segunda-feira, 4 de julho de 2011

"ROSTOS TRANSMONTANOS", DE PAULO PATOLEIA, EM MORILLE

 
Toda informação em:
http://www.salamanca24horas.com/provincia/49577-el-segundo-festival-de-poesia-de-morille-alcanza-su-novena-edicion

CARVIÇAIS - JOÃO BAPTISTA SALGADO


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Menino Jesus da Cartolinha

Um dos últimos actos oficiais do governador civil de Bragança, ao fim de seis anos de mandato, foi a entrega de duas novas fardas ao Menino Jesus da Cartolinha, em Miranda do Douro. A imagem do santo, um dos ícones de devoção religiosa que data do século XVIII, é, também, cartaz turístico da Sé Catedral de Miranda do Douro, onde existe um vasto guarda-roupa que vai sendo acrescentado com o escrúpulo de quem não despreza tradições.

Desta vez, foi Rui Pereira, o ex-ministro da Administração Interna quem assumiu a promessa de oferecer ao santo uma farda da PSP e outra da GNR, aquando da sua última visita ao concelho. Jorge Nunes, o governador civil, cumpriu-a antes de deixar funções. O acontecimento teve honra de notícia no site oficial do Governo Civil de Bragança, com a imagem do santo já devidamente fardado de guarda republicano.
Insólita, a notícia comporta o risco de remeter para o domínio da caricatura as actividades que ocupavam os governadores civis...

De jornais( notícia completa na secção Destaques)

sábado, 2 de julho de 2011

O Trigo dos Pardais - ESCAPARATE ( XXXIII )

Isabel Mateus, a autora do livro A Terra do Chiculate recentemente publicado, acaba de ver incluída a sua terceira obra O Trigo dos Pardais (contos da infância rural) nas listas dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura (http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/).

O Plano Nacional de Leitura é uma iniciativa do Governo português, da responsabilidade do Ministério da Educação, com o objetivo de incrementar os níveis de literacia da população em geral e, em particular, dos jovens, significativamente inferiores à média europeia.
Após a análise e a avaliação da obra, o comissário do Plano Nacional de Leitura afirmou que O Trigo dos Pardais é um livro com qualidade e singular no género no panorama literário português da actualidade. Sem pretender ser anacrónico, este livro continua na linha dos mais conceituados autores transmontanos Trindade Coelho e Miguel Torga, pois o texto valoriza a experiência das vivências da criança e do jovem em interacção e com respeito pelo meio ambiente.
A compra ou o download gratuito do livro pode efectuar-se em http://www.isabelmateus.com/.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

ALMA DE FERRO - DEUS LHE(S) PAGUE

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Grupo Teatro Alma Ferro

Peregrinação ao Peredo

(Digo agora em verso o que disse no aniversário do amigo de nascença Edmundo
Luis Dias, em 27 de fevereiro de 201 1, no \ Peredo)

Sou peregrino eterno destes ares,
Dos montes e ladeiras e ribeiros,
\Dos amigos que o Douro guarda inteiros
Como outrora guardou os nossos lares.

No silêncio das minhas fantasias,
Que para mim são sonhos verdadeiros
Tão vivos como foram os primeiros,
Ouço ainda as antigas melodias.

De alma plasmada em berço bem amado
Conforme à genuína e limpa herança,
Moldei-me nesta terra sem igual:

 Quando longe e da vida já cansado,
Venho aqui carregar-me de esperança;
Depois parto co' a força original.


Fausto Afonso fontes

Peredo - Coimbra, 27-2,4-3,2011

Nota: fotografias do Peredo (1954)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Urros, Retratos da minha infância,por Arinda Andrés

Minha bisavó Teresa! Minha bisavó velhinha!

...escaleiras velhas...

Dizem que eu era teimosa…
Não acredito; um pouco, talvez.
A hierarquia estava estabelecida, e não havia nada a fazer.
Numa casa cheia de mulheres, a harmonia do trabalho transparecia em conversas e afectos; em murmúrios de abelhas a zunir de união e de cumplicidade; no tinir das loiças e dos copos no armário, sobre velhas tábuas de soalho gasto e cansado; em risos e gargalhadas que se abriam no ar enquanto as galinhas, livremente, cacarejavam nas ruas e os galos cantavam vitória de breve reinado, quase sempre a acabar em panela de refeição simples, inesquecível e bem gostosa; em laços de amor, de colos e de mimos!
Era, pois, necessário, de vez em quando, lembrar, não fosse alguém esquecer-se…
“Obedece-se aos mais velhos! Os homens é que mandam!”,hum…,
ao que eu acrescentei, a sós com a minha bisavó, claro!,
“… mas aqui em casa, quem manda é a avó !
(… Meu Pai, sentado numa cadeira, de palhinha, onde o tempo se encarregara de registar todas as nossas marcas, olhava-me, como sempre, envolvendo-me na mais rigorosa expressão de absoluta protecção, porém eivada de austera generosidade e sabedoria, de amor, e de muito respeito!)
Minha bisavó velhinha tomou as minhas mãos, pequeninas, nas suas.
Naquelas tardes, tudo estava no seu lugar. Tudo era calmo e tranquilo!
As mãos de minha bisavó eram tão bonitas! A pele lisa, lisinha, brilhante, de tão macias que eram! Perdiam-se, demoradamente, afagando a minha cabeça, e tudo era perfeito !
E toda a gente dizia que o meu cabelo era macio! E eu bem sabia porquê!
Parece que estou agora a ver, como para me entregar algum segredo , as minhas mãos, guardadas nas mãos da minha bisavó, velhinha! de veias longas, salientes, azuis, bonitas! de rugas finas, em pele fina! bonitas! cheias de compreensão, de dádiva, de abnegação, de ternura, “não, ainda não fizeste bem esta letra…tens de fazer as coisas muito direitinhas, devagarinho…!”
” Não, em casa do avô, quem manda é o avô; em casa de teu pai, quem manda é teu pai”.
E com uma sabedoria cheia de amor, de paciência, de perdão, desenhada em longos caminhos, de veias azuis, bonitas! de rugas, de pele fina, bonitas! porque eram da minha bisavó!
” A avó só faz o que ele manda e pronto, ele não precisa de lhe dizer nada!
Eu, habitualmente, quase sempre, como herança natural e pessoalmente recebida , e depois hábito instituído que ninguém ousava quebrar, salvo pequenas criancices, acatava, ordeiramente, as regras; as coisas decorriam naturalmente, com pequenos sobressaltos, contudo… Mas agora, até me dá vontade de rir e tanta saudade, tanta saudade… meu Deus!,
E eu respondi de imediato,
-Pronto, eu agora faço tudo o que a avó Teresa me mandar e pronto! Elas não precisam de me dizer mais nada. (!!!…)
Nas escaleiras velhas e cansadas, trôpegas, de outras crianças, e de outras avós, mas minhas, o sol, sábio de conversas e de conselhos, veio poisar na minha cabeça, para doirar e amadurecer as minhas impertinências passageiras.
Naquele tempo, as palavras tinham tanta força!
Como fomos felizes! , sem o sabermos (alguém acrescentava)

Tininha, de Urros, Retratos da minha infância
Arinda Andrés

Ansiães regressa à Idade Média












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Carrazeda de Ansiães, nos dias 25 e 26 de Junho, regressou à Idade Média. O programa teve início dia 25 à tarde, na Zona envolvente do Pelourinho : abertura com arruada e cortejo pelo burgo; danças e folias; torneio de armas; saltibancos; comes e bebes nas tabernas .
A noite continuou com  mostra de armas pela Milícia de St.ª Maria; danças sarracenas e encantamento de serpentes; terminou com espectáculo de malabares de fogo sobre a lenda de Ansiães.
No Domingo, dia 26, a festa continuou no Castelo, com uma missa campal em Latim, com canto gregoriano / Medievus Chorus.
À tarde, de novo junto ao Pelourinho,  a arruada pelo burgo e a abertura da feira com animação circense ; toque a rebate e anúncio da revolta dos trabalhadores na reconstrução do Castelo.
Às 18:00 horas, no Casteloconcentração  das tropas reais sob o comando de Vasco Pires de Sampaio para repor a ordem e desalojar os trabalhadores entrincheirados no castelo. A seguir, já dentro das muralhas, deu-se início a um torneio de armas, terminando com o apaziguamento dos trabalhadores e regresso ao povoado para os festejos. 
Durante a noite,actuação musical das três culturas (cristã,judaica e muçulmana ).

Mais desenvolvimento no blogue "O Cantinho do Jorge", em:

TORRE DE MONCORVO - CONVITE


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TORRE DE MONCORVO - REBOREDO

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FELGAR - ESCAPARATE (XXX)

 Biografia


Rómulo Duque nasceu em Felgar, concelho de Torre de Moncorvo, em 1961, e ali passou a sua infância e juventude. Sempre esteve ligado à preservação das tradições e dos costumes locais que considera serem a fonte do saber e da aprendizagem dos povos, que assim contribuem para o crescimento da nossa Cultura colectiva. Quanto mais sabemos, mais e melhor podemos observar e respeitar as tradições que nos levam pelos caminhos do Bem, da Verdade e da Beleza.


Sinopse
O Último Oleiro” traz-nos à memória passagens do modo de vida das gentes do interior Norte de Portugal - uma região rica em tradições -, das artes e dos ofícios de que muitos dos habitantes se ocupavam, como o ferreiro, o ferrador o moleiro e o oleiro que, neste conto, é descrito através do testemunho de alguns jovens que acompanharam o terminar de uma geração de oleiros do Felgar. Com esta narrativa, o autor tenta trazer até aos dias de hoje as memórias e tempos passados, de forma a deixar às novas e às velhas gerações, a simplicidade do viver das gentes transmontanas e o quanto duros eram os trabalhos nessa época em que as pessoas se dedicavam principalmente às actividades agrícolas, mas também a outras profissões que envolviam a existência de uma peça de barro nem que fosse para poder encher de água na primeira fonte que se encontrava. O conto é também o registo da época em que foram produzidos os últimos trabalhos em barro moldados pelo último oleiro da freguesia, António Rebouta, tarefas em o autor participou e que decorreram durante alguns meses - desde o arrancar do barro ao tornear na roda, até à saída da fornada daquelas que seriam as últimas cântaras feitas em terras de pucareiros, moldadas pelo autor destas linhas e por António Rebouta, o ultimo mestre na arte do barro em Felgar.
Nota do editor: fotos e textos enviados pelo autor.
Mais em:
http://youtu.be/H5gaGBD0WbQ
http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-ultimo-oleiro/9789899734104/

sábado, 25 de junho de 2011

LARINHO - Primeira Comunhão

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Dia 23 de Julho foi dia de Primeira Comunhão na freguesia de Larinho. A foto tirada no final da cerimónia apresenta os meninos e meninas, juntamente com o revendo pároco e as duas catequistas.
Fotografia enviada por Foto Bento.

SÃO JOÃO NA VILA


 




















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Uns versos de Júlia Barros "Biló"(1953) ; duas fotos do Camané(2010);um texto de A.Andrade em:
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/06/torre-de-moncorvo-sao-joao.html.

Ribeira da Vilariça

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Estas imagens da Ribeira da Vilariça  foram captadas junto à antiga ponte da Junqueira, onde o verde da vegetação, dos choupos e o branco da flor do embude prevalecem.

terça-feira, 21 de junho de 2011

TORRE DE MONCORVO - SÃO JOÃO

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TERRA QUENTE 15/06/93

TORRE DE MONCORVO - VERÃO

 

















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Mais informação em:http://www.torredemoncorvo.pt/piscina-ar-livre

sábado, 18 de junho de 2011

TORRE DE MONCORVO - IGREJA MATRIZ AO DEUS DARÁ

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TORRE DE MONCORVO - GDM, uma lição de bom senso



ABRIR O JOGO
A notícia tem dois dias e pouco eco: um clube de futebol de Bragança, o Torre de Moncorvo, abdicou da subida de divisão por falta de dinheiro. É uma notícia triste. É uma lição de bom senso. Tomara termos tido ministros das Finanças como os sócios do Torre de Moncorvo.
Comparar esta decisão com o corte de orçamento do futebol do Benfica para a próxima temporada é quase chocante. O corte de 3% nos gastos do Benfica não é austeridade alguma, mas mera contenção.
O Torre de Moncorvo foi campeão distrital na AF Bragança, conquistou no campo o que perdeu na tesouraria: o direito de subir à 3.ª divisão de futebol. A decisão foi tomada pelos sócios, que devem ter votado com um nó na garganta. Mas mostram ao país, e a outros clubes de futebol que se endividam até à falência final, o que é ter pés e cabeça em vez de mais olhos que barriga.
O futebol está cheio de histórias de loucura despesista, com suspeita de comissões que deram lucros aos intermediários dos (maus) negócios. Quando, antes do Euro’2004, houve a febre de construir estádios, muitas câmaras candidataram-se. A Câmara de Viseu recusou o convite. Carlos Cruz, então porta-voz da candidatura, chamou o edil viseense Fernando Ruas de tacanho para baixo. Ruas explicava que não saberia o que fazer ao estádio depois do Euro, nem como pagar os seus custos de manutenção. Ruas estava certíssimo. Que o digam agora as câmaras municipais de Leiria, de Aveiro e de Faro, donas de um jardim zoológico de elefantes brancos, caros e insustentáveis.
É assim que, de onde menos de espera, às vezes vêm as luzes da lucidez. Como então de Viseu. Como agora de Bragança.
PEDRO S. GUERREIRO -17 junho de 2011(in Record)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CEPIHS na Organização Europeia de História Rural (EURHO)

Fundada a Organização Europeia de História Rural / The European Rural History Organization (EURHO)

Por ocasião do congresso internacional Rural History 2010 (RH2010), que decorreu na University of Sussex, foi oficialmente fundada no passado dia 15 de Setembro a Organização Europeia de História Rural (EURHO).
A EURHO resulta da iniciativa conjunta de várias redes europeias de História Rural, nomeadamente CORN (Comparative Rural History of the North Sea Area), PROGRESSORE (Acção COST A35, Programme for the Study of European Rural Societies) e da Social Science History Association, com a participação de associações nacionais como a Sociedad Española de Historia Agraria e a British Agricultural History Society.
O objectivo principal da EURHO é promover a história rural na Europa através do apoio à investigação, ao ensino e à publicação, e tem desde já no seu programa a organização do RH2013. Pretende-se interdisciplinar e acolhe todos os estudos rurais que usem ou contribuam para a análise histórica. As temáticas do RH2010 abriram-se a questões emergentes, como a história das paisagens e as novas apropriações do espaço rural, as representações ficcionais, o associativismo rural e os movimentos sociais, o consumo, o género e o ambiente. Contou também com uma presença significativa de investigadores e de temas não-europeus, que pretende manter e acentuar na edição de 2013.
A investigação portuguesa esteve representada no RH2010 com 6 comunicações e 3 presidências de sessões, todas asseguradas por sócios da APHES.


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Estando o concelho de Moncorvo integrado no mundo rural,é de grande importância o CEPIHS fazer parte da EURHO. Devido à extraordinária relevância do acontecimento, aguardamos, da autora,dra.Adília Fernandes,a comunicação que apresentou no Encontro.

La Fuente de San Esteban-Barca D´Alva-Pocinho

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La Asociación de Frontera Tod@vía trabaja en la recuperación real y posible de la línea férrea La Fuente de San Esteban-Barca D´Alva-Pocinho.
(Continua nos comentários)


quinta-feira, 16 de junho de 2011

TORRE DE MONCORVO - MARTA PEDRO

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In JN de 11/04.
Marta Pedro tem ascendência moncorvense: é filha de Maria Fernanda Miranda Serrano,neta de Vitalina Miranda e bisneta de Aníbal Miranda e Camila Miranda.(Avó e bisavós residiam na Corredoura,em frente à capela de São Sebastião).

TORRE DE MONCORVO - VISTA PARCIAL

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MONCORVO - ANOS QUARENTA

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