terça-feira, 5 de maio de 2015

Torre de Moncorvo - Câmara Municipal assina protocolos na área da Saúde

No próximo dia 6 de Maio, quarta-feira, a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo assina protocolos com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo e com a Unidade Local de Saúde do Nordeste e Santa Casa da Misericórdia de Torre de Moncorvo.
Pelas 15h00, decorre a assinatura do contrato programa com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo, que visa regular os termos e as condições do apoio ao transporte de doentes para as consultas e tratamentos em unidade hospitalares.
Já pelas 15h30, é assinado entre a Câmara Municipal, a Santa Casa da Misericórdia e a Unidade Local de Saúde do Nordeste um acordo de cooperação com vista ao funcionamento da Unidade Móvel de Saúde em Torre de Moncorvo, vocacionada para a prevenção, vigilância da saúde, prestação de cuidados de enfermagem à população e a grupos vulneráveis com dificuldade no acesso ao Centro de Saúde local.
A Unidade Móvel de Saúde vai prestar alguns cuidados de saúde primários, designadamente na área da enfermagem, apoio domiciliário na área social e de cuidados personalizados, rastreios e campanhas de vacinação, disponibilizando para o efeito diferentes profissionais de saúde, nomeadamente um enfermeiro, um fisioterapeuta, um psicólogo, um dietista e um técnico de análise clínicas.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 05 de Maio de 2015
Luciana Raimundo

Irlandeses investem €80 milhões no Douro (parque eólico de Moncorvo)


O grupo Island Renewable Energy lança este ano o seu primeiro parque eólico em Portugal.
O grupo irlandês Island Renewable Energy vai investir €80 milhões no parque eólico de Moncorvo, que prevê a instalação de 30 aerogeradores neste município do distrito de Bragança. A empresa acaba de formalizar junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) um pedido de financiamento no valor de €40 milhões. A Island irá ainda recorrer a empréstimos da banca comercial e capitais próprios, revelou ao Expresso Paulo Amante, um dos fundadores da empresa.  
O parque eólico de Moncorvo é o maior empreendimento resultante da Fase C do concurso eólico realizado entre 2005 e 2008 pelo Governo de José Sócrates. Essa terceira fase adjudicou licenças para a instalação de 200 megawatts (MW). 
O maior lote, de 50 MW, foi ganho pela espanhola Fenosa, que acabaria por vendê-lo em 2013 à Island Renewable Energy. Desde então os irlandeses têm trabalhado no projeto e tencionam aproveitar a possibilidade legal de reforçar a potência do parque em 20%, deixando-o com um total de 60 MW.  
 Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/irlandeses-investem-836480-milhoes-no-douro=f922601

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (05/05)


Carviçais
 05.05.1766 – Nomeação de Lourenço Manuel da Silva para o posto de Capitão de uma das companhias de Ordenanças do concelho de Moncorvo, em substituição de João Marcos de Madureira.
05.05.1895 – Nesta altura o governo preparava uma lei de reorganização dos concelhos. A propósito escrevia-se no editorial semanário O Moncorvense desta data : - Carviçais e Mós - (…) Qual será o prémio prometido aos vendilhões de Carviçais e Mós que, advogando a causa freixenista, pretendem com falsas promessas e falazes argumentos convencer seus habitantes a aceitarem a sua anexação a Freixo, porque, com isso, dizem os traidores, se lucrará uma diminuição nas contribuições municipais de 50% e se lhes farão importantes melhoramentos materiais?!
António Júlio Andrade

CARVIÇAIS - Homenagem ao Maestro Tenente Coronel Fernando Sanches

Dia 5 de Março de 2011

17h00 - Recepção dos Convidados
18h00 - Homenagem ao Maestro Tenente Coronel Fernando Sanches,
com a presença da Banda de Carviçais e a Orquestra Juvenil "Heróis da Música".
- Entrega de lembranças
20h00 - Jantar de Homenagem no restaurante "O Artur"(reserva de mesa através do tel. - 926814571
Link directo - http://forumcarvicais.com/forum/viewtopic.php?f=10&t=3271

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TORRE DE MONCORVO - ADEGANHA

Nossa Senhora do Castelo. Foto de Jorge Delfim.
  Ainda há pouco tempo, declinava Agosto, um amigo levou-me à festa da Nossa Senhora do Castelo, na Adeganha (Moncorvo) de que apenas conhecia o queijo, a Igreja Românica e alguma gente, simples e boa.Mau grado o meu lado agnóstico, comoveu-me profundamente a espiritualidade ( mais do que a religiosidade) das pessoas, a descerem o íngreme monte, donde tudo se avista e o homem, perante tanta imensidão, se recolhe à sua pequenez e mergulha nas profundidades do sagrado.
Depois, na hora profana, assisti a um acto de solidariedade e partilha, de que só guardo memória quando navego até à minha infância e me revejo nos piqueniques da Nossa Senhora da Esperança.
À luz de um grande gerador eléctrico, montaram mesas, colocaram toalhas, comida e vinho para quem quisesse, fosse ele ou não forasteiro.
De algumas centenas de pessoas que deambulavam pelo terreiro do arraial, para mal dos meus pecados e da penitência que não cumpro, os fumadores contavam-se pelos dedos.
( O amigo que me facultou este encontro e partilha já partiu para sempre, mas continuo a ter muitas saudades dele, o Beto Castelo).
Rogério Rodrigues

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Postado a 02/03/2011

Moncorvo - Igreja Matriz


Freixo de Espada à Cinta - Rio Douro

Praia da Congida.Foto:Leonel Brito.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES ( 04/05)

04.05.1310 – Sentença do rei D. Dinis sobre os limites dos termos dos concelhos de Mós e Torre de Moncorvo, nomeadamente entre Felgar - Mós e Felgueiras e entre Felgar e Larinho

04.05.1780 – Manuel Joaquim de Sousa nomeado chanceler da Correição de Moncorvo. Antes dele era seu pai (Luís Sousa Costa) e fora seu avô (Domingos de castro e Sousa).
Praça Francisco Meireles -1951
04.05.1929 – Por iniciativa do capitão Francisco António Marcos, presidente da Câmara de Moncorvo foi proposta a criação de um partido veterinário abrangendo os concelhos de Moncorvo, V. Flor, Alf. Fé, Car. Ansiães e F. E. Cinta, “a quem possam recorrer os criadores de gado do sul do distrito”.
04.05.1933 – Criação do “Grémio de Trás-os-Montes”, em Lisboa.
04.05.1951 – Ofício da câmara de Moncorvo para o gov. civil de Bragança informando que foram nomeados os seguintes cidadãos para presidir às mesas de voto e seus substitutos:
Cardanha – Armando Sendas e Acácio Ernesto Saraiva, ambos da Cardanha.
Carviçais – Adriano José de Almeida Pires, de Moncorvo, de Moncorvo e Artur José Pombal, de Carviçais.
Castedo – Luís José Ventura e Armindo da Purificação Moreira, ambos do Castedo.
Felgar – António Ernesto Miranda e Gualdino Augusto Carqueija, ambos do Felgar.
Felgueiras – Albano de Jesus ferreira Mendes, de maçores e Ernesto Aníbal Rodrigues, de Felgueiras.
Horta da Vilariça – Amadeu do Carmo Meneses, de Moncorvo e Manuel Joaquim trigo, de Horta da Vilariça.
Moncorvo – Dr. Francisco António Rodrigues e Manuel de Sousa Moreira, ambos de Moncorvo.
Lousa – Dr. Horácio Nobre Brilhante Simões, de Moncorvo e António Augusto Lopes, de Lousa.
Urros – Josino Vespasiano Amado, de Urros e Abílio Eugénio Afonso Pontes, do Peredo dos Castelhanos.
António Júlio Andrade
Fotografia cedida pelo N.M.F.D.S.

TORRE DE MONCORVO -ILUSTRES - (1890)

António Alberto Carvalho e Castro era filho de outro do mesmo nome e sua mulher, Etelvina Botelho. Terá nascido por 1890 e o seu modo de ser, popular e folgazão e o seu alinhamento político esquerdista, tê-lo-ão levado a tomar certas atitudes e a meter-se em algumas aventuras que a sociedade moncorvense condenava. A brincadeira em que esteve implicado e que fez desesperar a família foi quando trouxeram para a praça do município a Jasmineira (assim alcunharam o carro usado na recolha dos dejectos da vila) e ali despejaram a porcaria. Terá então deixado Moncorvo e ido para o Porto, embarcando depois para o Brasil onde foi presidente da direcção da Portuguesa dos Desportos, visitando nessa qualidade e com a sua equipa de futebol o nosso país, com disputa de jogos em Braga, Porto e Lisboa, pelo ano de 1950.
Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade
Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo).
Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país.

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TORRE DE MONCORVO - SOLTEIROS E CASADOS









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Fotografias enviadas pelo Camané
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domingo, 3 de maio de 2015

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (03/05)

Júlio M.de O.Pimentel
03-05.1402 – Publicação de um documento pelo rei D. João I, reafirmando a autoridade do Rabi de Moncorvo sobre todas as comunidades de judeus de Trás-os-Montes.

03.05.1676 – Em reunião de câmara assentaram os vereadores “que se mande notificar Jerónimo Luís e seu irmão Pedro Luís para que dentro de 8 dias venham cobrir as traves da obra do Recolhimento, com tábuas, na forma de sua arrematação, sob pena de que, não vindo no dito tempo, seja preso…”
03.05.1863 – Entrega de prémios na Feira Agrícola de Lisboa. Júlio Máximo de Oliveira Pimentel, proprietário da Quinta de Vila Maior, foi o único premiado do distrito de Bragança recebendo uma medalha de prata pelos linhos expostos e uma de cobre, pelas azeitonas.
António Júlio Andrade

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo - 1940/2011


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Pequenas Memórias - “ Parentescos ” (XVII), por Júlia Barros Ribeiro

“Grande é a poesia, a bondade e as danças ... Mas o melhor do mundo são as crianças"
Fernando Pessoa
Um dia destes a minha neta mais pequenina, a Joana, que começa a querer entender o emaranhado de parentescos e respectivas designações, no caminho do jardim-escola para minha casa, perguntou-me :
- Vovó, por que é que tu és minha avó?
- Porque sou a mãe do teu pai.
Pensou um bocadinho e depois acrescentou: - E também és a mãe da minha mamã.
- Não, a mãe da tua mamã é a Avó Irene.
Creio que a minha explicação deveria ter ficado por aqui. Mas a minha formação de professora - e respectiva deformação profissional – levaram-me a dar mais explicações que, verifiquei depois, só contribuiram para baralhar a criança:
- Eu sou a mãe do teu pai e da Titi Janja ( nome usado pela Joana para Ângela ). E sou também a avó da Catarina, da Inês e do Simão.
A pequerrucha olhou para mim como quem diz “Isto é mesmo complicado”. Então, para testar a sua compreensão, perguntei-lhe :
- E eu o que sou para ti?
- És a minha mãe - respondeu a menina com toda a convicção.
Pensei então que não fora de bom senso dar-lhe tanta informação. Por isso rematei : - És minha neta e pronto.
Chegadas a casa, preparei-lhe a papa e ela sentou-se à mesa para comer. Mas a garotita é um pisquinho a comer, muito lenta... É preciso estar sempre a insistir para que coma. Daí a dois ou três minutos, virou-se para mim com ar refilão :
- Vovó, tu disseste-me mal.
- O que é que eu te disse mal?
- Disseste que eu sou tua neta.
- Claro que és minha neta.
- Mas agora ralhaste comigo e disseste: “Joana, vamos lá, filha, come”. Portanto ( aprendeu há pouco o ‘portanto´), sou tua filha.

Leiria, 5 de Nov.º de 2011

Júlia Ribeiro

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Nordeste Transmontano - Mundo rural (2011)

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RIO DOURO -Praia da Congida (Freixo de Espada à Cinta)


sábado, 2 de maio de 2015

Vila Real - Borboleta rara em Portugal registada em fotografia

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Imagem tirada na zona de Vila Real é o primeiro registo fotográfico de qualidade de uma castanhinha-das-bétulas em território português. Raramente é avistada porque passa a maior parte do tempo nas copas das árvores.
O fotógrafo amador José Agostinho Fernandes estava no vale da Campeã, freguesia do concelho de Vila Real, zona onde vive, quando avistou uma borboleta adulta. Fotografou-a, mas na altura estava longe de imaginar o que tinha acabado de captar com a sua máquina fotográfica. Agora já sabe: obteve a imagem rara de uma castanhinha-das-bétulas – ou Thecla betulae, o seu nome científico –, que permitiu confirmar a presença desta borboleta em Portugal.

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES ( 02/05)

Ponte do Sabor (1961)
02.05.1754 – Nesta data se “apresentou Damião Rodrigues, mestre arquitecto do reino da Galiza, assistente em Chaves” oferecendo-se para executar por menos a terça parte do preço as obras de reparação (ou acrescento? Ou reconstrução?) da Ponte do Sabor que haviam sido adjudicadas a outros. A oferta foi aceite pelo corregedor “pagando-se as custas e os gastos que os arrematantes actuais tinham feito”.
António Júlio Andrade

URROS - RETRATOS DA MINHA INFÂNCIA

Ó amendoeiras floridas,

amendoais de riqueza!
alegria das raparigas,
cheias de encanto e beleza.

Vou pintar a minha terra!
da cor das amendoeiras;
começo aqui pela serra,
desço mesmo às ladeiras.

Vou pintá-las de branco,
em flor, imaculado;
de rosa é o manto,
de amor e de cuidado.

Cuidado na ventania,
ou até na chuva grossa,
caem pétalas de alegria,
ficam os sonhos de rosa.

Há perfume pelos campos,
cheira a rosas e a jasmim,
abelhinhas, em doces bandos,
deixam-me saudades sem fim!

SERAFIM CARDANHA, um imigrante que chegou, viu e venceu nos EUA (1960)

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Farrapos de Memória - 1.302.497 visitas (1/05/2015)


Chaves - Museu de Arte Sacra recebe doação da família de Bernardino Setas

O Museu de Arte Sacra da cidade de Chaves recebeu, na semana passada, a doação de duas portas decoradas em talha dourada com motivos alusivos à Paixão de Cristo. A oferta foi realizada pelos descendentes do Capitão Bernardino Setas.
Museu de Arte Sacra 
Segundo informações dos donatários, as referidas portas remontam provavelmente ao séc. XVII e terão pertencido ao antigo Convento da Veiga de Chaves, faltando, no entanto, encontrar elementos históricos que permitam assegurar a sua proveniência com exatidão. As duas peças, de talha com folha de ouro, pintada de vermelho, que se encontravam na posse da família Setas há algumas gerações, são agora parte integrante do espólio museológico do concelho.
Helena Ribeiro, bisneta do Capitão Bernardino Setas, referiu que é uma honra contribuir para engrandecer o património de Chaves, cidade berço da sua família e, ao mesmo tempo, ajudar a perpetuar a memória do seu bisavô. Para ela, as duas peças são o testemunho vivo da história religiosa do concelho e devem por isso ser partilhadas com todos os flavienses.
O Presidente da Câmara de Chaves, António Cabeleira, considerou que a doação têm um grande interesse patrimonial e histórico para o Município, e vem deste modo engrandecer o Museu de Arte Sacra de Chaves.

Fonte: http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=17696

FELGUEIRAS - Recolhas de um passado judaico


Amílcar Paulo,1956

IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro 22 de Março de 2015 | Livraria Papelaria Dinis | Valpaços

O IV Encontro Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro ficou marcado pelo excelente acolhimento e boa organização da Papelaria Dinis na pessoa do seu responsável, o livreiro Ari Dinis, que recebeu no seu espaço os seguintes livreiros:
António Alberto Alves – Traga-Mundos, Vila Real
Casimiro Fernandes e Mariana Fernandes – Rosa D’Ouro, Bragança
Augusto Dias - Livraria Aguiarense, Vila Pouca de Aguiar
Ângelo César – Editora Flor do Passarinho, Bragança
Virgínia do Carmo – Poética, Macedo de Cavaleiros
Estiveram ainda representadas a Livraria Andrade e a Livraria Lua Nova da vila de Valpaços. (embora não tenham tido disponibilidade para participarem na reunião de trabalho.)
Para além dos livreiros estiveram presentes membros da comunidade local, incluindo professores e autores, mas também leitores que se manifestaram interessados e participativos ao longo do encontro. As dificuldades derivadas da actual conjuntura económica e consequente e desertificação do interior acabaram por ser tema dominante.
Ao longo do encontro foram lidas mensagens enviadas por Dina Ferreira, da Livraria Poetria, e Maria Deolinda Cardoso, da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, do Porto, e ainda por um dos dinamizadores do Encontro Livreiro Nacional, Luís Guerra. Palavras solidárias, que concedem ânimo e retemperam forças.
Como já é habitual, no final os livreiros terminaram o encontro com uma reunião de trabalho, da qual saíram as seguintes resoluções e compromissos:

1. o reforço da partilha de  informação relativa a novidades editoriais e actividades em agenda, e organização conjunta de eventos; Uma das possibilidades que ficou já alinhavada foi a presença, pelo menos na Papelaria Dinis, da autora Raquel Serejo Martins, natural do concelho de Valpaços, em Setembro, a propósito da sua deslocação a Macedo de Cavaleiros para a quinta edição do Encontro de Escritores Transmontanos;
2. a organização conjunta de uma “Feira” do Livro; em formato e em local a definir, de âmbito regional. Um dos aspectos que se debateu foi a própria conotação do termo “feira”, e se ele deve ser ou não utilizado, por ser muito difícil dissociá-lo da inevitabilidade dos descontos, uma prática que os livreiros não querem assumir como obrigatória – sobretudo porque não usufruímos da mesma percentagem de descontos com que a maioria dos editores beneficia as redes de livrarias e hipermercados nacionais;
3. continuar a trabalhar pela projecção dos autores nascidos na nossa região para lá das fronteiras da mesma em articulação e colaboração com as editoras dos respectivos autores;
4. realização em Agosto de uma montra de autores transmontanos simultânea em todas as livrarias da região que venham a aderir à iniciativa, em articulação com os respectivas editoras, que este ano fique marcada por uma maior articulação entre as diferentes livrarias, determinando-se, inclusivamente uma imagem comum. Para o efeito será usado o cartaz elaborado para o efeito em Agosto de 2014 pela Poética;
5. a organização de um evento de “homenagem” a um livreiro antigo da cidade de Bragança, Mário Péricles, que teve, inclusivamente, um papel importante na oposição ao regime ditatorial fascista naquela cidade. O Sr. Casimiro Fernandes aceitou a responsabilidade de iniciar diligências nesse sentido.
Mais uma vez os participantes saíram deste encontro motivados e com o entusiasmo reforçado para continuar a vencer as adversidades, apostando na máxima de que a união faz a força.
Ficou também decidido que o V Livreiro e Leitor de Trás-os-Montes e Alto Douro terá lugar na Papelaria Aguiarense, no dia 28 de Fevereiro de 2016, pelas 15h00.

Março de 2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A solidariedade, o ADN e Trás-os-Montes, por José Mário Leite

A solidariedade é um das qualidades humanas. É seguramente uma das melhores características da gente de Trás-os-Montes. Faz parte do nosso DNA, desde tempos imemoriais. Todos e cada um de nós tem, seguramente, lembranças, recordações, testemunhos de gestos, atos e situações de solidariedade entre nós que, sendo prova do superior fundamento do carácter nordestino, foi e será igualmente um dos pilares de sobrevivência coletiva. Ser solidário está-nos no sangue.
Quem não se sente não é filho de boa gente. Quando o poder central diminui ou priva, Moncorvo ou os moncorvense de algo a que temos direito, desperta, naturalmente em nós a revolta coletiva e solidária. Mas não somos insensíveis nem nos é completamente alheio se essa diminuição ou privação forem exercidas num vizinho nosso, num qualquer concelho do nosso distrito. São muitos e variados os exemplos de justo apoio a reivindicações e protestos nordestinos coletivos. Porque tudo quanto for retirado aos nordestinos, estejam eles onde estiverem, é-nos em maior ou menor parte retirado a cada um de nós. 
E se o prejuízo que nos causam for feito de forma gratuita, sem o aproveitamente de ninguém, então a nossa revolta e protesto será, justamente, maior e mais justo se tal for possível.
O nordeste não é uma arquipélago. Moncorvo não é uma ilha. O que acontece no nosso concelho diz-no respeito, mas o que se passa ao nosso redor não nos é, nem pode ser, indiferente. Sempre que uma população ou território nordestino é privado do que quer que seja, é também a nós que privam, na devida proporção. 
Não sou natural de Miranda nem falo mirandês, tal como os membros desta Assembleia e a maioria dos nossos conterrâneos nordestinos. Mas nem Miranda nem o mirandês nos são alheios ou indiferentes. Somos, justamente por isso, o único distrito, a única região portuguesa, com duas línguas oficiais. 
A língua é o maior, melhor e mais precioso ativo que temos. É a língua que nos permite expressar todos os nossos sentimentos. É através da língua que manifestamos o amor, a raiva, o ódio, a compaixão, a dor, a alegria e todas as outras manifestações boas ou más. As nossas línguas são o português e o mirandês. Fazem parte do nosso património. Não falo, tal como disse o mirandês. Mas entendo-o. Entendo-o, curiosamente quando o leio em voz alta. Porque, pouco me dizendo a grafia escrita, os sons são-me todos muito próximo e familiares. Porque o mirandês, embora confinado na sua essência às terras de Miranda não tem uma fronteira rígida e inviolável. Contaminou e foi contaminado por toda a região envolvente!
Amadeu Ferreira, falecido recentemente, teve várias homenagens em Lisboa e no nordeste. Teve muito menos que as que merecia e mais que as que desejava. A que mais ainsiava não he foi feita. A ele e a nós que somos nodestinos, que somos transmontanos, que somos da Terra de Duas Línguas: a assinatura por Portugal da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias. 
Tal ato não acarreta nenhum custo para o Estado Português. Nem monetário, nem, que se saiba, político. Somos um dos poucos estados que ainda não aderiu a essa carta. Enquanto nordestinos  estamos a ser espoliados de um ativo demasiado importante para que fiquemos calados assistindo sem nada dizermos, sem nada fazermos.
A recusa negligente do estado português em assinar a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias é uma ofensa aos mirandeses, é uma ofensa aos nordestinos, é uma ofensa aos transmontanos, é também uma ofensa aos moncorvenses.
O 25 de Abril que recentemente celebrámos trouxe-nos de volta a demoracia e a liberdade sequestradas durantes décadas. Sendo certo que uma das principais regras da democracia é o governo das maiorias, uma das princiais conquistas da liberdade é o direito das minorias.
Por isso proponho a esta nobre Assembleia que analise, discuta melhore e altere, se assim o entender, mas que aprove a seguinte moção:

Moção

O mirandês é a segunda língua oficial portugesa desde Janeiro de 1999 consagrada na lei 7/99 de 29 de Janeiro da Assembleia da República onde o Estado Português reconhece o direito de cultivar e promover a língua mirandesa enquanto património cultural (Artigo 2.º) bem como o direito a apoio científico e educativo (Artigo 5.º).
Miranda do Douro e o mirandês são, respetivamente, território de Trás-os-Montes e e património cultural de todos os transmontanos.
Ao não assinar a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias o Estado Português  está a contrariar uma determinação da Assembleia da República, sem qualquer benefício conhecido, prejudica gratuitamente  a região mirandesa e transmontana e as suas gentes.
A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo, reunida em sessão Ordinária a 27 de Abril de 2015 delibera no âmbito das competências conferidas pela alínea o) do n.º 1 do Artigo 53.º da Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro:
Manifestar o seu firme e enérgico protesto pelo desinteresse governativo nesta matéria ;
Exigir do Governo da República a assinatura urgente da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias;
Instar todas as entidades públicas em geral e as transmontanas, em particular, a associarem-se a esta atitude de protesto e exigência;
Dar conhecimento desta moção a todas as Câmaras e Assembleias Transmontanas e publicitá-la nos principais órgãos de comunicação;

Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo, 27 de Abril de 2015

Nota: título da responsabilidade do editor.

Freixo de Espada à Cinta - Praia Fluvial da Congida

"À conversa sobre: O LOBO" (Convite)


A Cooperativa Rupestris e a traga_mundos têm o prazer de o convidar para uma actividade intitulada "À conversa sobre: O LOBO" que se irá realizar no próximo dia 5 de Maio, pelas 21.30h na Livraria Traga-Mundos, em Vila Real.


Esta actividade tem como objectivo ser uma conversa informal, onde muito iremos aprender e esclarecer sobre esta emblemática espécie, o LOBO; com José Manuel Campeão Ribeiro, Vigilante da Natureza no Parque Natural do Alvão.

Custo de inscrição: 3€
Inclui café.

Inscrições e + info:geral@rupestris.com; 938780563 I  916309107
Ana Morais: facebook.com/rupestris

Festa do Cinema em Torre de Moncorvo

Festa do Cinema em Torre de Moncorvo
Nos dias 11, 12 e 13 de Maio tem lugar no Cine-Teatro de Torre de Moncorvo a Festa do Cinema. Em exibição estão alguns dos filmes premiados nos Óscares que ainda não foram exibidos em Torre de Moncorvo.
Assim, no dia 11 de Maio será emitido o filme “Teoria de Tudo”, no dia 12 “o Jogo da Imitação” e no dia 13 de Maio o “Sniper Americano”. Durante os três dias as sessões de cinema decorrem às 21h00 e o bilhete tem um custo promocional de 2,50€.
O Município de Torre de Moncorvo aderiu a esta iniciativa promovida a nível nacional pela Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 30 de Abril de 2015
Luciana Raimundo 

Bilhetes para WTCC em Vila Real já à venda

Já estão à venda os bilhetes para a ronda lusa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo

Bilhetes para WTCC em Vila Real já à venda

Os bilhetes para a ronda portuguesa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC), que se vai disputar no Circuito Internacional de Vila Real, de 10 a 12 de Julho, já estão à venda .
Os ingressos poderão ser adquiridos na Bilheteira Online (www.bilheteiraonline.pt) e nas lojas Fnac, El Corte Inglês e Worten, bem como no site (www.civr.pt) e página oficial do Circuito Internacional de Vila Real no Facebook (www.facebook.com/Circuito.Internacional.de.Vila.Real.Oficial).
Aém de contemplar o programa desportivo do WTCC, o 45º Circuito Internacional de Vila Real englobará também as corridas do Racing Weekend, com o Campeonato Nacional de Velocidade, Nacional de Clássicos, Legends Cup, Troféu Abarth e Challenge Desafio Único.

Confira com o LusoMotores a tabela de preços das entradas para o evento…Bilhetes para WTCC em Vila Real já à venda

Fonte: http://www.lusomotores.com/index.php?option=com_content&view=article&id=34014:bilhetes-para-wtcc-em-vila-real-ja-a-venda&catid=354&Itemid=107

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (01/05)

01.05.1901 – A propósito desta efeméride, respigamos do semanário Torre de Moncorvo a seguinte nota: - Os Festejos do 1º de Maio – Foi a primeira vez que os artistas de Moncorvo festejaram aquele dia, tão propriamente seu, realizando um pic-nic, uma soirée e dois cortejos, honrando assim a sua classe, valorizando a sua posição, mostrando também que dentro daqueles peitos aruinados pelo trabalho fatigante ainda lateja um coração patriótico e naquelas mãos caliginosas ainda há dedos preciosos, naqueles musculosos braços há força e naqueles cérebros ideal…

Sobre o 1º de Maio vejam também um belíssimo texto publicado no mesmo jornal por um homem de Ligares, parente de Guerra Junqueiro, segundo creio:
- 1º de Maio – Saudades enormes, imensas recordações me traz à lembrança o dia 1º de Maio. Na minha aldeia festejava-se dantes este dia com afan. Era a festa de Santiago. A 5 quilómetros da povoação, no caminho que segue para Freixo de Espada à Cinta existe uma quinta que foi de meus avós e a capelinha daquele santo. Era ali que a festa se fazia. O anfitrião era o dono da quinta e os aldeões em bando, almas de sol e devoção, dançavam no campo os bailados tradicionais, depois de terem entoado com o sr. Abade a sua ladainha. Refeitos pelas merendas salutares que se estendiam à sombra das oliveiras em alvíssimas toalhas de linho, animados pelo calor do tonel que se lhe abria rudemente, regressavam ao povo com a mais cordeal satisfação, com a alegria mais comunicativa. As raparigas, belas, ingénuas e puras, cheias de saúde e de flores, improvisavam cantigas pelo caminho, que bem revelavam a saudade que a festa lhes havia deixado:
Adeus quinta da Ribeira
Carreirinha de olmos brancos
Onde passeia o amor
Grupo Desportivo de Moncorvo.


Domingos e dias santos.
Hoje, dizem-me que tudo acabou e que a capelinha de S. Tiago tem sido profanada pelos suínos da herdade! Como é o mundo… Lisboa, 1º de Maio de 1901. A. Saraiva Junqueiro.
01.05.1967Fundação do Grupo Desportivo de Moncorvo.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - PUBLICIDADE (1987)







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TORRE DE MONCORVO - LARINHO

 











Na aldeia do Larinho o S. Martinho foi celebrado com um magusto no recinto do jardim de infância e nele participaram as crianças do jardim e os idosos do centro social e paroquial

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TORRE DE MONCORVO - CARVIÇAIS (ILUSTRES)

Alípio José Alves nasceu em Carviçais por 1848, mas logo depois de ordenado padre terá sido colocado na paróquia de Felgueiras, de onde nunca mais saiu, se bem que o bispo da diocese o tenha despachado para o Larinho, em determinada altura. Morou na brasonada casa dos Botelho Vasconcelos, em cuja família casou, em segundas núpcias, em 1871, o seu irmão Acácio Abílio Alves, com Leonor de Sampaio e Melo. Também um descendente do mesmo Acácio, se bem que por ligação extra-matrimonial, Urbano Acácio Diogo, filho de Albertina Palmira Alves, casou depois com Maria do Céu Sampaio e Melo, sobrinha de Leonor, que contava então uns 14 anos. A casa, a propriedade anexa e o abade foram imortalizados por guerra Junqueiro no poema O Melro, porventura a sua obra-prima. Verdadeira lenda ficou sendo o seu cavalo, a que pôs o nome de Pilatos (outros dizem Judas) e que foi objecto de uma crónica política publicada pelo autor destas linhas no jornal Terra Quente de 1.5.1993.
Nota do autor – No livro (Vida Política de Moncorvo 1890 – 1926), por inqualificável descuido, na passagem do texto manuscrito para o computador, ele saiu adulterado e com um grosseiro erro, do que peço desculpa aos leitores e muito especialmente aos familiares e amigos de D. Maria do Céu Sampaio e Melo. E já agora, se algum leitor encontrar alguma outra incorrecção no livro, agradeço me comuniquem, usando o e-mail antónio_julio_a@sapo.pt . Aliás, agradeço também qualquer outra informação sobre o assunto para uma hipotética edição melhorada e ampliada do mesmo livro. António Júlio Andrade.

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