla costeira afectada pelas intempéries.
 "A MTI, empresa que detém os direitos de concessão da exploração das minas de ferro do concelho, já se comprometeu com a autarquia em dar início à actividade mineira no princípio de 2015, e que os [materiais] rejeitados da actividade, que têm uma grande concentração de ferro, poderão ser uma grande ajuda para a recuperação de todo o litoral", disse à Lusa, Nuno Gonçalves.
 O autarca garantiu ainda que a empresa concessionária e a autarquia estarão abertas "ao diálogo" para o fornecimento desse material, resultante da exploração do concentrado de ferro previsto para o início de 2015.
 Documentos que propõem esta solução já foram entregues ao Governo por parte da MTI- Ferro de Moncorvo, SA, a empresa concessionária da exploração mineira no concelho transmontano.
 "Este material, se não fosse produzido nas minas de Torre de Moncorvo teria de ser importado da Suécia", acrescentou o autarca.
 Segundo o documento da MTI enviado ao Governo, a que a Lusa teve acesso, os inertes densos de ferro de Torre de Moncorvo já foram utilizados "com sucesso" em obras de protecção nos molhes de Sines e da barra do Douro, resistindo a violentos temporais devido à sua elevada densidade e características.
 "Os subprodutos [rejeitados] resultantes da exploração mineira são armazenados e utilizados na posterior recuperação das áreas exploradas, constituído um passivo ambiental", alerta a empresa.
 A empresa concessionária das minas de Ferro de Torre de Moncorvo prevê concluir os compromissos contratuais, referentes à exploração experimental em curso, no início de 2015, e começar a produção nesse mesmo período de 2015.
 A MTI, que poderá explorar os depósitos de ferro em Torre de Moncorvo, já disse que irá investir cerca de 600 milhões de euros "logo que haja uma decisão favorável sobre o Estudo de Impacto Ambiental".
 A empresa mineira tem ainda um período de cerca de três anos para definir a viabilidade técnico-económica e ambiental da exploração e efectuar os estudos de pré-viabilidade e de viabilidade do projecto.
http://www.publico.pt/local/noticia/torre-de-moncorvo-pretende-fornecer-material-para-recuperacao-da-orla-costeira-1624476

Sabores Judaicos - Trás-os-Montes,por Graça Sá-Fernandes, Naomi Calvão

Na recolha de material sobre a tradição oral, ainda mantida pelos cripto-judeus, em Trás-os-Montes, deparámos com várias orações, práticas religiosas, alimentares e outras.
Estes costumes eram, e são, transmitidos essencialmente pelas mulheres.
Com perigo, até da própria vida, os cripto-judeus transmontanos tiveram que, ao longo do tempo, esconder, e mesmo evitar, todos os costumes e preceitos que os comprometiam.
São disso exemplo o abandono sucessivo da Circuncisão, da Festa das Cabanas, da Delegação Ritual, da Preparação do Vinho, do Uso dos Livros Sagrados e utensílios pertencentes ao culto.
Por outro lado, é muito interessante ver como, passados cinco séculos, persistiu a consciência religiosa em vários campos e como conseguiram, disfarçadamente, continuar com a prática do culto judaico, iludindo a vigilância inquisicional.
Podemos, ao longo deste livro, tomar contacto com alguns desses hábitos.
A alimentação foi, desde sempre, como em todas as comunidades judaicas, um dos traços mais fortes da sua tradição e simbologia características.
Usámos uma cronologia litúrgica para facilitar a leitura das receitas.
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=7916

TORRE DE MONCORVO - DESFILE NA "OÁSIS"

ENTRUDO CHOCALHEIRO


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

550 ANOS - ELEVAÇÃO DE BRAGANÇA A CIDADE (20/02/14)

− Olha, papá!
Enfim, um vocativo bem calhado. Por adequação, ou falta desta,retirara o colar de ouro fino.
− É teu, mamã.
− Não. Passou o tempo.
− O tempo não passa por ti – galanteio.
− É teu, minha filha.
Clotilde seguia a cena como jornalista que era, para refazer a peça,incluindo a prosa do velho Afonso Rodrigues, e a minha, tão precisada de revisão. Só assim, como acabava de se dar com ela, adquiríamos uma identidade. Se eu e homónimo, narradores, nos tornávamos suas personagens, ela sabia bem como eu distinguia jornalismo e literatura, mau grado as relações entre as duas artes. No meio, cuidado com as contingências da História.
Respondo à interjeição:
− Homens bons e boas donas vêm festejar quinhentos e cinquenta anos de cidade na Domus Municipalis.
Convergiam para aqui mil povos, longe do fato preto, da gravata preta,dos sapatos pretos, da camisa branca de 1964.
Entre Inês e Clotilde, dona Inês à direita, enlaçamo-nos. E, num rompante,eufórico:
− Parabéns, filha, minha nova cidade, pelo teu aniversário!
Todos, em coro:
− Parabéns, Bragança!

In A Casa de Bragança, de Ernesto Rodrigues.
Ver: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2014/01/roteiro-inesianopor-ernesto-rodrigues.html
       http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2013/11/ernesto-rodrigues-na-livraria-ferin.html

Bragança: "Pre-Cristian Traditions - Masquerades”.


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O Município de Bragança esteve representado, nos dias 14 e 15 de fevereiro, nas atividades integradas no projeto “CLT2012/Vol121/Pre-Cristian Traditions - Masquerades”. Financiado pela União Europeia, através da ação Strand 1.2.1 do “Programa Cultura 2007-2013”, este projeto é coordenado pelo Município de Bragança, sendo que as iniciativas em Itália foram desenvolvidas pela Comunitá Montana della Carnia.

Os representantes do Município de Bragança colaboram na montagem da exposição “I riti invernali a Bragança, Zamora e nella Montagna friulana”, inaugurada no dia 14 de fevereiro, no Palazzo Veneziano, em Malborghetto, tendo assistido, ainda, à conferência "Dietro la maschera: i giovani e la tradizione", proferida por Bernardo Calvo (Espanha), Pinelo Tiza (Portugal) e Stefano Morandini (Itália). A comitiva de Bragança participou, também, no desfile pelas ruas centrais da cidade de Tolmezzo, ponto alto das atividades, que contou, também, com a presença de grupos de Carnia, Val Canale, Val Resia, Valli del Torre e del Natisone (Itália), e de Zamora (Espanha).
Este projeto tem como objetivo geral "divulgar junto dos cidadãos europeus a existência de uma tradição cultural comum que possui uma origem milenar e se caracteriza por uma grande riqueza e variedade cultural devido ao elevado número de regiões europeias onde se desenvolve" e conta, ainda, com a parceria do Patronato de Turismo da Diputación de Zamora (Espanha).
A comitiva bragançana, liderada pela Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Bragança, Cristina Figueiredo, integrou representantes dos Caretos de Grijó de Parada, Parada, Salsas e Varge, o grupo de Gaiteiros de Palácios, o conferencista António Pinelo Tiza e o Chefe da Divisão de Educação, Cultura e Ação Social da Câmara Municipal de Bragança, Armindo Rodrigues.
Recorde-se que, já no próximo dia 1 de março, se realiza em Bragança o Carnaval dos Caretos, durante o qual grupos de crianças mascaradas, Caretos de Portugal e Espanha e gaiteiros “invadem” as ruas da zona histórica de Bragança, terminando com a Queima do Diabo. A grande novidade, este ano, é a realização da tradicional Luta da Galhofa.
http://www.cm-braganca.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=38506&noticiaId=52461&pastaNoticiasReqId=44435

VALE DA VILARIÇA - Produtos de qualidade

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O vale da Vilariça estende-se por três concelhos (um deles Moncorvo). Corresponde a uma talha geológica. Quando do da formação dessa falha, o Douro, sofreado no curso normal, desviou-se para noroeste contornando uma montanha. Ora, ali mesmo ia desaguar o Sabor, seu afluente: as águas desde passaram a refluir regularmente, alagando o vale. É a «rebofa»«rebofa» que engrossa a ribeira da Vilariça (afluente do Sabor) e será a principal responsável pelos espessos aluviões do vale.Entretanto, se um acidente geológico explica a riqueza da Vilariça, não a explica toda. Há que acrescentar-lhe, como factor também determinante, o climatérico: reina no vale um microclima mediterrâneo que cem anos atrás, por exemplo, dava melões de 10/15 quilos e pés de cânhamo com mais de dois metros de altura.Nesta zona de Moncorvo os desvios térmicos anuais são os de maior amplitude no continente. Por seu lado a amplitude higrométrica é também a mais elevada do continente. Terra rica do ponto de vista agrícola, a Vilariça tem a marcá-la simultaneamente um teor apreciável de insalubridade.
 Fernando Assis Pacheco. Jornal República , Março de 1974.Fotos A.F.F.M.

ORFEÃO UNIVERSITÁRIO DO PORTO em Moncorvo


TRANCOSO - 11ª Feira do Fumeiro

A AENEBEIRA organiza pela 11ª vez a Feira do Fumeiro, dos Sabores e do Artesanato do Nordeste da Beira.

Esta iniciativa, decorrerá no Pavilhão Multiusos de Trancoso, nos fins-de-semana de, 28 de Fevereiro, 1 e 2 de Março e, 8 e 9 de Março.

Participam nesta Feira produtores licenciados - industriais de salchicharia, industriais de lacticínios, queijarias artesanais, salchicharias artesanais, produtores de pão regional, produtores de doçaria regional, produtores e/ou engarrafadores de vinhos e azeites, agentes económicos representativos da gastronomia regional, artesanato e animação com música e folclore regional - que operam nas NUT´s III, da Beira Interior Norte, Serra da Estrela, Cova da Beira, Dão Lafões e Douro.

Discurso Político de Francisco Botelho - um moncorvense ilustre

Praça Francisco Botelho de Morais e Vasconcelos
 (ilustre moncorvense), em Salamanca (fotografia da direita)

Para ler o documento completo  em PDF clique na imagem.
Publicado a 21/04/12

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TRILHO DE GOUVEIA -Passeio Pedestre


TORRE DE MONCORVO - TONY AMERICANO E GIL T


Publicado em 19/11/10

Mirandês – História de uma Língua e de um Povo (em português) / Mirandés – Stória dua Lhéngua I dun Pobo (em mirandês)




Mirandês – História de uma Língua e de um Povo (em português) / Mirandés – Stória dua Lhéngua I dun Pobo (em mirandês)
Banda Zenhada por José Ruy
Coordenaçon cientifica e traduçon pa l mirandés por Amadeu Ferreira

Resumo: Na comemoração do 10.º aniversário do reconhecimento pela Assembleia da República do mirandês como segunda língua oficial portuguesa, Mirandês – História de uma Língua e de um Povo, álbum em banda desenhada da autoria de José Ruy, com coordenação científica de Amadeu Ferreira, dá-nos a conhecer a história da língua e do povo das terras de Miranda.

A história centra-se na aventura de uma arqueóloga que, depois de cair acidentalmente nas escavações de um castro, na terra de Miranda, é levada a conhecer as várias transformações linguísticas e culturais mirandesas.

Os autores (português):

José Ruy nasceu na Amadora em Maio de 1930. Cursou Artes Gráficas na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves, e frequentou habilitação a Belas Artes.
 Iniciou-se como autor de textos e desenhos com 14 anos, tendo publicado ao longo da sua carreira 79 álbuns, 48 dos quais em banda desenhada, com destaque para Fernão Mendes Pinto e a sua PeregrinaçãoOs Lusíadas História da Amadora, com actualizações. Tem colaborado em diversos jornais e revistas, nomeadamente em O Cavaleiro Andante e Selecções BD. Editou e dirigiu a 2.ª série do jornal O Mosquito.
 O rigor na investigação e a qualidade dos seus trabalhos têm sido apreciados de norte a sul do país, com múltiplas homenagens e a atribuição de 25 prémios.
 Expôs com sucesso em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil.
 Primeiro autor a ser galardoado com o Prémio de Honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 1990. No ano seguinte foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação da sua cidade natal, onde o seu nome foi atribuído a uma escola e a uma avenida.

Amadeu Ferreira (n. 1950), natural de Sendim, no concelho de Miranda do Douro, vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), presidente da ALM – Associaçon de Lhéngua Mirandesa, professor convidado na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
 Com o pseudónimo de Fracisco Niebro publicou vários livros, sobretudo poemas e contos, de que se destacam: Cebadeiros (poesia); Las Cuntas de Tiu Juquin (contos); L Ancanto de las Arribas de l Douro (poesia); Cula Torna Ampuosta Quienquiera Ara / Em Cama Feita Qualquer Um Se Ajeita (poesia, bilingue mirandês-português); L Filico i l Nobielho (conto infantil, ilustrado por Sara Cangueiro); Pul Alrobés de ls Calhos / Por Dentro dos Calos (poesia, bilingue mirandês-português); L Segredo de Peinha Campanha (conto infantil, ilustrado por Sara Cangueiro); tradução de vários poetas portugueses, espanhóis, franceses, alemães, ingleses, americanos e de muitos outros países; tradução de Ls Lusíadas em banda desenhada, de José Ruy, e de Ls Lusíadas de Luís de Camões. Com o pseudónimo de Marcus Miranda publicou: Falar Para Nun Morrer(teatro); Poetas Lhatinos, tradução para mirandês de poemas de vários poetas latinos, em especial de Horácio e Catulo. Com o pseudónimo de Fonso Roixo publicou: L Purmeiro Lhibro de Bersos de Fonso Roixo (quadras soltas).
 Traduziu, entre outras obras: Ls Quatro Eibangeilhos (a partir da edição latina da Vulgata); Asterix, l GoulésL Galaton, (com a colaboração de José Pedro Ferreira); Mirandés – Stória dua Lhéngua i dun Pobo, de José Ruy, obra de que teve a orientação científica. Publicou centenas de crónicas em mirandês, muitos contos e estudos sobre a língua e a cultura mirandesas. Tem em curso de publicação, com José Pedro Ferreira, um Dicionário de Mirandés-Pertués. Com Ernesto Rodrigues organizou a antologia A Terra de Duas Línguas, Antologia de Autores Transmontanos (que escreveram em português e em mirandês).

Os autores (mirandês):

FOZ CÔA EM FESTA


Aprovados no Norte financiamentos no total de 13 milhões na área do património

O Novo Norte, Programa Operacional Regional do Norte, aprovou esta quinta-feira um co-financiamento investimento de 13 milhões de euros para 26 projectos de requalificação de Património Cultural, que implicam, no total, 17 milhões de euros. Os dois projectos de maior envergadura, de quatro e dois milhões de euros, são de duas Misericórdias, as de Braga e de Vila do Conde, e implicam a reabilitação de edifícios para instalação dos respectivos arquivos.
De acordo com o comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), entre os investimentos a apoiar pelo ON-2 está a ainda a intervenção em curso na Casa de Chá da Boa Nova, de Siza Vieira (quase 577 mil euros), em Matosinhos, concelho que também receberá cerca de 188 mil euros para a recuperação e reabilitação da Ponte Medieval de D. Gomil.
"As intervenções em causa, no valor de mais de 17 milhões de euros, dizem respeito, na maioria dos casos, à “conservação, restauro e reabilitação de património classificado e, também, a centros interpretativos", refere o mesmo comunicado. Em declarações ao PÚBLICO, o responsável pelo ON.2, Carlos Duarte, explicou que também esta quinta-feira encerrou a chamada para um último pacote de sete milhões, ainda para este sector, o que elevará para 45 milhões o total co-financiado pelo programa regional na área patrimonial
O concelho do Porto é aquele que, de entre os 26 projectos receberá apoio para o maior número de intervenções: a Casa das Artes e Casa Allen (768 mil euros), o Palácio da Bolsa (301 mil euros),e as iniciativas  "Cidade em Transição" (189 mil euros), "Viagens com Alma no Douro -- A Via para Novos Mundos" (287 mil euros). Já a Direção Regional de Cultura do Norte vai receber cerca de 1,5 milhões de euros para um programa de dinamização do património religioso medieval intitulado "Entre o Sagrado e o Profano", que abrangerá vários monumentos do Estado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Trabalhadores da Côa Parque reúnem-se com secretário de Estado da Cultura

Vila Nova de Foz Côa, 17 fev (Lusa) - Uma delegação representativa dos cerca de 40 trabalhadores da Fundação Côa Parque reúne-se na sexta-feira com o secretário de Estado da Cultura para analisar o futuro da estrutura cultural, anunciou hoje à Lusa fonte sindical.
"Depois de no passado mês de janeiro ter havido um atraso no pagamento dos salários e ter sido colocado em cima da mesa um pré-aviso de greve, decidimos solicitar uma reunião com a tutela para perceber o futuro da fundação. Esta é uma situação que preocupa os funcionários", disse Luís Luís, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro.
A fundação é a responsável pelo Museu do Côa (MC) e pelo Parque Arqueológico de Vale do Côa (PAVC), dois equipamentos que têm à sua guarda a conservação de arte rupestre com mais de 25 mil anos.
"Para já ainda não há indicação de que possa haver atraso no pagamento dos salários, a nossa expectativa é que o pagamento seja feito no dia em que está determinado", frisou o dirigente sindical.
O sindicalista acrescentou que, em janeiro, os salários foram pagos "através de uma situação de recurso" devido à falta de liquidez da fundação, já com cerca de uma semana de atraso.
Os cerca de 40 funcionários da Fundação Côa Parque não receberam o salário correspondente ao mês de janeiro na data habitual da função pública, o que os levou a pedir esclarecimentos à tutela.
Há já "largos meses" que os salários dos trabalhadores da Fundação Côa Parque "têm sofrido atrasos no seu pagamento, como o subsídio de férias, que foi pago com uma semana de atraso", exemplificou Luís Luís.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Gustavo Duarte, espera que a situação referente à atribuição de fundos à Côa Parque fique resolvida ainda este mês para "que não haja mais percalços".
"Na atribuição de fundos, cabe ao poder central a comparticipação em 95% e da parte do poder local a responsabilidade é 5% dos fundos necessários para a gestão da fundação", acrescentou o autarca.
Os trabalhadores temem que a situação ocorrida no mês de janeiro se repita aquando da data do pagamento dos salários deste mês se, até lá, a situação do pagamento dos fundos necessários à manutenção da Côa Parque não ficar resolvida.
Os trabalhares do MC e do PAVC consideram que se os salários não forem pagos atempadamente estarão perante uma situação de "suma gravidade para quem trabalha, sobretudo para quem aufere de salários baixos e para quem as contas a pagar chegam, infelizmente, à tabela".
Os membros fundadores da Côa Parque são a Direção-Geral do Património Cultural, ministérios da Economia e do Ambiente, Câmara de Vila Nova de Foz Côa e Associação de Municípios do Vale do Côa.

FYP // JAP
Lusa/fim

TORRE DE MONCORVO - URROS (1947)













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Fotografias do professor doutor Santos Júnior.

TÔRRE DE MONCORVO (Tras-os-Montes).Historia. Invasión de Portugal. 1762.


Plano de la torre de Moncorbo. .
Relieve por sombreado. Arbolados. Indicados caminos.Manuscrito dibujado a plumilla en tinta china.Presenta un plano de la villa de Tôrre de Moncorvo,
probablemente levantado después de haber sido ocupada por las tropas españolas al mando del marqués de Casatremañes, a finales de mayo de 1762
En la parte inferior central, bajo el título, relación de los principales edificios localizados en el plano por clave alfabética: la plaza, el castillo, la casa de la villa, la cárcel, las fuentes y los principales edificios religiosos:la parroquia, la Misericordia, el Corazón de Jesús, el convento de Monjas, San Antonio, San Francisco y otro con la letra M sin identificar.
In
CARTOGRAFÍA HISTÓRICA PORTUGUESA. CATÁLOGO DE MANUSCRITOS (SIGLOS XVII-XVIII)

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Alfândega da Fé - Semana da Protecção Civil

O Município de Alfândega da Fé organiza, uma vez mais, a Semana da Protecção Civil, que decorre entre os dias 25 e 28 de Fevereiro.

O objectivo desta iniciativa é mostrar à população os meios e recursos existentes no Concelho, exercitar e testar a sua capacidade de resposta e coordenação face a acidentes graves e catástrofes, bem como sensibilizar para a área da Protecção Civil, contribuindo, desta forma, para uma cultura de segurança.

Amendoeiras em Flor no Douro Superior

Festividades das Amendoeiras em Flor no Douro Superior
Durante os meses de Fevereiro e Março de 2014 irão decorrer nos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Torre de Moncorvo; as festividades das Amendoeiras em Flor no Douro Superior.
Para mais informações acerca dos programas das festividades visite os seguintes links, de cada Município:

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Rio Sabor - Nova Ponte da Portela

Fotografia de José Rodrigues

Torre de Moncorvo - 2004

Foto enviada pelo Camané

Confraria da Amêndoa do Douro Superior - Embaixatriz da qualidade



A convite do Turismo do Porto e Norte e da Câmara Municipal de Moncorvo, a Confraria da Amêndoa do Douro Superior esteve presente, no passado dia 6 de Fevereiro, na Xantar - 15º Salão Internacional de Gastronomia e Turismo de Ourense, onde confeccionou amêndoa coberta no local.
A Confraria da Amêndoa do Douro Superior vai também participar na Bolsa de Turismo de Lisboa, no dia 12 de Março, convidada pelas mesmas entidades.
Antes, nos dias 1 e 2 de Março, a Confraria estará em Belmonte, capital dos judeus em Portugal, a convite daquele Município.
A Confraria da Amêndoa do Douro Superior vai estar igualmente representada na XI Feira de Nanterre, em Paris, entre 4 e 6 de Abril. Este evento é organizado pela Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal.
Entretanto, a Confraria já iniciou o processo de certificação da amêndoa coberta e está a promover, até ao dia 21 de Março, o 1º Concurso de Doces de Amêndoa, aberto a todas as pessoas.


JOÃO GIRÃO em digressão


O FAVAS , por Arinda Andrés


URROS
De cigarro colado à passividade do tempo e dos dias, e casaco de pana, trazido à socapa de Espanha pelo Roco, esperto como um furão e leve como o vento, eram assim os almocreves, o Alberto era um sujeito seco e magro, sustentado numas pernas altas e em grossas botas de pneu, feitas em dias de chuva no Ti João Quim. Do alto da cabeça, as frases saíam curtas e bem ajustadas ao tempo e às situações. O boné, sempre de lado, ardilosamente colocado, assim em jeito de marotice, meticulosamente, inclinava-se sempre para a esquerda, ensombrando uns olhos apertados na estreiteza de dias rotineiros e na exiguidade de escassos recursos. Sem papas na língua, estava sempre pronto a ajuizar, ironicamente, claro está, sobre a timidez ou a falta de destreza de alguém que se expusesse ao seu ar zombeteiro, mangador, como lá se dizia de alguém que fosse trocista, provocando a chacota; estava sempre bem-disposto e de cabeça aliviada de canseiras ou preocupações; uma cara seca, magra, numa expressão escondida num rosto comprido e nariz afiado, imiscuía-se,  religiosamente,  num halo de mistério, do qual faziam parte  o boné e  o  cigarro colado , dependurado dos lábios e enrolado ,em tardes soalheiras , gozando o prazer do tempo de o fazer e de o saborear, sentindo o gosto dos dias calmos e tranquilos que a lavoura entrega, em troca de  sacríficios árduos e pesados do dia a dia; até o assobio era parte integrante do corpo, pensamentos e sentimentos; maquinalmente, aquele corpo estreito e ágil inclinava-se sobre os molhos de palha, húmida, a cheirar ao amadurecimento da vida do campo, passava-a, como num golpe de magia entre os dedos, mesmo aquele sobreposto, sempre em cima do outro,  e, rapidamente, das suas mãos saía um laço! Um laço bem feito, um laço de palha com enormes pontas a que se dava o nome de” binceilho”. Servia o dito cujo para atar os molhos de trigo, cevada ou centeio. E com aquele dedo sobreposto, como consequência de um acidente de trabalho, sem direito a qualquer tipo de compensação por tal situação funesta, o Favas, de nariz afiado, em sublime harmonia com as coisas, olhando de lado, perscrutando, aplainava a madeira, burilava-a, limava-a de excessos e de imperfeições ,e das suas mãos a matéria redescobria novas formas; e assim, aquela figura seca, magra e ágil , lentamente, ia crescendo na minha curiosidade infantil. Teria trinta, quarenta ou cinquenta anos; não sei. Tinha a idade do tempo das coisas que fazia e dizia. Para mim não tinha idade; e no trabalho, não tinha peso nos pés nem novelos debaixo dos braços. Galhofeiro por natureza, ninguém ficava impune à sua crítica acusatória e afiada. 

GRUPO DESPORTIVO DE MONCORVO - ÁLBUM DE MEMÓRIAS

Foto enviada pelo Camané

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Torre de Moncorvo - Dia de feira

Foto do N.M.F.D.S.

Butelo e casulas aquecem 550 anos de Bragança-cidade, por Ernesto Rodrigues


 O Município de Bragança, encimado por Hernâni Dias, e a Confraria do Butelo e da Casula, cujo Grão-Mestre é Nuno Pires, convidaram ilustres transmontanos e Imprensa lisboeta para um jantar memorável, ontem, 11, no restaurante O Nobre (ao Campo Pequeno), da macedense Justa Nobre. Enquanto chegavam amigos, fomos provando alheira assada, torradas de pão de centeio com azeite e salpicão, batata nova recheada com queijo terrincho, a par de uns copinhos subtis de creme de casulas. Abancámos, depois, para celebrar uns pastéis de Entrudo, ou de Vinhais, rojões de porco bísaro e um azedo com grelos e presunto, antes do, enfim, butelo com casulas esse chourição recheado de ossinhos do espinhaço e das costelinhas, com alguma carne agarrada, qu deixou de ser só comido em sábado de Carnaval, para, com umas cascas de feijão seco, ou casulas, ser um petisco de deuses. Fechámos o acto com um semifrio de castanhas com molho de baunilha, café e marron glacé. Acompanhou-nos um tinto (noutros, branco e rosé) Origem do Holminhos. 

Esta gostosa iniciativa anuncia o Festival do Butelo e das Casulas a que se associam 23 restaurantes de Bragança: imagine-se o luxo de correr cidade a celebrar, na véspera, 550 anos, e a recompor-se para novos séculos. No romance «A Casa de Bragança», lá está o «crepitar de rachos na lareira, acesos com pederneira, almas fagulhando à volta, sentadas no escano, em cujo interior se guardava feijão, grão-de-bico, cereal». Comiam-se, já no século XIV, casulas, e, entre «a ceva no fumeiro», não faltava o nosso chourição.
Ernesto Rodrigues
In:https://www.facebook.com/escritor.ernesto.rodrigues?fref=ts
Na foto, Justa Nobre in:http://mesa-do-chef.blogs.sapo.pt/justa-nobre-apresenta-o-festival-do-225357

O MÍNIMO SOBRE A LÍNGUA MIRANDESA, por Amadeu Ferreira

1. O que é o mirandês?

O mirandês, ou língua mirandesa, é o nome de uma língua falada no Nordeste de Portugal, desde antes da fundação da nacionalidade portuguesa. Quanto à estrutura é uma língua românica, que teve a sua principal origem a partir do latim. Históricamente pertence à família de línguas astur-leonesas, onde também se incluem o asturiano e o leonês.
Até 1884 foi uma língua apenas oral. Desde então, tem sido também escrita, dispondo de uma Convenção Ortográfica desde 1999. Nomeadamente a partir do século XVI e apesar de ser uma língua falada em Portuugal desde o começo da sua existência, o mirandês é uma língua menorizada quer em termos culturais e sociológicos quer em termos políticos, levando a que Portugal fosse apresentado, até há muito pouco tempo, como o único país monolingue da Europa, afinal falsa excepção à regra do bilinguismo ou multilinguismo dos diversos países. Em 1999, com a lei nº 7/99, de 29 de Janeiro, o mirandês foi oficialmente reconhecido como língua regional de Portugal,

2. Onde se fala mirandês?

A língua mirandesa é falada em todas as aldeias do concelho de Miranda do Douro, com excepção de duas (Atenor e Teixeira), e em três aldeias do concelho de Vimioso (Vilar Seco, Angueira e Caçarelhos), no distrito de Bragança. O mirandês foi, apressadamente, dado como extinto em aldeias como Caçarelhos, porém, apesar de muitíssimo debilitado, continua aí a ser falado por pessoas de idade. A área ocupada pela região onde se fala o mirandês tem à volta de 500 km2 de superfície e situa-se na fronteira com a província espanhola de Zamora (Aliste e Sayago). O mirandês é também falado por muitos mirandeses que imigraram para as principais cidades do país ou que emigraram para o estrangeiro.

Na cidade de Miranda do Douro, onde segundo alguns autores deixou de se falar mirandês no início do século XVII, a língua tem vindo a regressar com as pessoas das aldeias que, nos últimos anos, têm vindo a fixar residência. Também desdealguns anos as crianças da cidade usufruem do ensino da língua mirandesa nas escolas públicas. Apesar disso, a fala mirandesa não é de uso normal na cidade, mas sim o português e, dada a quantidade de turistas espanhois que a visitam para fazer compras ou simplesmente comer, o castelhano. Daí que, para se ouvir falar mirandês, a cidade de Miranda do Douro não seja o local adequado, razão porque são apressadas e sem fundamento as conclusões que apontam para a extinção do mirandês pelo facto de não se falar na cidade que é capital administrativa da terra de Miranda.
O espaço onde se falou mirandês ou outras variedades do astur-leonês foi bastante mais vasto, incluindo, em traços gerais e grosseiros, toda a zona do distrito de Bragança que se situa entre a margem esquerda do rio Sabor e a fronteira com Espanha. Terá sido assim na Alta Idade Média, regredindo progressivamente em direcção à fronteira. Além do mirandês, outras falas astur-leonesas se mantiveram atépouco tempo na zona fronteiriça do concelho de Bragança, chamada Lombada, em particular nas aldeias de Rio de Onor, Guadramil, Deilão e Petisqueira. Porém, a fala leonesa tem sido dada como extinta nestas aldeias, embora não seja totalmente clara a situação de Rio de Onor.
Apesar de não se falar mirandês nessa região mais vasta, ainda pode falar-se de uma cultura comum, em particular na área correspondente à medieval Terra de Miranda (concelhos de Miranda do Douro, Vimioso, Mogadouro e parte dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, de Bragança e de Macedo de Cavaleiros), cultura essa que se manifesta pelo ar de família que o vocabulário usado continua a manter, pela fonética e muitas construções sintácticas do português falado nessa zona, pela similitude de festas, tradições, música e dança.

3. Quantas pessoas falam mirandês?