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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Exploração de ferro em Moncorvo parada para se avaliar se morcegos hibernam ou invernam

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, denunciou esta segunda-feira que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) das minas de ferro está "parado" para apurar se os morcegos que habitam o local "hibernam ou invernam".
Em declarações à Lusa, o autarca social-democrata atribui a situação à posição, que classificou como "preciosista", do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), que pretenderá averiguar se os morcegos permanecem no local ou se deslocam para outras paragens.
"Esta questão está a ser levada de tal forma, que o organismo em causa está a cair no ridículo e a tomar uma atitude demasiado preciosista face ao projecto em questão", afirmou. O autarca acusou o ICNF de dar "mais importância aos morcegos do que propriamente aos postos de trabalho que possam vir a ser criados com o projecto mineiro de Torre de Moncorvo".
Para Nuno Gonçalves, "o que está em causa é uma questão de semântica, que pelos vistos faz toda a diferença num projecto que pode aumentar em 0,2 por cento o PIB (Produto Interno Bruto) nacional e em 0,26 por cento as exportações, mas que se mantém no impasse".
As minas de Torre de Moncorvo foram a maior empregadora da região, na década de 1950, chegando a recrutar 1500 mineiros. A exploração de minério foi suspensa em 1983, com a falência da Ferrominas, e o ferro esquecido até que a MTI - Minas de Ferro de Torre de Moncorvo, uma empresa de capitais nacionais e estrangeiros, ganhou, em 2008, os direitos de prospeção e pesquisa e, em 2011, foi-lhe atribuída pelo Governo a concessão de exploração durante 60 anos, até 2070.
Menos de um ano depois da atribuição da concessão, o Governo confirmava, em Outubro de 2011, que estava a negociar com a detentora da concessão e o gigante anglo-australiano do sector mineiro Rio Tinto a exploração do ferro em Torre de Moncorvo, onde se estima que existam ainda 80 milhões de toneladas de minério.
A Rio Tinto saiu do processo e, um ano depois, a MTI- Ferro de Moncorvo assinou um contrato com o Estado para início da exploração experimental das minas, com a perspectiva de início para 2016, a criação gradual de até 500 postos de trabalho e um investimento de 600 milhões de euros ao longo do período de concessão.
A concessionária deu início aos estudos necessários e a questão dos morcegos está presente desde o início do processo, com a empresa a disponibilizar-se para investir entre 250 a 500 mil euros na construção de uma galeria para os animais. O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo defende que "está provado que a colónia de morcegos só se encontra no espaço das minas porque houve uma exploração mineira, caso contrário não existiria".
O autarca social-democrata lamentou ainda que "o Governo esteja sempre a dizer que o Nordeste Transmontano é uma região deprimida, de baixa densidade e onde não há postos de trabalho e agora está [o ICNF] a tentar travar um projecto que vai permitir subir a empregabilidade no distrito de Bragança e a nível nacional".

"Quando temos a possibilidade de desenvolver a região, um Instituto que está dependente do Poder Central preocupa-se se os morcegos invernam ou hibernam. Está é uma situação caricata que tem de ser denunciada", frisou. O autarca expôs este assunto ao eurodeputado do PSD, José Manuel Fernandes, que visitou a região nos últimos dias e que se disponibilizou a colocar "o assunto na agenda nacional", sugerindo a organização de um seminário com responsáveis políticos, quer na área do Ambiente quer na área da Economia, para "confrontá-los diretamente com as questões".

Fonte: http://www.publico.pt/local/noticia/exploracao-de-ferro-de-moncorvo-parada-para-avaliar-se-morcegos-hibernam-ou-invernam-1675050

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Drone faz prospecção de ferro em Torre de Moncorvo

fotoCompanhia Portuguesa do Ferro está a utilizar um drone para fazer prospecção na zona de Carviçais 2.
 A CPF - Companhia Portuguesa do Ferro, S.A. (CPF) está a utilizar um drone para fazer prospecções de ferro na sua área de concessão, em Torre de Moncorvo.
O levantamento magnético está a utilizar uma tecnologia inovadora introduzida em Portugal pela CPF. “Já antes tinham sido feitos levantamentos aeromagnéticos com recurso a helicóptero ou avião. O drone é um veículo não tripulado que fica mais barato do que utilizar um avião ou helicóptero convencionais, tem outra mobilidade e uma vez que permite voar a altitudes muito mais baixas o levantamento magnético tem outra resolução. Além do mais este magnetómetro que nós estamos a usar é único no mundo”, explica Nuno Figueiredo, da CPF.
O geólogo adianta que “o Projecto de Ferro de Carviçais 2 foi o primeiro a descobrir um recurso de ferro magnetítico explorável a céu aberto”. “Já identificámos um recurso explorável a céu aberto de 450 milhões de toneladas. Estamos a alargar o nosso conhecimento para uma área onde os recursos ferromagnéticos poderão ainda ser maiores e com uma maior quantidade de magnetite do que temos até ao momento. Já temos à superfície nalgumas zonas minério com 25 por cento de magnetite, o que representa uma vantagem muito competitiva no nosso projecto e que é um factor único num projecto em Portugal”, garante Nuno Figueiredo.
No terreno desde 2 de Novembro de 2011, altura em que a CPF assinou o contrato de prospecção e pesquisa, a empresa depara-se com alguns problemas, quer ao nível do processamento do minério, quer ao nível de infra-estruturas que permitam o seu transporte para os grandes portos exportadores ibéricos.

Estudos favoráveis

sábado, 5 de abril de 2014

FERRO DE MONCORVO - escoamento do ferro aponta a via fluvial, através do Douro

A MTI, empresa detentora da concessão da exploração experimental do ferro de Moncorvo, e a ETE - Empresa de Tráfego e Estiva, estabeleceram uma parceria para o transporte do minério até ao Porto de Leixões quando a operação se tornar viável, o que está previsto para 2016.
No âmbito dessa parceria, o grupo agora liderado por Luís Figueiredo estudou as diferentes possibilidades de escoamento do ferro e aponta a via fluvial, através do Douro, como a “mais eficiente em termos de custos de redução de emissões poluentes”. Contactadas pelo PÚBLICO, a ETE e a MTI esclareceram que a parceria abrange apenas questões do transporte e logística, não incluindo a participação na exploração do minério.
A questão do transporte do minério é fulcral para a rentabilização da exploração das minas, localizadas no nordeste transmontano, a 200 quilómetros dos portos de Aveiro e de Leixões. A componente logística é ainda relevante em termos de impacto ambiental, uma “ batalha” que a MTI terá de vencer nos próximos meses.
Carlos Guerra, administrado da MTI, admitiu ao PÚBLICO que a empresa “tem em curso negociações com potenciais parceiros para a exploração mineira e para a beneficiação”, mas não adianta mais informações sobre esta matéria, por estarem sujeitas “a acordos de confidencialidade”.

sábado, 29 de março de 2014

Exploração de minério de ferro em Moncorvo pode arrancar no final de 2016

Fotografia:Leonel Brito
A empresa concessionária das minas de ferro de Torre de Moncorvo, no Nordeste Transmontano, perspetivou que a exploração mineira comece no final de 2016.
"Estamos a fazer todos os esforços para que, no final de 2016, a exploração de minérios de ferro seja uma realidade no concelho de Torre de Moncorvo, antecipando em um ano o prazo dado pelo Governo para a conclusão da conceção experimental do projeto", disse o representante da MTI - Ferro de Moncorvo, Carlos Guerra.
A empresa concessionária acrescentou que o processo será executado de forma gradual nos próximos cincos anos. E quando se atingir "a velocidade de cruzeiro" poderão cria-se 500 postos de trabalho diretos.
A MTI - Ferro de Moncorvo já havia revelado que os trabalhos de prospeção em curso na serra do Reboredo, na zona do Carvalhal, Torre de Moncorvo, têm mostrado "resultados promissores" pela qualidade das amostras de minério de ferro já recolhidas.
A empresa já disse que irá investir cerca de 600 milhões de euros ao longo do período de concessão, que tem uma duração de 60 anos.
Espera que " uma decisão favorável sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA)", que será entregue à tutela no próximo mês de abril, tendo as entidades competentes cerca de 100 dias para se pronunciarem sobre o estudo já efetuado.
Segundo a empresa mineira, o projeto de Torre de Moncorvo incide sobre "o maior depósito" de minério de ferro não explorado na Europa Ocidental.
O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, disse estar confiante no projeto mineiro, já que o Governo tem dado "respostas positivas".
"Os benefícios para o concelho já foram negociados e uma das exigências é que a sede da empresa concessionária das minas ficasse no concelho de Torre de Moncorvo", frisou o autarca.
Quanto a outras contrapartidas, a autarquia vai poder contar com 3% do valor do minério extraído à boca da mina.

Dinheiro Digital com Lusa

sexta-feira, 28 de março de 2014

Minas de Torre de Moncorvo querem contratar 400 pessoas

Antigo bairro da Ferrominas.Foto: Leonel Brito
28 Março 2014, 15:24 por Alexandra Noronha | anoronha@negocios.pt

A MTI, futura concessionária do projecto, pretende antecipar o início da exploração.

As futuras minas de ferro de Torre de Moncorvo precisam de 400 trabalhadores numa fase inicial, sendo que, posteriormente, a empresa MTI poderá contratar até 700 trabalhadores, segundo revelou ao Negócios Tiago Souza d’Alte, director executivo da futura concessionária do projecto.
 "O nosso contrato inicial é para quatro anos de preparação, mas queremos tentar antecipar a entrada em funcionamento das minas", explicou o responsável e porta voz da MTI. A empresa gastou em 2013 mais de um milhão de euros em estudos e pretende, em Abril, iniciar o processo para obter a Declaração de Impacto Ambiental favorável ao projecto e, assim, antecipar o início da exploração, que está provisoriamente previsto para 2016. 
 A MTI, que apresenta publicamente esta tarde o resultado dos estudos de ordem de magnitude, terá depois que passar por duas fases para aferir a viabilidade do projecto e conta depois assinar um contrato de concessão com o Estado, que pode durar entre 50 e 60 anos, segundo Tiago Souza d’Alte. O investimento previsto ronda os 600 milhões de euros, sobretudo em equipamento de extracção.
 A MTI  foi criada em 2008 por investidores nacionais para o sector. "Estamos confiantes que não haverá obstáculos ao financiamento", explicou o director executivo da MTI.

O principal mercado para as minas será o europeu que "importa 80% do ferro" que consome, explica Tiago Souza d’Alte. Mas a facturação irá depender do preço do ferro nos mercados internacionais.
 Este depósito de ferro foi explorado desde tempos históricos, mas a sua exploração moderna decorreu entre 1957 e 1986. Tiago Souza d’Alte diz que ainda há muito minério por explorar, sobretudo recorrendo às técnicas que existem actualmente. 

 Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/minas_de_torre_de_moncorvo_querem_contratar_400_pessoas.html

terça-feira, 11 de junho de 2013

Minério de Moncorvo usará via fluvial apesar do interesse da CP Carga

MTI vai construir barcaças para escoar o minério pelo rio Douro e oceano Atlântico até ao porto de Aveiro, o que foi considerado pela empresa ferroviária como uma "desconsideração"
A via fluvial ou um mineroduto. O transporte ferroviário está fora de questão. São estes os cenários propostos pela MTI - Ferro de Moncorvo SA para o escoamento do minério desde Trás-os-Montes até ao porto de Aveiro.

O minério extraído das minas de Carviçais (Torre de Moncorvo) será transportado em camiões até ao porto fluvial de Pocinho e daí seguirá por barcaças pelo rio Douro e pelo oceano até ao porto de Aveiro, onde a carga será transbordada para navios graneleiros.
Mas é no Pocinho, mesmo ao lado do porto fluvial, que se situa uma das pontas da rede ferroviária nacional na qual a CP Carga dispõe até de um terminal de mercadorias com espaço suficiente para ser ampliado.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Torre de Moncorvo: Multinacional MTI explica projeto mineiro à população

Foto A.F.F.M.

A multinacional MTI vai assinalar o Dia Europeu dos Minerais com um conjunto de iniciativas que pretendem manter a população do concelho de Torre de Moncorvo informada sobre o projeto de exploração mineira em curso naquela região.   
 Aquela empresa do setor mineiro avançou que o dia aberto para os minerais está agendado para sexta-feira, estando em consonância com expectativas criadas na população, em relação à exploração mineira na área do Carvalhal, situada naquele concelho transmontano.
"Esta iniciativa, que conta com o apoio do município de Torre de Moncorvo, tem o objetivo de manter a população informada acerca da evolução do projeto, mas também o de gerir as expectativas face à realidade deste empreendimento", avança a MTI.
A MTI já prestou uma caução ao Estado no valor de 700 mil euros (o total a prestar de caução é 1,2 milhões de euros), tendo iniciado várias frentes de trabalho necessárias à definição da viabilidade técnico-económica da exploração e aos estudos de pré-viabilidade e viabilidade do projeto.
O evento, designado por "Open Day da MTI", vai decorrer na antiga estação da CP de Moncorvo e terá diversas atividades onde se destaca a conferência "Da Jangada de Pedra de José Saramago ao minério de ferro de Torre de Moncorvo".
As atividades terminam com um ponto de situação do projeto da MTI, apresentado por Vítor Correia, presidente do Conselho de Administração da MTI.
Em complemento a estas duas iniciativas, vão decorrer no Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo, atividades experimentais da responsabilidade do Centro de Ciência Viva de Estremoz que, no seu conjunto, permitirão aos alunos integrar os conhecimentos sobre Geologia com a evolução da região onde vivem.
“Esta iniciativa pretende ser uma demonstração clara e inequívoca do empenhamento da MTI em definir para Moncorvo um projeto sustentável, assegurando uma relação edificante com as comunidades estabelecidas no interior e na envolvente próxima da área concessionada", avançou Vítor Correia.
 www.rba.pt