quinta-feira, 11 de abril de 2013

“Histórias de Benlhevai” de José Maria Fernandes


O Centro de Memória recebeu no dia 23 de Fevereiro a inauguração da exposição de pintura “Olhares” de Fernanda Ferreira.
 A exposição constituída por cerca de 30 quadros estará patente no Centro de Memória de Torre de Moncorvo até dia 22 de Março de 2013.
De seguida no auditório da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo, o Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Eng.º Aires Ferreira, deu continuidade à sessão referindo que este ano o Município decidiu iniciar o programa das Amendoeiras em Flor com atividades culturais. Rogério Rodrigues tomou a palavra para apresentar o livro “Histórias de Benlhevai” de José Maria Fernandes. O autor explicou que este livro surgiu porque tinha necessidade de deixar guardadas memórias escritas de algumas histórias que ele conhecia e outras que ouviu.
Hélder Rodrigues, autor de “Terra Parda: Contos” fez a apresentação do seu próprio livro referindo que se divide em 22 contos que contam a história da ruralidade transmontana e que contempla temáticas atuais da vida agreste do nordeste transmontano.
https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/13d2078818b300be
Apresentação do livro “Histórias de Benlhevai”,por Rogério Rodrigues

Benlhevai é o Reino Maravilhoso de José Maria Fernandes. Pertencendo a um família numerosa e ele com assento mais permanente nesta aldeia de Vila Flor, foi incumbido de ser o cronista-mór do Reino.
E desempenhou bem as funções, porque este livro é e será uma preciosidade para os estudiosos de antropologia, etnografia, comportamentos sociais,linguística mesmo ou sobretudo nos regionalismos, localismos ou corruptela das palavras, o que levou, compreensivelmente,o autor  a apendiçar um glossário à obra.
 O que nos pode surpreender neste livro é a coexistência do sagrado com o profano, o repositório de um conhecimento empírico e ancestral na nomeação e catalogação das alfaias agrícolas , das suas características e utilização.
É toda uma cultura popular, mais assente na passagem de testemunho e memória de pai para filho, do que em qualquer documento escrito.
Registe-se também, e não é tão pouco, uma recolha da sabedoria popular, dos costumes, e dos ciclos da vida do homem e da Natureza. E nunca, como aqui, o homem e a natureza andaram tão ligados e foram tão dependentes um do outro.

VALES - Alfândega da Fé


Júlio Máximo de Oliveira Pimentel,Tomé Rodrigues Sobral e a cadeira de Quimica

Foto de Leonel Brito

1. O primeiro lente e o primeiro preparador de Química da Escola Politécnica de Lisboa
Quando em 1837 se criou a Escola Politécnica de Lisboa, destinada a apetrechar superiormente os alunos candidatos a oficiais do Exército e da Marinha, em conhecimentos fundamentais de ciências físico-naturais e matemáticas, estabeleceu-se desde logo, pela pena do legislador, que existiria nesta escola, dentro da categoria dos «Empregados que não exercem o magistério», um Preparador de Química (também um de Física, e eventualmente mais algum, se de absoluta necessidade).
O primeiro lente da 6.ª cadeira da Escola Politécnica foi Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (1809 – 1884), que a regeu desde finais de 1837 até meados de 1859, altura em que transitou para a nova cadeira, de Química Orgânica. Oliveira Pimentel pertencia a uma família de tendência liberal (era sobrinho do General Claudino Pimentel) e fora “apanhado”, ainda estudante em Coimbra, onde cursava a Faculdade de Matemática, pelos confrontos entre liberais e absolutistas. Transformado em alferes do Exército, em 1833, homenagem de D. Pedro IV aos mais bravos na serra do Pilar, foi “reciclado” no fim da contenda após ter completado o seu curso de Matemática - diz-se que devido às “mazelas” que lhe ficaram - e integrado no “corpo” de lentes da nova escola, preparatória para os cursos da Escola do Exército, que, também ela, nascia em Lisboa.
Ainda não dispomos, para Oliveira Pimentel, do nome do professor que, na Faculdade de Filosofia, lhe forneceu os conhecimentos da única cadeira de Química que existia na Universidade, e que integrava o currículo do curso de Matemática. Sabemos, no entanto, da sua amizade com Tomé Rodrigues Sobral (o “oráculo” da Química em Portugal, antigo catedrático em Coimbra, entretanto jubilado na década de 20), e da sua “simpatia” pelas coisas das ciências naturais – o que talvez explique a cedência de Pimentel face à pressão de Mota Pegado e de Sá da Bandeira para que assumisse a regência da 6.ª cadeira – assim como, que considerava a sua preparação nessa ciência manifestamente insuficiente – muito provavelmente, a razão de ser das reticências por ele colocadas, à aceitação do cargo e, desta feita sem qualquer dúvida, o argumento de peso que permitiu “negociá-la”, condicionando-a à realização de um período probatório, em prática laboratorial e conhecimentos industriais, no estrangeiro.
Mas não obstante esta insuficiência “congénita” de formação, Júlio Máximo de Oliveira Pimentel ainda ponteou o período inicial da Química na Escola Politécnica (de 1837 até 1844, altura em que sai para Paris) com algumas iniciativas no sentido de um maior desenvolvimento do ensino da Química, nomeadamente o “arranjo” do primeiro Laboratório de Química da Escola Politécnica (provavelmente adaptado da cozinha do extinto Colégio dos Nobres, onde se instalara a Escola), a publicação do seu Curso de Química Elementar professado na Escola Politécnica (que antecedeu o mais conhecido, Lições de Química Geral e suas principais aplicações, de 1850-1852), e a elaboração de um curso prático para a cadeira em questão. Em Dezembro de 1839 – e tal como determinado pelos trâmites legais, após um período probatório de dois anos - o Conselho Escolar assumia definitivamente Júlio Máximo de Oliveira Pimentel como lente de Química, propondo-o para proprietário da 6.ª cadeira. A sua nomeação oficial surgiu alguns meses depois, em Abril de 1840. A linha em crescendo dos acontecimentos relacionados com a Química na Politécnica foi contudo tragicamente interrompida quando, em Abril de 1843, um incêndio de grandes proporções reduziu a escombros o edifício do Monte Olivete.
Pimentel ausentou-se no estrangeiro cerca de dois anos, mas na Primavera de 1846 já estava em Portugal, recuperando a regência de Química das mãos de Fradesso da Silveira. As aulas da 6.ª cadeira funcionavam desde o incêndio no Laboratório de Química da Casa da Moeda, prontamente disponibilizado na sequência imediata do desastre, para continuidade das aulas de Química e de Física. A apoiar o trabalho do regente deverá ter estado alguém, primeiro designado por Preparador do Laboratório de Química da Casa da Moeda (1844), e depois 2.º Ensaiador (1846), da mesma instituição - quando acordou em realizar as análises de minerais, como galenas e minérios de cobre e de estanho, requeridas mediante inúmeros pedidos que “choviam” no laboratório, reflexo imediato da reanimação mineira que se começava a manifestar um pouco por todo o país, e que o pessoal da Casa da Moeda, com prática apenas em ensaios para o ouro e prata, não conseguia dar vazão. Isto não impedia, contudo, que o próprio se apresentasse como «Preparador de Química da Escola Politécnica e da Casa da Moeda» (1845).

 Excerto de um texto de  Isabel cruz  CICTSUL

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SAMBADE - POSTAIS

                                            Postal enviado pelas "Casas do Bairrinho"            
                                           http://www.casasdobairrinho.com/sobre.htm

MIRANDA DO DOURO - Muralhas (1959)

Foto cedida por Arnaldo Firmino

Mirandela - Celebração do combate de Camerone


Anualmente, em fins de Abril, a Associação dos Veteranos da Legião Estrangeira Francesa em Portugal promove a celebração do combate de Camerone, acontecido em 30.4.1863, no México. Este ano as celebrações têm lugar em Mirandela, no próximo dia 27 de Abril. Os promotores contam com a presença e apoio do regimento de Infantaria 19, de Chaves para a guarda de honra e cerimonial junto ao monumento dedicado aos ex-Combatentes. As celebrações terminam com um almoço convívio, aberto a quem se inscrever, no Restaurante “O Pomar”.

Torre de Moncorvo na Idade Média - Biblioteca Municipal II

A autora: :Tânia Amaral reside no Pocinho, tendo efetuado os estudos secundários em Torre de Moncorvo. A autora é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e possui mestrado em História Medieval e do Renascimento pela mesma faculdade. Desempenha atualmente as funções de historiadora no Baixo Sabor - Bento e Pedroso Construções e Lena Engenharia e Construções, ACE.

FELGAR - “Memórias da Nossa Terra” II

Foto cedida  por António Manuel Teixeira

Exposição Fotográfica “Memórias da Nossa Terra” em 25 de Setembro a 2 de Outubro de 2005.
Na sede da Junta de Freguesia  de Felgar,

MONCORVO - O presente ao menos

Click na imagem para aumentar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

TRANCOSO - POSTAIS

ALMA DE FERRO e A Farsa de Inês Pereira


VILAR CHÃO - Velhas tecnologias


Bragança-Miranda: Diocese vai abrir infraestrutura de «acolhimento, assistência e formação» de sacerdotes

Novo espaço prevê «atenção especial» aos membros do clero «sem retaguarda familiar» e aos que estão em fase de estudo nas universidades
www.mdb.pt | Nova casa sacerdotal da Diocese de Bragança-Miranda vai ser acolhida pelo Seminário de São José
Bragança, 08 abr 2013 (Ecclesia) – O clero da Diocese de Bragança-Miranda vai passar a contar com um novo espaço de “acolhimento, assistência e formação”, com a construção de uma casa sacerdotal no Seminário de São José, no centro da cidade bragantina.
Em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA, o vigário-geral diocesano explica que o projeto, logo que esteja “devidamente aprovado e licenciado”, permitirá dar “uma atenção especial” aos padres “que ainda têm autonomia” mas que estão mais desacompanhados.
“Temos um clero bastante envelhecido, há sacerdotes já jubilados, que não têm uma retaguarda familiar, que precisam de um espaço adequado, e esses serão privilegiados no acolhimento”, salienta o cónego Adelino Paes.
Orçada em “mais de um milhão de euros”, a nova infraestrutura vai funcionar numa das alas do Seminário de São José e será suportada pelo Instituto Diocesano do Clero (IDC), criado por D. José Cordeiro há cerca de um ano.
Além da parte dedicada ao acolhimento e alojamento, a obra contemplará também valências especialmente vocacionadas para a formação dos padres, como “uma biblioteca, um auditório para atividades pastorais e um pequeno museu”.
“A Diocese quer ajudar também os sacerdotes que já fazem parte do presbitério mas que estão em fase de formação e estudo, em várias universidades”, sustenta o vigário-geral de Bragança-Miranda.
Quanto aos padres mais velhos que estão em situação de dependência e não podem desempenhar qualquer serviço pastoral, já existem na região “outras instituições que prestam esse serviço, como a Fundação Betânia, que acolhe sacerdotes que precisam de cuidados mais intensos”.
O cónego Adelino Paes espera que o projeto da nova casa sacerdotal “singre” e venha a ser uma realidade o mais rapidamente possível, através do apoio monetário dos sócios do IDC (ou seja, de todos os sacerdotes) e também da rentabilização de “alguns equipamentos da Diocese”.
Para já, uma das possíveis fontes de receita poderá ser “a venda ou aluguer do Seminário Menor dos Vinhais, que está inativo mas que continua a ser um bom edifício para aproveitar”, adianta o sacerdote.  
JCP

Torre de Moncorvo na Idade Média - Biblioteca Municipal


A autora:Tânia Amaral reside no Pocinho, tendo efetuado os estudos secundários em Torre de Moncorvo. A autora é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e possui mestrado em História Medieval e do Renascimento pela mesma faculdade. Desempenha atualmente as funções de historiadora no Baixo Sabor - Bento e Pedroso Construções e Lena Engenharia e Construções, ACE. 

domingo, 7 de abril de 2013

Jose Mendes Matos, o santeiro de Vila Franca das Naves














FOTO A.F.F.M.

MAIS UM CANECO PARA A FORMAÇÃO DO GD MONCORVO ...



 Ao fim de 9 jornadas e faltando ainda 1 jogo, os juniores do GD Moncorvo sagraram-se Campeões Distritais, ao realizaram um campeonato brilhante com 8 vitórias e apenas 1 derrota até ao momento. Uma equipa que é constituída na sua grande maioria por atletas pertencentes ao escalão de juvenis, o que dá mais ênfase a um título que é inteiramente justo. É importante frisar que o FC Mãe de Água com uma excelente equipa, dignificou ainda mais a vitória dos jovens moncorvenses. De referir que nos últimos 10 anos este é o 5º título alcançado no escalão de juniores pelo GD Moncorvo.

Jogadores na FOTO (em baixo)
EM CIMA: Ricardo, Samuel, Rui, Diogo, Jota, Marcelo, Rui Soeiro, Samuel e Miguel
EM BAIXO: Tiago, Micael, Gustavo, Carlitos, Pedro, Mário, Miguel e Sérgio

Em baixo o link com a classificação da equipa:
Texto e foto enviados por Sílvio Carvalho

Torre de Moncorvo - 1974 / 2012













FOTOS DO A.F.F.M.

A Joana e a estatística,por Júlia Ribeiro


 Em meados do mês passado assisti a uma palestra que tinha por título: “Portugal pode morrer de velho?”  .  O título pareceu-me interessante e os palestrantes também.  Foram apresentados vários gráficos, um opúsculo com muita estatística e houve algumas intervenções com interesse.
Uma colega minha, que foi professora de Geografia, estava interessada nessa palestra mas, devido a uma consulta médica, não pôde ir. Veio depois a minha casa e eu estava a preparar o lanche para a neta.
Dei à Julieta os folhetos que havia trazido e fomos falando do que se dissera na palestra. A certa altura, e a propósito de um gráfico,  surgiu a frase : “ A natalidade em Portugal é das mais baixas do mundo: cada mulher portuguesa tem apenas um filho e meio”.
Não reparámos na Joana, mas ela estava muito atenta ao que íamos dizendo. Depois de a minha amiga ter ido embora, a miúda perguntou-me : “Avó, como é que nasce meio menino?”
A princípio não entendi, pois já não me lembrava da frase que acima cito.
“Que estás a dizer?”
“Tu é que disseste que cada mãe tem um menino e meio”.
“Ah! Eu vou explicar-te: uma mãe não tem meio menino; duas mães é que têm três meninos. Uma tem dois meninos e a outra tem só um. Mas uma coisa complicada que se chama Estatística diz que cada mãe tem um menino e meio, percebeste?” .
“Não, avó. Não percebi”.
Vou explicar-te melhor: “Supõe que amanhã vem a Sofia lanchar contigo. Eu tenho aqui duas bananas. Tu dizes que não queres e a Sofia come as duas bananas. A estatística diz que tu comeste uma banana e a Sofia comeu a outra. Percebeste?”
“Não, avó. Como é que eu podia comer uma banana se a Sofia comeu as duas?”
“Tens toda a razão, Joana. Para já, percebeste que a Estatística é muito mentirosa. O resto esquece, tá bem?”
“Tá bem”.
Fiquei mais descansada.

 Júlia Ribeiro

sábado, 6 de abril de 2013

VISCONDE DE VILA MAIOR

(1809-1884), 2.º visconde de Vila Maior. Nasceu em Moncorvo a 5 de Outubro de 1809 e morreu em Coimbra a 20 de Outubro de 1884. Era filho do 1.º visconde de Vila Maior, Luís Cláudio de Oliveira Pimentel, sargento-mor de Moncorvo, governador civil de Viana do Castelo (1835-1836) e administrador-geral dos tabacos, e de sua mulher, Angélica Teresa de Sousa Pimentel Machado. Casou, a 18 de Julho de 1839, com a poetisa Sofia do Roure Auffdiener, matrimónio de que resultou uma filha, Júlia Emília de Oliveira Pimentel, marquesa de Belas e condessa de Pombeiro pelo casamento, e um filho, Emílio Cláudio de Oliveira Pimentel. O título de visconde de Vila Maior foi-lhe confirmado por diploma régio de D. Pedro V (15.7.1861), transitando, posteriormente, para o seu neto, Luís Carlos de Vasconcelos de Oliveira Pimentel.Júlio Máximo Pimentel matriculou-se nas faculdades de Matemática e de Filosofia de Coimbra, em Outubro de 1826. Frequentava a Universidade, ainda muito novo, quando se inscreveu na 2.ª Companhia do Batalhão de Voluntários Académicos de Coimbra

VILARELHOS - Barragem do Salgueiro

FOTO A.F.F.M.

JOGOS DESPORTIVOS CONCELHIOS -2013


Moncorvenses em Cascais -1991













Fotos enviadas por Lucinda Antunes

As mulheres da minha terra ,por Arinda Andrés

As mulheres da minha terra,

Não tinham a pele fina,
Nem tingiam os lábios de cor purpurina.

As mulheres da minha terra,
Não punham flores na cabeça,
Dobravam-se ao peso da guerra e à dor da tristeza.

E quando a vida era noite, cobriam-se de merino preto;
Sumiam-se nas sombras pardas do monte,
E de passadas largas, traziam água da fonte.
Vinham mesmo de manhãzinha,
Mesmo antes de romper o amanhecer;
De rodilha na cabeça; o cântaro de água fresca para beber.

Traziam água, traziam rosas, sonhos e ilusões,
No ribeiro ficava a mágoa, e na roupa bem lavada,
As mulheres da minha terra, de pele fina e acetinada, trazem rios de emoções!



A. Andrés
Postado em 16/7/11

Bragança-Miranda: Igreja cria serviço ligado ao turismo


Bispo diocesano destaca potencial do setor para o desenvolvimento da região

Nélson Garrido/facebook.com/BispoBragancaMiranda | Capela de Santa Columbina situa-se na aldeia de Gimonde, em Bragança
Bragança, 04 abr 2013 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda constituiu um novo Serviço Diocesano da Pastoral do Turismo para promover a ação da Igreja Católica no setor e “contribuir para o desenvolvimento integral do Nordeste Transmontano”.
“O turismo é uma realidade social à qual a Igreja deve prestar uma atenta solicitude, no sentido de sobre ela fazer brilhar a luz do Evangelho, de potenciar as motivações da fé e a procura do bem e da beleza inscrita no ser humano”, refere D. José Cordeiro, num decreto enviado hoje à Agência ECCLESIA.
O novo serviço vai ficar dependente do Secretariado Diocesano da Pastoral Social e a Mobilidade Humana e conta com uma equipa de cinco membros, nomeados para o quinquénio 2013-2017.
O turismo religioso passou a ser um “produto estratégico” no âmbito do novo Plano Nacional de Turismo, apresentado esta terça-feira, em Lisboa, pelo ministro da Economia e do Emprego.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Amália da Trança Loura, de Manuel António Ferreira Deusdado


Toda a aldeia estimava a Amália da trança loura. Velhos e novos, mulheres e crianças, ao passarem à porta do seu tear, entravam a festejá-la e, indo com pressa, todos lhe davam ao menos as boas horas. Ela era merecedora dessa benquerença geral. Nunca dos seus grandes olhos azuis saíra um olhar que não fosse repassado de bondade, nem de sua boca saíram palavras que não fossem cheias de sinceridade e revestidas de brandura. O modo de seu olhar tinha alguma cousa de celeste e de angélico; parecia que Deus fundira nele, ao vir da noute, a luz da Lua; ao vir do dia a luz do Sol. A tez da sua cara era branca como o algodão em rama apurado nos liços do seu tear. Os lábios eram orlados duma dupla ordem de pérolas, as quais impensadamente deixava ver nos seus doces sorrisos. Os moços do lugar diziam que ela era o alívio das penas. Efectivamente, na mulher existe uma alegria vaporosa que dissipa a tristeza no homem. Quantos moços, seus vizinhos, a haviam desejado para noiva! Até um mancebo de vinte anos, que estudava para padre, lhe prometeu que deixava tudo para a receber como noiva. Num ímpeto de declaração apaixonada, disse-lhe: - se pudesse roubar ao céu o setestrelo, fazia dele um colar de brilhantes para te oferecer.
 Igreja Matriz de Rio Frio
Amália já tinha vinte e sete anos e era xorda aos devaneios dos diferentes adoradores. A sua reputação, como a sua vida, eram duma pureza imaculada. Vivia com sua mãe, uma santa viúva, objecto dos seus desvelos. Ninguém cuidava como Amália das flores para ornamentar o altar da Virgem Santíssima. Desde que fora mordoma da Senhora, ficara-lhe com especial devoção. Nos domingos, o altar da Senhora parecia um jardim com os seus ramalhetes de lindas flores e com vasos de majaricos e de clementinas. Aproveitava em todas as estações as flores que poderiam servir-lhe. A frescura da alma e a santidade do pensamento da Amália da trança loura, misturadas com o aroma das flores, volatizavam-se pela igreja, robustecendo a consciência dos justos e tolhendo os instintos malignos dos pecadores. O Reverendo Cura da paróquia não se cansava de louvar as almas pias que cuidavam do adorno dos altares e do asseio da igreja. O velho Reitor da paróquia havia afervorado mais o culto da Virgem, depois da definição do dogma da Imaculada Conceição, no tempo do Padre Santo Pio IX. Mais de quantas vezes haviam dito no catecismo, ao seu rebanho, que Maria Santíssima é o refúgio dos pecadores, o auxílio dos cristãos, a consolação dos aflitos, o amparo dos desgraçados; é a Ela que vós acorreis nas vossas aflições, nos vossos trabalhos, nas vossas necessidades, e é de Ela que vós recebeis todas as graças, por isso que todas elas se comunicam pelas suas mãos benfeitoras, como diz São Bernardo: Ómnia per manus Mariae.

BARRAGEM DAS OLGAS



barragem das Olgas localiza-se na ribeira do Arroio, afluente da margem direita do rio Douro, cerca de 2,5 km a sul da povoação de Maçores e cerca de 8 km a sudoeste de Torre de Moncorvo, numa secção em que a bacia hidrográfica dominada é de 26,7,0km2.

A  finalidade desta barragem é de assegurar o reforço do fornecimento de água bruta à ETA do Arroio, que alimenta o subsistema de abastecimento de água Olgas/Arroio, nomeadamente as freguesias de AçoreiraFelgueirasMaçoresMós,Peredo dos CastelhanosUrros e Torre de Moncorvo do concelho de Torre de Moncorvo e a freguesia de Ligares do concelho de Freixo de Espada-à-Cinta, cuja população máxima actual foi estimada em cerca de 5.100 habitantes permanentes e 4.100 habitantes flutuantes.
Texto e video enviados pelo Camané

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TORRE DE MONCORVO - CARTAZES



Torre de Moncorvo - numa manhã de nevoeiro


Trancoso - Álbum de memórias III


Torre de Moncorvo - AJUM inova

Aprende, Inspira-te, Participa!

Sabes o que é uma Startup? Já ouviste falar de Orçamento Participativo Jovem?Já tens o teu currículo preparado para o mercado de trabalho?Já te imaginas-te numa entrevista de emprego?
Para esclarecer estas e muitas outras dúvidas que pairam na cabeça de muitos jovens, a AJUM organizou o inova.moncorvo. Assim durante o fim-de-semana de 13 e 14 de Abril, tens oportunidade de assistir a palestras de jovens empreendedores, realizar workshops de desenvolvimento de soft skills e acompanhar o lançamento do próximo Programa de Estágios de Curta Duração.A entrada no evento é gratuita, mas as inscrições são limitadas e temos somente 50 vagas. Por isso apressa-te e reserva o teu lugar no evento que pode transformar a tua vida, enviando um email para aju.moncorvo@gmail.com referindo o teu nome, número de b.i e ocupação profissional e caso sejas estudante, a instituição onde estudas. Recusa-te a ficar parado e junta-te a nós nesta aventura de conhecimento.
Mais informações sobre os oradores e workshops sairão em breve por isso fica atento."
Texto e cartaz enviados pela "nossa" AJUM.

FELGAR - “Memórias da Nossa Terra”

Foto cedida  por António Manuel Teixeira

Exposição Fotográfica “Memórias da Nossa Terra” em 25 de Setembro a 2 de Outubro de 2005.
Na sede da Junta de Freguesia  de Felgar,

ADEGANHA - CARDANHA : O PLANALTO DAS LENDAS ( II)

A Igreja de Santiago Maior: Um monumento imponente
Trata-se de uma construção românica. Quanto à data em que terá sido erguida, parecem subsistir algumas dúvidas, uma vez que se ouvem duas versões diferentes. Uma insiste no século XII e outra no século XIII.

As suas fachadas laterais encontram-se adornadas com inúmeros modilhões ao longo da cornija, representando cada um deles uma figura diferente e nas suas paredes podemos ainda encontrar vários sarcófagos embutidos.Recentemente passaram por lá alguns «técnicos» vindos da parte do Instituto Português do Património Cultural, para «dar um jeito» nas paredes interiores. Quando picavam as ditas paredes eis que surgiram, sob a cal, inúmeros frescos medievais. Os «técnicos» partiram e o povo da Adeganha continua à espera que peritos se desloquem à aldeia para recuperar as pinturas.*

Virgínia do Carmo

*Este artigo tem alguns anos e desconheço o actual estado de conservação da Igreja.
Primeira parte: http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/06/adeganha-cardanha-o-planalto-das-lendas.html
 Publicado no Semanário Transmontano.
Fotogradias de Jorge Delfim

terça-feira, 2 de abril de 2013

Zulmira morreu 12: Folhas Caídas ,por Virgínia do Carmo


Quem disse que as folhas se soltam das árvores? Elas não se soltam, desprendem-se dos ramos com a violência das coisas quando morrem, e ao bater no chão o ruído que fazem é estridente. É atroz. Na sua travessia pelo ar deserto do tempo em decomposição desintegram-se da vontade, fecham os olhos, e perdem noção do rumo que lhes foi entregue pelo vento. Por vezes largam partículas lacrimais, ínfimas partes químicas de um sentir imperceptível. Batimento cardíaco em degradação. Involuntário fragmento do sopro que duraram.
E não é leve a sua matéria. Pouco aptos quando se trata de ver por dentro, os nossos olhos não vêm a procelosa vertigem do seu corpo em convulsão precipitando-se na floresta de lâminas que compõe a aerosfera que nos respira, arrastando todos os pesos com que a existência se vai inviabilizando.
Zulmira sentiu-se folha em queda durante toda a sua vida.
No seu último Outono teve a oportunidade de aprender mais sobre folhas secas e caídas. Não sobre os factos processuais por detrás do seu destino outoniço, como a diminuição de produção de clorofila que altera as suas tonalidades, ou a produção de ácido abscísico que acaba por provocar a sua queda por via do enfraquecimento do pecíolo. Nada disso. Disso, Zulmira nada sabia.
Mas aprendera sobre a sua textura. Sobre as suas formas e sobre as suas deformações. Sobre as inúmeras combinações gráficas possíveis com os seus veios desidratados. Para isso bastou aquele seu encanto pelas coisas simples, o mesmo com que os seus pés amavam o toque nu do chão. E ver a sua filha a preparar uma composição plástica exclusivamente à base de folhas. Folhas secas, nuas e sós. Solidões sobrepostas sem cumplicidade. Mortes irreversíveis a suplicarem um travo de atenção, um rasgo de vida sobre si. Quando a filha terminou o seu quadro, Zulmira permaneceu uma hora a contemplar aquela obra nascida de tantas mortes. Observou folha a folha, imaginou o desenho da sua queda, mediu com o pensamento os seus perímetros e calculou as suas idades. Depois levou o dedo indicador a uma delas e lavou a voz com um suspiro. E ténue, ouviu-se dizer: esta sou eu

 Virgínia do Carmo

 Todas as Zulmiras:

Primavera ,por Armando Sena


Lembro-me do céu e do encanto
Da nova estação que se anunciava
Voltava após o tempo baço
De noites sem dia nem lembrança
Mas leve como leves são os sinais
Um som, um brilho, uma flor
Brotavam da terra árida pelo gelo
Das almas sedentas de verde esperança
Ténue despontava a vontade
Do sopro que antes congelava
E sem mais nem porquê já sussurrava
Que os dias eram de esperança
Apenas porque a primavera despontava

FOZ DO SABOR - REBOFA II

FOTO ENVIADA PELO CAMANÉ

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Trancoso - Álbum de memórias


FOZ DO SABOR - REBOFA (HOJE)


Fotos enviadas pelo Camané.
Rebofa-Refluxo das águas de um afluente do Douro (Sabor).

FELGAR - Regras de conduta



Excerto de um depoimento  do senhor Ernesto Carneiro para o Arquivo de Memória do Vale do Côa

DOURO, OH! DOURO...

Eucísia - terra de feiticeiras

foto A.F.F.M.

Porta de entrada no Vale da Vilariça, Eucísia encontra-se encravada entre montanhas. As encostas da freguesia estão povoadas de Zimbros que lembram tropas de assalto bravamente repelidas pelos habitantes do antigo Castro de Santa Justa.
O facto de estar localizada no Vale da Vilariça, em conjunto com a existência de água em abundância, permitiu a fixação, desde muito cedo, da população. Por esse motivo, nesta zona encontram-se alguns dos mais importantes elementos do património histórico-arqueológico do concelho: as pedras escritas de “Revides” e das “Ferraduras” e o Castro de Santa Justa.
A agricultura assume-se como a principal ocupação da população, destacando-se as produções de azeite, amêndoa e cortiça.
Eucísia é também conhecida como a terra das feiticeiras. Reza a lenda que quando a freguesia pertencia ao arcebispado de Braga, havia um padre, do Minho, que costumava visitar a Igreja para verificar se tudo estava bem. Uma noite, após um lauto jantar na casa onde estava hospedado, o padre foi-se deitar. Durante a noite, depois de sentir necessidades fisiológicas, dirigiu-se à cavalariça onde acabou por adormecer e ficar até ao dia seguinte. De manhã, quando o descobriram, o padre desculpou-se dizendo que tinham sido as feiticeiras a levá-lo para tal local. Assim começou a correr a história de que esta freguesia era terra de feiticeiras.

 http://www.cm-alfandegadafe.pt/freguesias/list/