segunda-feira, 25 de março de 2013

Candidatura do Nordeste Transmontano, Zamora e Salamanca a Reserva da Biosfera


Candidatura do Nordeste Transmontano, Zamora e Salamanca a Reserva da Biosfera pronta até Setembro.
Ainda este mês, as regiões e autarquias envolvidas vão entregar projecto aos governos de Portugal e Espanha, que o apresentarão depois à Unesco.
A proposta da candidatura ibérica a maior Reserva da Biosfera da Europa será entregue no final do mês aos governos de Portugal e Espanha, anunciaram esta sexta-feira os promotores que esperam poder levar o processo, em Setembro, à aprovação da Unesco.
As regiões de Bragança, em Portugal, e de Salamanca e Zamora, em Espanha, começaram a preparar a candidatura há dois anos, através do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial - o ZASNET AECT - que engloba municípios do Nordeste Transmontano, concretamente da Terra Fria, Terra Quente e Douro Superior, do lado português, e de Zamora e Salamanca, do lado espanhol.

domingo, 24 de março de 2013

FOZ DO SABOR - 2013

Foto  A.F.F.M.

Turismo do Douro

Novos Centros de Informação Turística 
Turismo do Douro prepara 20 filmes sobre a região duriense
Apresentar todo o Douro ao turista que visita algum dos seus municípios é o objetivo do conceito dos Centros de Informação que estão a nascer na região garantindo equipamentos e estruturas modernas. Além dos vídeos que estão a ser preparados, a Turismo do Douro está a recolher no terreno e a preparar os conteúdos dos novos postos de turismo, o primeiro dos quais abriu já as portas em Vila Nova de Foz Côa.

Os Marranos de Trás-os-Montes

Lançamento do Livro: Os Marranos de Trás-os-Montes: judeus novos na diáspora: o caso de Sambade".
Título:Os Marranos de Trás-os-Montes: judeus novos na diáspora: o caso de Sambade"
Autores: António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães
Lançamento: 30 de Março  Local: Junta de Freguesia de Sambade Horário: 16h
RESUMO:           
Sambade é uma aldeia de Trás-os-Montes, ao Norte de Portugal. No século XVII albergava uma laboriosa comunidade de cristãos-novos que tornavam florescente a indústria de tecidos de linho, lã e seda, comunidade que foi desmantelada pela Inquisição em uma verdadeira operação de limpeza étnica. Fugidos de Sambade, os marranos fizeram-se judeus novos e na diáspora ajudaram à construção do mundo moderno. Em França, como professor da universidade de Paris e renomeado investigador do Centro de Estudos Espaciais, Jacques Blamont apresenta-se como descendente direto de uma das famílias fugidas de Sambade há 400 quase anos. Em Vancouver, Canadá, o famoso arquiteto Richard Henriques, no museu que construiu de sua família, reclama a herança dessa gente que de Trás-os-Montes partiu e foi dar vida a chãos da Jamaica e outras terras das Índias Ocidentais.

sábado, 23 de março de 2013

Estevais - Dona Antónia

Dona Antónia, de 90 anos, miga couves para as pitas e ainda vai buscar água a uma fonte situada a quatro quilómetros de Estevais, pois considera que tem mais qualidade que a da torneira.

Thomé Rodrigues Sobral - Ilustre moncorvense


Thomé Rodrigues Sobral, filho de João Rodrigues e Isabel Pires, nasceu em Felgueiras, Moncorvo,  a 21 de Dezembro de 1759. Matriculou-se na Universidade de Coimbra, em Matemática e Filosofia, a 29 de Outubro de 1779. Foi ordenado presbítero na Arquidiocese de Braga em 1782, e concluiu o curso na Faculdade de Matemática e Filosofia em 26 de Junho de 1783.
Contratado como docente da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, em Julho de 1786, foi provido no cargo de Demonstrador de História Natural, e depois, substituto extraordinário para as cadeiras de Física (em Outubro de 1786 e Julho de 1788), História Natural (em Julho de 1787) e Química (em Julho de 1789). Por carta régia de 24 de Janeiro de 1791, com a jubilação de Domingos Vandelli (1735-1816), foi nomeado Director do Laboratório Chimico, sucedendo-lhe no cargo que ele exercia desde 1772, por convite expresso do Marquês de Pombal. Pela mesma carta régia, foi nomeado Lente de Prima, proprietário da cadeira de Química e Metalurgia.
Foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa, Cavaleiro professo da Ordem de Cristo e deputado às Cortes Constituintes de 1821. Em 24 de Maio de 1828 foi nomeado vice-reitor da Universidade de Coimbra, não tendo chegado a aceitar o cargo por doença, morrendo um ano depois, em Setembro de 1829. 
Referindo-se à acção que Rodrigues Sobral desenvolveu como Director do Laboratório Químico da Universidade de Coimbra, o cronista da Faculdade de Filosofia da mesma Universidade, na celebração do primeiro centenário da Reforma Pombalina, o Professor Joaquim Augusto Simões de Carvalho, resume: “no tempo da direcção deste Professor, os trabalhos práticos do Laboratório não cessavam, não só em delicadas investigações de chymica, mas ainda nas mais importantes applicações industraes. Faziam-se várias e repetidas experiências concernentes à respiração das plantas e a outros phenomenos da physiologia vegetal; ensaiavam-se processos para a conservação das substancias animaes e vegetates; preparavam-se sem descanso os principaes productos chimicos. Os Professores da Faculdade de Philosofia e os de Medicina frequentavam muito o laboratório; auxiliavam o seu director nas mais arriscadas experiencias de chimica; e emprehendiam outros trabalhos relativos às sciencias que ensinavam, consultando sempre e ouvindo os sábios conselhos do seu illustre collega. Foi uma épocha florescente e memoravel do ensino da chimica em Portugal”(Carvalho,1872, p.282).
Pelos muito trabalho que fez ao serviço da Química, trabalho esse que deixou extensa e minuciosamente relatado em longos escritos, e também pelas teorias que desenvolveu para o explicar, Tomé Rodrigues Sobral foi reconhecido por vários de seus discípulos e sucessores, como “o Mestre da pólvora”, “o Lavoisier Português” e “o Chaptal Português”. Referindo aqui muito do que ele fez no domínio da análise química, reconheceremos facilmente a razão de ser de qualquer destes epítetos (Amorim-Costa,1984,pp-67-95)
http://www.uc.pt/org/historia_ciencia_nauc/Textos/rodrigues/rodrigues

BEMPOSTA - FEIRA


TORRE DE MONCORVO - ENTERRO DO SENHOR

ESTEVAIS - Férias da Páscoa

Foto A.F.F.M.

Fernanda Ribeiro esteve em Alfândega da Fé.


fernanda_ribeiro.jpgA atleta olímpica, Fernanda Ribeiro, esteve na sexta-feira em Alfândega da Fé. A atleta, que representou o F.C.Porto, participou na entrega dos troféus do Desporto Escolar da Escola Secundária, regressando assim a uma localidade onde já competiu quando tinha apenas 12 anos. Fernanda Ribeiro espera que a sua presença incentive os alunos à prática, cada vez mais, de atletismo e outras modalidades. “Gostava que aparecem mais atletas que seguissem o caminho que eu segui. Eu falo no atletismo mas espero que apareçam grandes atletas nas escolas e várias modalidades”. A atleta destaca a importância do desporto escolar na formação de um atleta. “É importante para o país porque é daqui que vão sair grandes atletas e para os alunos porque não ficam em casa parados no computador. Acho que é nas escolas que nasce o gosto pelo desporto”. Em Alfândega da Fé o Desporto Escolar está bem e recomenda-se. Pedro Silva, professor de Educação Física, destaca os resultados dos alunos nas provas distritais. “Em todas as provas que temos participado temos sido das escolas com o maior número de participantes, em todas as provas”. Destaque para os alunos Hugo Trinta Dias, nos 40 metros em infantis A, e Luís Neves, nos mel metros em juvenis, que em Abril vão representar a escola de Alfândega da Fé no nacional do Projecto Mega em Vila Nova de Gaia.
Futsal, basquetebol, atletismo e, agora também, badminton são as modalidades praticadas pelos alunos em Alfândega da Fé. 
  Escrito por Brigantia

sexta-feira, 22 de março de 2013

I.º Encontro Livreiro de Trás-os-Montes e Alto Douro


dia 24 de Março de 2013 (domingo), pelas 15h00
na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro, em Vila Real
  Traga-Mundos está situada na Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28, na zona histórica da cidade e entre comércio tradicional, no espaço onde durante muitos anos esteve a Livraria Setentrião, e «queremos construir uma referência quando se pensa na região de Trás-os-Montes, nomeadamente do Alto Douro Vinhateiro, seus autores e cultura, vinhos e tradições, produtos e artesanato...».
[para mais informações ver www.traga-mundos.blogspot.com e página Traga-Mundos no Facebook]


SAMBADE - CONVITE


ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS NA CARDANHA -2013

Bragança-Miranda: Bispo desafia jovens a testemunharem Cristo «na simplicidade do quotidiano»


D. José Cordeiro escreveu aos mais novos para os convidar a participarem no dia diocesano da juventude, marcado para 21 de abril

D.R.
Bragança, 21 mar 2013 (Ecclesia) – A Diocese de Bragança-Miranda vai realizar dia 21 de abril um encontro da juventude, para ajudar os mais novos a reforçarem os laços com Cristo e a consolidarem a sua missão dentro da comunidade local.
Em carta aberta aos jovens, publicada através da página do Secretariado da Pastoral Juvenil e Vocacional, D. José Cordeiro convida os diversos grupos juvenis a marcaram presença de forma “numerosa” naquela iniciativa.
O bispo de Bragança-Miranda salienta ainda que “a ideia da missão universal começa em cada um que acolhe o Evangelho e quem verdadeiramente encontrou Cristo tem de O anunciar e testemunhar na simplicidade do quotidiano”.
Este dia diocesano, que terá lugar no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, concelho de Vila Flor (Bragança), terá como tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.
Trata-se do mesmo tema que foi atribuído às próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que se vão realizar entre 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro, Brasil.
O prelado vai marcar presença no evento internacional e desafia os mais novos a abraçarem aquela experiência como “discípulos-missionários de Cristo”, juntamente “com o Papa Francisco e milhões de jovens”.
De acordo com o bispo, cada “cristão é um discípulo” e a vocação cristã, seja qual for a sua manifestação, deve andar “de mãos dadas” com a “missão”.
Sublinhando que a Igreja “conta muito” com os jovens, D. José Cordeiro apela a estes que “não tenham medo” de corresponder ao desafio do anúncio de Deus e de viver “a revolucionária novidade do amor no mundo que peregrina hoje na história”.
JCP
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=94887

Torre de Moncorvo - PÓVOA

Foto A.F.F.M.

Formas de tratamento no feminino na Corredoura de 1940 a 1960,por Júlia Ribeiro

Há uns meses estive no Lar Francisco Meireles em Moncorvo e ouvi as senhoras de idade tratarem-se todas por: Dona Maria, Dona Joaquina, Dona Francisca. No dia anterior havia estado na Corredoura e as pessoas mais velhas ainda eram tratadas por Tia Maria, Tia Amélia, Tia Ana. Eu continuei a ser Julinha na Corredoura, mas “Menina” no Lar Francisco Meireles. E algumas das perguntas estavam totalmente deslocadas naquele enorme salão de pessoas idosas, algumas não muito mais velhas do que eu. Exemplifico: “Atão, Menina , quantos netos tem?“.
Daí que hoje, uma tarde de Sábado, cinzenta, fria e chuvosa, tivesse regressado aos meus tempos de menina e moça e resolvesse dedicar uma horinha a pensar no tema em epígrafe.
Naquela vintena de anos, não só a sociedade estava ainda rigidamente estruturada, melhor dizendo, estratificada, como as formas de tratamento, principalmente as das mulheres, espelhavam essa rigidez.
1ª Assim, uma jovem camponesa, filha e neta de camponeses, era sempre tratada pelo nome próprio e por “tu”. Era tratada assim pelos mais velhos e pelos mais novos. Nem aspirava a mais.
2ª Uma jovem, filha de proprietários abastados e que, portanto, não estava destinada a trabalhar no campo, por exemplo, as filhas da Senhora Camila Miranda ou da Senhora Rosalina Mesquita, eram tratadas pelo nome próprio precedido de “Menina” e por “senhor”.
Exemplificando: “Menina Vitalina, precisa de mais alguma coisa?” ; “ Menina Lininha, queria falar comigo?” etc., etc. Era tratada desta forma por mais novos e por mais velhos.
3ª Havia um estrato intermédio : uma jovem, filha de pequenos proprietários, mas que não trabalhava no campo e andava a aprender costura (os pais ainda não mandavam os filhos – muito menos as filhas - a estudar), também era tratada por “Menina” e por “senhor” . Porém, só os mais novos a tratavam assim. Os mais velhos tratavam-na pelo nome próprio e por “tu” .
Ex.: “Menina Maria Idalina, pode fazer-me uma blusa?” seria a minha pergunta para a (futura) mãe do Quim e do João Morais; mas a minha mãe faria a pergunta de outra forma: “Maria Idalina, podes fazer uma blusa pr’á minha filha?”, pois era mais velha do que a então jovem Maria Idalina, a qual tratava a minha mãe por “Tia” Antoninha. (1)
4ª Depois de casadas, depois de terem filhos, as jovens na primeira situação continuavam a ser tratadas de igual forma pelos mais velhos: “Ó Maria Augusta, anda cá” ; mas passavam a ser tratadas por “senhor” pelos mais novos e, neste caso, o nome próprio era precedido de “Tia”: “Ó Tia Maria Augusta, venha cá” .
Quanto às situações referidas em 2. e 3. , mesmo depois de casadas e mesmo depois de terem filhos, quer fossem jovens ainda ou menos jovens, continuavam a ser “Meninas”.
Exemplifico: “Menina Alcina, tem aqui o queijo que me encomendou” . (A “Menina” Alcina era casada com o Sr. Todu e mãe de duas filhas). A “Menina” Gininha Galo, funcionária dos Correios, foi “Menina” até morrer velhinha.
Parece-me que ouço alguém perguntar: “Então, não havia o tratamento de “Senhora” e de “Dona” ? Havia, pois. Já dei dois exemplos : a Senhora Rosalina Mesquita e a Senhora Camila Miranda. Até final da década de cinquenta e início da década de sessenta, não me lembro de mais ninguém com tratamento de “Senhora” na Corredoura.
Corredoura
Quanto à forma “Dona” , fiava muito fino. Só as Senhoras Professoras Primárias é que tinham o direito de usar o tratamento de “Dona” : Dona Luzia Areosa, Dona Isabel Mateus, Dona Georgete Gregório. Ah, e não me posso esquecer de um outro caso: uma senhora que não estudara, mas era irmã de dois Doutores: a Dona Aida, irmã do Dr. Ramiro Salgado e do Dr. Francisco Fernandes.
Era assim na Corredoura da minha infância e juventude.
Quais são hoje as formas de tratamento das mulheres da Corredoura? Alguém quer ir até lá, ouvi-las, falar com elas e contar-nos depois? Era capaz de ser interessante fazer a comparação.
(1) (Mais tarde, recordo que os filhos da Dona Idalina já não tratavam a minha mãe por “Tia” Antoninha, mas sim por “Senhora” Antoninha. Seria porque os tempos começavam a ser outros, ou por ela ser mãe de alguém com curso superior? Nunca tinha pensado no caso).
Também o vestuário era diferente consoante a idade da mulher e o seu estrato social. Outro tema interessante para analisar.

Leiria,12 de Novºde 2011
Júlia Ribeiro
Nota do editor:texto publicado em Novembro de 2011

FELGAR - CONCERTO


Rio Sabor - nova ponte da Portela

Foto A.F.F.M.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Da latência da vida,por Virgínia do Carmo


A vida é silenciosa vezes de mais.

Na respiração das coisas desmembramos-lhe a coragem
vezes de mais. Coamos afectos com muros

 [altos de mais]

e aplomados na cegueira da luz artificial queimamos
as vergonhas nos lábios da morte, e morremos,

[morremos demais]

na admonição leve das verdades corpóreas, na contrição
encenada das substâncias do peito.

E depois corremos com passos sem sombras nem rastos.
                                                                De coração quieto. De mãos por lavar.

                                                                E nem percebemos pelas linhas juncadas de pesos
                                                               que a vida é latente.

                                                               Vezes de mais. 


Nota do editor: O blogue Farrapos de Memória assinala o Dia Mundial da Poesia com a publicação de um poema da autoria de Virgínia do Carmo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

ALFÂNDEGA DA FÉ - DIA DA ÁRVORE E DA ÁGUA


TORRE DE MONCORVO - Capela da rua Nova

Maternidade
Foto A.F.M.
Publicada em Agosto de 2010

Cerejais - Antecipando a Primavera

Foto A.F.F.M.

Macedo de Cavaleiros - IDEIAS COM ARTE


No seguimento da divulgação já feita dos ateliers de expressão plástica em agenda para as férias da Páscoa, informamos que irá realizar-se apenas um atelier e não dois, como estava previsto. Este atelier irá realizar-se nos dias26 e 27 de Março, e será destinado a crianças com idades entre os 7 e os 13 anos. 

As inscrições decorrem ainda até ao dia 24.

Pela Poética, 

Virgínia do Carmo

Um Cheirinho a Primavera (2011)

Click nas imagens para aumentar

Para contradizer o dia escuro, chuvoso que se faz sentir hoje, fica aqui um cheirinho a Primavera, com estas imagens captadas no dia 10 de Março deste ano de 2011.
Os insectos são os primeiros a anunciar a chegada desta maravilhosa estação do ano, aproveitando  o sol para recolher o néctar das primeiras flores que começam a revestir os campos de colorido e a perfumar o ambiente.

Fotografias: Junto ao Estádio Municipal de Torre de Moncorvo. 

terça-feira, 19 de março de 2013

CARVIÇAIS -Roubaram a Banda

FOTO A.F.F.M.

Torre de Moncorvo, 19 mar (Lusa) - A sede da Banda Filarmónica de Carviçais, no concelho de Torre de Moncorvo, foi assaltada tendo sido levado todos os instrumentos musicais da filarmónica transmontana, disse hoje à Lusa o presidente da coletividade, Vítor Salgado.
Segundo o dirigente, os assaltantes terão entrado nas instalações após terem arrombado uma das portas do imóvel e como o mesmo fica situado junto à Estrada Nacional 221, "foi fácil carregar os cerca de 45 instrumentos musicais furtados".
"Os prejuízos são elevados, e devem ultrapassar os 45 mil euros. Agora, não posso afirmar qual serão futuro da banda já que temos atuações agendadas e não dispomos dos instrumentos musicais", acrescentou Vítor Salgado.

MARRANOS EM TRÁS-OS- MONTES. O caso de SAMBADE

RESUMO

Sambade é uma aldeia de Trás-os-Montes, ao Norte de Portugal. No século XVII albergava uma laboriosa comunidade de cristãos-novos que tornavam florescente a indústria de tecidos de linho, lã e seda, comunidade que foi desmantelada pela Inquisição em uma verdadeira operação de limpeza étnica. Fugidos de Sambade, os marranos fizeram-se judeus novos e na diáspora ajudaram à construção do mundo moderno. Em França, como professor da universidade de Paris e renomado investigador do Centro de Estudos Espaciais, Jacques Blamont apresenta-se como descendente direto de uma das famílias fugidas de Sambade há 400 quase anos. Em Vancouver, Canadá, o famoso arquiteto Richard Henriques, no museu que construiu de sua família, reclama a herança dessa gente que de Trás-os-Montes partiu e foi dar vida a chãos da Jamaica e outras terras das Índias Ocidentais.

Vinha com a Póvoa ao fundo

Foto A.F.F.M.

Grémio Literário Vila-Realense


segunda-feira, 18 de março de 2013

As aves do Azibo - Workshop


Inverno, por Clotilde Soeiro


 Click na barra para ouvir
Quadra popular por Clotilde Soeiro
Foto A.F.F.M.

Zoelas em Bragança

MACEDO DE CAVALEIROS - Dia mundial da Poesia


Hino ao pastor Remondes, por Artur Salgado




I                                                                           II
Regatos e vales cheios de alegria                              Do amanhecer ao sol - pôr
Balidos de ovelhas a pastar                                      Ouvem -se mé més de alegria

E o pastor-só dos muitos que havia                       E falas mansas de seu pastor
Contenta-se com o cajado a assobiar.                   Construindo esperanças vazias

III                                                                                                 IV
O pastor Ramiro sem surrão                                                Faça chuva, sol ou vento de trovão

Com assobios de simples melodias                       O pastor sonha sustento de futuro
Acaricia as ovelhas com sua mão                          Recordando pais e avós do coração
Por montes e vales todos os dias                          Quando ao sol come o queijo duro

V                                                                         VI
Na Primavera alegram-se na verdura                     Pelo meio -dia canta seu fado
Brincam cordeiros de cheiro e fragrância               O irmão das voltas e seu pastor
Suas mães ensaiam berros de partitura                   De inverno há lágrimas do Diabo
Enquanto a passarada salta de ganância                 Na Páscoa soltam-se hossanas de louvor

VII                                                                       VIII
Desprendem-se piçarros e coriscos                       No bardo ordenha-se leite cheio
Nas noites sem lua e sem cear                               Esperando cardo de coalhar
Ah! e as bruxas do verde trovisco                         Na francela faz-se vida a recheio
Que meus cordeiros háo -de guardar                     Com mãos calejadas de apertar

IX                                                                         X
Nos regatos escuros de Inverno                             E o pastor Ramiro de Remondes
Chora-se rachelo e ouve -se lobo a uivar               Vai pastoreia o rebanho seu encanto
Esta vida é doce e quente como inferno                 Pisando pedras, flores e montes
Faltando ervas e noites de luar                               Apreciando passos de verde manto.
                                                                             Esperando o cardo de coalhar

Formação de Animadores Juvenis-Diocese de Bragança-Miranda


Formação de Animadores Juvenis: INSCREVE-TE

Está à disposição dos jovens da Diocese de  Bragança-Miranda um novo elemento para a sua caminhada como cristãos, dinamizado pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional (SDPJV) com a colaboração dos Salesianos, como entidade formadora.A “Formação de Animadores” (FA)  surge como um sentido novo de envio. Cada um é convidado a perceber  o que Deus o chama a ser, para onde o envia, como poderá ser no presente, sinal do seu amor, testemunha do Evangelho. Descobrindo o dom único e irrepetível da vida, presente em si nos outros, contemplando o mundo e deixando-se desafiar pelos sinais de Deus.Um cristão, todo o cristão é por definição um animador. Não apenas num grupo ou num lugar, mas na sua vida toda! Porque ser Cristão é viver animado pelo Espírito de Deus, e deixar-se conduzir por Ele sempre. E é por isso que a condição fundamental para ser animador é viver numa atitude permanente de “escuta” de Deus. A formação é etapa fulcral na aquisição e consolidação de um olhar sobre si mesmo e sobre os outros, sobre Deus e sobre a vida.A vida é um caminho a percorrer e a descobrir. Só em Igreja se progride no seguimento de Cristo: por isso esta formação tem de ser também caminho de descoberta de Igreja. Assim, enviamos o cartaz e desdobrável com respectiva ficha de inscrição para este ciclo de formação. Os Jovens não são apenas destinatários mas protagonistas. Assim torna-te também Tu portador desta notícia! Participem, divulguem e motivem à participação!
Faz a inscrição no teu secretariado (SDPJV ) até ao dia 21 de Março.

TELMO FERRAZ - O Lagares

Barragem de BEMPOSTA

O Lagares morreu.
A notícia da sua morte fez-me recordar o dia em que o levei para o hospital de Vila Real. Os seus olhos brancos e molhados, quando me despedi dele. O seu corpo comprido. As suas pernas trémulas.E como ao sair do hospital, me sentei num muro e me perdi na gigantesca serra do Marão!A estrada a serpentear. as casinhas com telhados de lousa.
Havia neve no cimo! E, por cima. nuvens, azul,imensidade !. ..
O Lagares foi marteleiro, durante quatro anos.
Ficou doente dos pulmões. Morreu.
I de Fevereiro de 1938.
IN O LODO E AS ESTRELAS
Padre Telmo Ferraz:

Torre de Moncorvo,Vila Flor e Carrazeda de Ansiães -Video oficial da Presidência da Republica

  Declaração sobre a visita a Torre de Moncorvo,Vila Flor e Carrazeda de Ansiães.
Video oficial da Presidência da Republica: http://www.presidencia.pt/?idc=37&idi=71728

domingo, 17 de março de 2013

ONTEM e HOJE : encontre as diferenças




O que mais me impressionou neste vídeo foi a forma calma, serena, como a Dona Sofia Gaspar falou. Distanciada no tempo, dirá o leitor.  Não, não só. Há uma total resignação e aceitação dos factos vividos, como se não tivesse consciência dos direitos que, como ser humano, lhe assistiam. E mais, como parturiente, aceitava como natural, o facto de ter de parir os filhos sozinha, sem qualquer tipo de assistência médica ou outra.“ …ia buscar uma tesoura e linhas e ia para o quarto… e lá me amanhava”.
Controlo de natalidade? Mas o que era isso? Filhos? Vinham os que Deus queria.  Era a fatalidade. Era o destino dos pobres.
Nesse tempo vivia-se em ditadura. A mulher nem precisava de saber ler.  E mesmo o homem, quanto menos estudos tivesse, menos pensamento crítico… O que convinha a quem governava.
Mas onde é que eu já ouvi isto bem recentemente?
Vejamos:
.Hoje, a educação é cada vez menos pública, o que quer dizer, cada vez mais pesadamente paga (pelos pais e por todos nós). Consequência: forte abandono escolar.
. O trabalho é cada vez mais escasso, o desemprego sobe em flecha; daí salários cada vez mais baixos. Objectivo: trabalhadores mais obedientes e passivos.
. Os jovens licenciados, com mestrados e doutoramentos, cuja formação ficou caríssima ao país ( a nós todos) vão dar o rendimento do seu trabalho a países estrangeiros.
. A informação que temos – jornais, programas televisivos – é cada vez mais manipulada a fim de obter mentes formatadas de acordo com os desígnios de quem nos governa.
. A saúde  ! Deixei a saúde para o fim, porque é o bem que mais prezamos. Pois a saúde está cada vez menos pública, ou seja, cada vez mais privada e, obviamente , cada vez mais cara. Escasseiam já medicamentos para certas doenças e que os pobres (somos cada vez mais e cada vez mais pobres) não podem pagar. Consequência : alargar cemitérios e ter cada vez menos filhos.
Agora cabe uma pergunta: será que não estamos já a assistir a um modo de vida em que um club restrito de muito ricos tudo possuem e em todos mandam, mesmo nos políticos, na justiça, na informação? E nós, os trabalhadores mal pagos, os pensionistas, os sem-emprego, que não temos o cartão do club, ficamos de fora. Isso tornar-nos-á tão obedientes e passivos como em ditadura?  Irão as minhas netas, um dia, viver a situação de mães a parir um filho como a Dona Sofia ?  “ …Fui buscar uma tesoura e umas linhas e lá me amanhei…” 
Não ! Prefiro pensar que ninguém lhes subjugará a mente e um dia dirão : BASTA!

Leiria, 17 de Março de 2013
Júlia Ribeiro



HABEBUS PAPAM FRANCISCUM


Nordeste Transmontano - A Vida num olhar



Podia ser um video promocional do Nordeste transmontano.

Apeteceu-me partilhar estas imagens de arquivo com edição e uma música excelente

.
Disfrutem uma forma diferente de ver o Nordeste transmontano
 — em Nordeste 

Transmontano .

Cave EstudiosdeVideo


Nota do editor do blogue: Vejam esta maravilha e partilhem com todos os vossos amigos.Trabalho profissional de alta qualidade, um manual da transmontanidade. ODISSEIA, RTP NORTE e outras televisões andam distraídas e a produzir normalmente vídeos de má qualidade.

ENCOMENDA DAS ALMAS – CARDANHA

A VIDA, ENTRE DOIS MUNDOS!  Encomenda das Almas – Cardanha 2013
Na Quaresma, a Igreja convida a todos os crentes a fazer um momento de introspecção, em forma de oração, penitência e abstenção, para que a sua religiosidade e devoção possam sair reforçadas neste período de tanta importância na compreensão da mensagem de Cristo.
A “Encomenda das Almas”, prática que caiu em desuso entre nós, realizava-se durante este período em grande parte das aldeias do nosso país, e com grande expressividade em Trás-os-Montes, sendo certamente uma reminiscência ancestral do culto dos mortos.
Durante o período da Quaresma, quando a noite já ia longa, alguns habitantes da Cardanha juntavam-se em grupos mistos de homens e mulheres de distintas idades, duas vezes por semana, frequentemente por dois turnos, para “Encomendar as Almas”. O percurso chegou a ter entre 10 a 12 paragens por entre encruzilhadas da aldeia e passos da Via Sacra, para que aí se pudesse cantar às almas do purgatório, para que estas merecessem o eterno descanso.
Este ritual tinha uma grande carga emocional, não só por se celebrar na altura da Quaresma, mas porque trazia frequentemente a recordação dos entes queridos que há pouco tempo teriam partido. Todo este cenário desenrolava-se num ambiente tenebroso pela escassez de iluminação das ruas, pelo frio que se fazia sentir, e pela falta de instrumentos musicais a acompanhar o cântico. Este clima emocional ganhava enfase pela sua ligação ao outro mundo o qual, misturado com a devoção a Deus, tornava este momento muito especial nesta aldeia.
Pretende-se então, que se volte a “Encomendar as Almas” na Cardanha, para que esta ligação de culto dos mortos, e da devoção a Deus não se perca.
 André Tereso

ENCOMENDA DAS ALMAS – CARDANHA

ALFÂNDEGA DA FÉ - ZACARIAS

IGREJA.Foto A.F.F.M.

ZACARIAS.Nome próprio ainda hoje usado.
Ficava situada esta povoação na margem esquerda da ribeira do mesmo nome.Em 1706 ainda tinha 6 fogos,igreja paroquial e 2 fontes.Hoje tudo está em ruínas.
In Monografia do concelho de Alfândega da Fé de João Batptista Vilares 1926

FELGAR - Álbum de memórias VII

Foto cedida pelo senhor Ernesto Carneiro

ALFÂNDEGA - PASSEIO BTT


sábado, 16 de março de 2013

Feira Medieval -álbuns













Fotografias enviadas pelo Camané.
Veja os álbuns em:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.502109079853986.1073741829.100001646947851&type=1
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.3014198971072.1073741828.1745516149&type=1

FERIADO MUNICIPAL - MONCORVO


AS “NORIAS” SÍRIAS,por Júlia Ribeiro















Em Setembro de 2010 viajei até à Siria :  alguns lugares bíblicos, o Eufrates e algumas cidades : Damasco, a capital, a sul;  Aleppo a norte: Palmira, já no deserto;Malula, onde o aramaico (falado por Jesus) ainda se ouve…
 Entre Damasco e Aleppo visitei duas  cidades antiquíssimas : Hama e Homs,  hoje ambas  cidades-mártires.
 Situadas nas margens do Rio Orontes,  possuem uma característica muito interessante:  as gigantescas noras, tão grandes como prédios de 5 ou 6 andares que, em séculos passados , elevavam 95 litros de água por segundo . Através de aquedutos,  essa água ia abastecer cada uma das cidades. (Ver fotos).
 E porque achei esta característica tão interessante?  É que a  palavra árabe para estas enormes  noras é  “NORIAS”. E a palavra  fez-me imediatamente recordar  uma velha cortinha que existia  ao fundo da Rua das Amoreiras,entre a casa do motor  do Sr. Moura e a ribanceira do Canafechal. Essa cortinha chamava-se NORIA e  tinha uma fonte que nunca secava . mas no tempo da lagaragem do azeite ficava completamente poluída com o piche. E o proprietário do lagar não era multado, nem sequer responsabilizado.
HOJE COMO ONTEM CONINUAMOS DEMASIADO PACÍFICOS, como muito bem observam a Mª da Conceição Serra e o Orlando Félix.
Leiria,14 março 2013
Júlia Ribeiro

Rio Douro - concelho de Foz Côa

Foto de Rui Camboias

Ribeira De Pisco - percurso pedestre pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa


Delicie-se num percurso pedestre pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa, em qualquer altura do ano.
A visita tem inicio no Centro de Recepção da aldeia de Muxagata, a 7 Km de Vila Nova de Foz Côa, em viatura todo o terreno, com guia especializado, por caminhos  de terra batida (6km), depois faz-se um percurso pedestre de 2,5Km. 
Um dos percursos mais belos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, pelas margens da Ribeira de Piscos, afluente do rio Côa, onde se podem ver rochas gravadas do período do Paleolítico Superior ( 30.000-10.000 BP), salientam-se os cavalos enlaçados, uma das raras figuras humanas de origem do paleolítico superior,  o  famoso Homem de Piscos
O percurso é de grande beleza  em termos de paisagem,  de flora e de fauna, está classificada como ZPEA e também Rede Natura 2000.
Características
Nº máximo de participantes: 8. Nº mínimo de participantes: 4. Duração do percurso: 3 horas. Grau de dificuldade: médio .Vestuário: adequado à prática da modalidade; em função da época do ano, não esquecer um impermeável e protector solar.