domingo, 31 de agosto de 2014

Torre de Moncorvo - Álbum de Memórias

Fotografia enviada por Francisco Morais

Vamos pelo Douro de água na boca seguindo a Rota das Tascas



Temos mais uma saborosa desculpa para nos perdermos por cenários durienses. Chama-se Rota das Tascas do Douro e é uma iniciativa dinamizada por empresários da região com o apoio de diversas entidades locais.
A rota foi apresentada pela HTDouro – Associação de Empresários de Hotelaria e Turismo do Douro e, “nesta fase inicial”, informam, “inclui 17 estabelecimentos de restauração da região”, tendo como “principal objectivo” a “promoção da restauração e da gastronomia tradicional através da divulgação da diversificada oferta de produtos típicos”.
No mapa desta Rota das Tascas, garantem, só se encontram “lugares de memória onde se respira autenticidade e onde cada cliente é um amigo”.
Para começar, o projecto arrancou com a participação de empresários dos concelhos de Lamego, Peso da Régua e Tarouca, mas, garante a HTDouro, pretende-se estender a rota, em breve, aos restantes 18 concelhos do Douro.
Para abrir o apetite, podemos passear atrás da bôla de Lamego, dos presuntos e fumeiros, do pica-pau, pataniscas de presunto ou bacalhau, do fígado de cebolada e enguias em escabeche, arroz de salpicão, dos nacos de porco e rojões e, claro, entre muitas outras especialidades, a francesinha. Tudo acompanhado por belos vinhos.
É escolher os seus petiscos e procurá-los num mapa que inclui casas como a Presunteca – Casa do Presunto; a Taberna do Porfírio e a Tasquinha do Matias; as adegas Lopes Ribeiro e Matos; os cafés O Branco e O Pipo; as casas Filipe, Nuno, Rodrigues e do Castelo; e ainda a Cort’elheiro, Palatos D’Ouro, Tasca da Quinta, TaskaZita ou Tasquinha 21 e Churrasqueira Bastos.  

Fonte: http://fugas.publico.pt/Noticias/338512_vamos-pelo-douro-de-agua-na-boca-seguindo-a-rota-das-tascas

Lá para os lados das terras de Barroso

Espigueiro de milho

sábado, 30 de agosto de 2014

Centro de Artes Nadir Afonso - Boticas



Estudos produzidos na década de 50 expostos pela primeira vez 
Centro de Artes Nadir Afonso apresenta «Sequenzas»
«Nadir Afonso – Sequenzas» é o nome da exposição inédita que compila cerca de 300 estudos nascidos das mãos do artista flaviense. Com curadoria de Maria de Fátima Lambert, «Sequenzas» é uma mostra da criação artística de Nadir Afonso, produzida entre finais de 1940 e princípios de 1960.
 Trata-se de um conjunto de, aproximadamente, 300 estudos de carácter abstracto geométrico, compreendendo ainda a apresentação de uma ou outra tela, onde facilmente se observa a evolução face aos estudos iniciais. A curadora reuniu os estudos referentes a três períodos criativos do artista: o Espacillimité, que se relaciona com os trabalhos mais emblemáticos do pintor e que têm o mérito de conjugar o espaço e o movimento; o Barroco, expressado através de formas abertas, espiraladas e dinâmicas; e o período Egípcio, em que a linha curva convive com a recta, numa evocação clara a esta civilização.
Muitos dos esquissos foram concebidos longe do ateliê, com recurso aos meios que Nadir Afonso encontrava. Servia-lhe o verso das folhas de desenhos académicos realizados na Escola Superior de Belas-Artes no Porto, papéis de cálculos, cartolinas, papel vegetal ou até mesmo recibos. Nesses suportes, Nadir Afonso foi desenhando, com grafite ou a aguarela, motivos rectilíneos, circulares, quadrangulares, explorando as virtuosidades da composição geométrica.
A observação dos esboços do mestre permite aos visitantes ter uma noção mais apurada daquilo que é o exercício de criação, das horas gastas na procura da essência matemática das obras e da exigência do artista.
“Nadir Afonso – Sequenzas” vai ficar patente até 19 de Outubro de 2014, sendo a entrada gratuita. A exposição pode ser visitada de terça a sábado, entre as 9h e as 12h30 e no período da tarde, das 14h às 18h.
Centro de Artes Nadir Afonso: a geometria do berço. 
Inaugurado em Julho de 2013, o Centro de Artes Nadir Afonso perpetua a ligação de um dos maiores expoentes da pintura contemporânea portuguesa ao concelho de Boticas, de onde era originária a sua progenitora.
O projecto do Centro de Artes Nadir Afonso foi distinguido no Internacional Architecture Awards 2009, tendo sido elogiada “a arquitectura aberta como uma plataforma para as pessoas, com um grande sentido de lugar e uma profunda sensibilidade nos materiais utilizados”. No ano seguinte, recebeu o Green Good Design Award atribuído pelo “The Chicago Athenaeum: Museum of Architecture and Design” e pelo “The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies”.
da autoria da arquitecta norte-americana Louise Braverman e com a colaboração de Paulo Pereira Almeida e do próprio filho de Nadir, Artur Afonso, o equipamento é uma homenagem ao pintor flaviense, falecido em Dezembro do último ano.

Fonte:  Notify – Atelier de Comunicação| Incubadora de Empresas UTAD, Gabinete 8, Vila Real

Freixo de Espada à Cinta arranja bairro social com ajuda dos próprios moradores


O bairro é o que mais habitantes alberga, na vila de Freixo de Espada à Cinta. Constitui, por isso, "uma prioridade" em termos sociais.

O dinheiro é pouco, mas a necessidade das obras é muita, pelo que há um “toca a reunir” de equipas camarárias e dos moradores de um bairro de Freixo de Espada à Cinta para colaborarem no arranjo das habitações.
Em causa, a reabilitação do chamado bairro da Misericórdia, construído há cerca de 15 anos e onde residem 50 agregados familiares.
"Este bairro social não teve obras de manutenção e nunca foi olhado como deve de ser. Chovia em muitas casas e muitas delas são propriedade do município. Por isso, vamos mudar todas a coberturas, resolver os problemas da infiltração de águas e vamos fornecer tinta para os residentes pintarem as casas, depois das obras", disse a presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas.
"Os funcionários do município arranjam os telhados e as paredes, os habitantes do bairro pintam as casas, já que se está em tempo de contenção de despesas, dada a frágil situação económica da autarquia", frisou a autarca.
O bairro é o que mais habitantes alberga, na vila de Freixo de Espada à Cinta. Constitui, por isso, "uma prioridade" em termos sociais.
"Dado o estrangulamento financeiro da autarquia, não podemos adjudicar novas obras, mas temos de continuar a olhar para o bem-estar das pessoas, e essa é uma das nossas prioridades, e daí iniciarmos a recuperação de uma bairro por administração direta", explicou à Lusa a autarca.
Maria Júlia, uma habitante do bairro há 13 anos, disse que está intervenção é "bem-vinda", já que que há muitas casas que apresentam fissuras na sua estrutura, o que permite a infiltração de humidade e agua da chuva em diversos aposentos.
"Agora, a Câmara já nos forneceu tinta para pintarmos as zonas arranjadas, o que vai permitir uma melhoria das condições de habitabilidade", acrescentou.
*Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Fonte: http://www.ionline.pt/artigos/portugal/freixo-espada-cinta-arranja-bairro-social-ajuda-dos-proprios-moradores

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXXIII


Rio Douro, Foz do Sabor

Torre de Moncorvo - “o Líder e a Liderança” de Luís Ricardo no Museu do Ferro


Auditório do Museu do Ferro recebeu apresentação do livro “o Líder e a Liderança” de Luís Ricardo.
Muitos foram os moncorvenses presentes, no passado dia 14 de Agosto no Museu do Ferro e da Região de Moncorvo, para assistir à apresentação do livro “O Líder e a Liderança” da autoria de Luís Ricardo.
A sessão teve início com as palavras do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, que deu as boas-vindas ao público presente e falou um pouco sobre esta obra destinada não só àqueles que estudam esta temática, mas também a todos que ocupam cargos e que são liderados.
De seguida o autor fez a apresentação do livro referindo que embora fosse baseado na sua tese de doutoramento, não é a sua tese pois foram-lhe retiradas partes mais específicas e inseridas outras de forma a tornar este livro mais acessível a toda gente.
O autor é natural de Torre de Moncorvo, licenciou-se em engenharia eletrotécnica no Instituto Superior de Engenharia, concluiu uma outra
licenciatura em Administração Escolar e Administração Educacional na Escola Superior de Educação de Leiria, obteve uma pós-graduação em Administração Escolar e Planificação da Educação na Universidade Portucalense onde concluiu os seus estudos de mestrado na mesma especialidade. Na Universidade Aberta obteve a certificação de Estudos Avançados em Liderança Educacional tendo concluído o doutoramento na mesma especialidade.

Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 28 de Agosto de 2014

Luciana Raimundo         

Lá para as Terras do Barroso

Forno de Pão

Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo recebem Equipamento de Proteção Individual contra Fogos Florestais



Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo recebem Equipamento de Proteção Individual contra Fogos Florestais.
O Município de Torre de Moncorvo entregou à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo 20 equipamentos de proteção individual de combate a fogos florestais.
Os fatos que conferem protecção ao corpo do utilizador são cem por cento portugueses, são certificados e os únicos que cumprem todas as normas legalmente exigidas.
O novo fardamento foi utilizado pela primeira vez pela equipa dos Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo, no hastear das bandeiras aquando das Festas da Vila e do Concelho.
Esta entrega permite melhorar as condições de segurança dos bombeiros moncorvenses e dar uma resposta mais eficaz na proteção e combate a fogos florestais.
 


Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 29 de Agosto de 2014

Luciana Raimundo         

Torre de Moncorvo - Tempo de férias XXXII

Rio Douro entre a Foz do Sabor e a Lousa

Academia de Letras, PROGRAMA DE JUNHO, na Rádio Brigantia - ANTERO NETO


Academia de Letras, PROGRAMA DE JUNHO, na Rádio Brigantia - ANTERO NETO


Fonte: http://altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.pt/2014/08/academia-de-letras-programa-de-junho-na.html

Torre de Moncorvo - Fundo do Baixo Sabor.


 Assinatura dos contratos de financiamento do concelho de Moncorvo no âmbito do Fundo do Baixo Sabor.
No passado dia 20 de Agosto decorreu a assinatura dos contratos de financiamento no âmbito do 2º aviso de candidatura do Fundo do Baixo Sabor.
A sessão decorreu na sala adjacente ao Salão Nobre onde foram assinados 3 contratos do concelho de Moncorvo, sendo os beneficiários o Município de Torre de Moncorvo, a Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo (ACIM) e Cooperativa Produtores de Amêndoa de Torre de Moncorvo (Amendoacoop).
O Município candidatou a modernização e adaptação do equipamento cultural do Cine-teatro de Torre de Moncorvo, comparticipado em 39.600,00€, a ACIM o Festival das Migas e do Peixe do Rio comparticipado em 44.325,00€ e a Amendoacoop o Estudo e Valorização do Amendoal na
Área envolvente da Barragem do Baixo Sabor – Criação das Rota da Amendoeira, com investimento reembolsável de 20.790,00€.


Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 29 de Agosto de 2014


Luciana Raimundo

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Romaria secular - Santo Antão da Barca ,por Virgínia do Carmo (Álbum de Memórias)


O eremita Santo Antão é o santo da devoção dos milhares de pessoas que todos os anos, em Setembro, acorrem ao santuário localizado num vale profundo, junto ao rio Sabor, ladeado por margens íngremes, território de três concelhos diferentes.
Uma romaria que traz a memória de lendas e milagres relatados pelos fiéis.
Nenhuma pessoa viva pode precisar quando começou a devoção a Santo Antão da Barca, cujo santuário é ainda hoje palco de uma romaria que junta num vale profundo, dividido pelo rio Sabor, a seis quilómetros de Parada, freguesia do concelho de Alfândega da Fé a que pertence a capela, milhares de pessoas todos os anos, no primeiro fim-de-semana de Setembro.
Para lá vão dois caminhos, um que parte do lugar de Sardão, no concelho de Alfândega da Fé, e outro de Meirinhos, no concelho de Mogadouro, fazendo ainda fronteira com a ermida as freguesias de Carviçais e Felgar, do concelho de Torre de Moncorvo.
Os crentes, esses vinham outrora de todas as aldeias circundantes num raio de distância significativo, e hoje talvez mais reduzido, desde Carviçais a Castro Vicente, de Mogadouro a Vila Nova de Foz Côa.
Hoje em dia, os carros descem ao vale, através de um caminho íngreme mas possível até para os veículos sem tracção, e o regresso, por isso, acontece mais cedo. Mas em tempos, era a pé ou de macho que o percurso de cerca de sete quilómetros a partir do lugar de Sardão era feito. E o regresso, esse só acontecia ao romper da aurora do dia seguinte, como recorda a senhora Guilhermina, de 76 anos, uma das poucas que ainda habita no lugar de Sardão. "Havia dois caminhos", recorda, "um para os machos e outro para as pessoas". "Vínhamos por volta do meio-dia", prossegue, e quando lhe perguntamos se era uma boa oportunidade para "engendrar" namoricos, responde prontamente que sim. Afinal, tratava-se de uma oportunidade rara de convivência um pouco mais prolongada entre rapazes e raparigas. Por todos os cantos se viam "a conversar", diz a D. Guilhermina.
Os preparativos para a romaria começavam a ser providenciados com uma semana de antecedência.
 O tempo, depois da missa e da procissão, que já há muitos anos segue por um arruamento aberto exclusivamente para o efeito, era passado a dançar e a cantar quadras, algumas delas feitas para a ocasião, mas que a D. Guilhermina já não consegue repetir na íntegra. Os homens jogavam "ao ferro", lembra, e havia ainda animação musical. Bandas, diz, chegavam a ser "três ou quatro". À noite, ninguém dormia, a não ser as crianças, que acabavam por não resistir ao cansaço e eram então deitadas em mantas, ao relento.(Continua nos comentários)