segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ÚLTIMA PUBLICAÇÃO


Comunicado
Há precisamente  26 meses e 3 dias  que iniciámos este projecto.
O modelo (matriz) do blogue esgotou. Necessita de ser repensado em todos os seus parâmetros , e,  portanto, chegou o momento de parar. Se regressar, será com um melhor aproveitamento das novas tecnologias que surgiram durante a vivência do blogue e apostando mais em dossiers temáticos, vídeos e recuperação de publicações antigas colocadas em PDF, como ultimamente já íamos fazendo em regime de experiência.
Alguns números : 66 países, 18 distritos e as duas regiões autónomas com leitores.
Criámos, como apoio, uma página no facebook que tem 3634 inscrições (amigos).
Publicámos, segundo os registos estatísticos do Blogger, 2870 posts (mensagens), 9194 comentários recebidos e um histórico total de visualizações de páginas de 530475 .
Criámos um álbum com 399  fotografias na nossa página do facebook, com 90 comentários e 157 partilhas e a aprovação (Gosto) de 591 pessoas, mais de 200 partilhas em algumas fotos e centenas de comentários.
Agradecemos a todos os colaboradores, assim como a todos os leitores que, desde a primeira hora, acompanharam o nosso blogue.
O editor
Leonel Brito

domingo, 23 de setembro de 2012

António Rodrigues Marques - (Miranda do Douro c.1637 – Londres – 1688)

António J. Andrade
Maria F. Guimarães

Chamava-se Francisco Rodrigues, mas era conhecido pela alcunha de marquês, certamente por ser filho de Marquesa Rodrigues. Nasceu em Miranda do Douro e aí casou com Maria Lopes e nesta cidade, na rua da Costanilha, residiram e tiveram dois filhos machos. O mais novo, nascido por 1637, recebeu o nome de António Rodrigues Marques.
Francisco Rodrigues que, entretanto rumara a Lisboa onde abrira uma loja comercial, faleceu pouco tempo depois. Não sabemos se, nessa ocasião, Maria Lopes e os dois filhos ainda estavam em Miranda do Douro ou residiam em Lisboa. Como quer que fosse, a partir dessa altura, os órfãos ficaram sob a protecção de António Rodrigues Mogadouro, irmão do falecido, cujos negócios prosperavam. Sobre Maria Lopes deixamos de ter notícias. Acreditamos, porém, que tivesse emigrado, tal como seu irmão Jorge Henriques que foi para Livorno, Itália. Encontrá-la-emos mais tarde em Londres.
Porta da Costanilha (1949)
Chegados os anos da juventude e da entrada na vida activa, António foi pelo tio enviado para a cidade da Baía, no Brasil, como agente comercial da firma. E com ele foi também o primo Francisco Rodrigues Mogadouro que, anos mais tarde, no tribunal da inquisição de Lisboa, haveria de confessar:

A MINHA HOMENAGEM AOS “VELHOS” PROFESSORES PRIMÁRIOS,por António Pimenta de Castro

Peredo dos Castelhanos -1974
Dentro de dias vai começar mais um ano lectivo. Para trás ficou mais um merecido mês de Agosto em que o descanso e o convívio com os amigos, nos reconfortou de mais um ano de trabalho. Foi o tempo de falarmos das nossas profissões e, sobretudo, das nossas preocupações com o futuro. E assim foi…
Sou do tempo em que o professor primário (sobretudo a professora, pois estas eram em maior número) era, a par do padre, das pessoas mais consideradas na aldeia, na vila, ou mesmo na cidade. E isto devia-se a muitas razões: à nobreza da sua profissão; ao prestígio da sua posição social no meio em que se inseriam; ao trabalho e carinho que davam aos seus alunos, mas sobretudo à dedicação, ao trabalho e empenho que punham no ensino (às vezes com algum rigor a mais…). Os alunos saíam da escola “primária” a saber. Ainda hoje, quase todos os dias, encontro pessoas com a quarta classe antiga a orgulharem-se de saberem mais (apesar de só terem estudado na sua meninice), do que os seus netos, que andam no ensino básico e mesmo alguns que andam no secundário…( estou a falar, por exemplo do cálculo matemático e da História e Geografia de Portugal). Evidentemente que isto não é culpa dos professores (se calhar os professores são os que menos culpa têm)…mas adiante, que este assunto daria para mangas e o tema do meu artigo de hoje é homenagear o “velho” professor primário e não a crítica ao actual ensino…lá iremos um dia destes…

NORDESTE TRANSMONTANO - JÁ CHOVE!

Serra de Bornes.A.F.F.M.

sábado, 22 de setembro de 2012

FESTIVAL TEMPO D'ALDEIA

Festival Tempo de Aldeia - 26 a 30 de Setembro de 2012 | São Pedro de Rio Seco, Almeida
12.09.2012
É um festival que quer apresentar a aldeia de S. Pedro a quem quer conhecer e envolver-se mais com a aldeia. Os intervenientes serão convidados a partilhar os seus próprios temas de domínio sob a forma de workshops ou palestras, desenvolvendo a interacção humana, aprendizagem informal, partilha de diferentes saberes, sabores e experiências de vida.

Pretende-se criar um maior contacto com a realidade do concelho de Almeida, os seus espaços naturais e as suas gentes.
Muitos convidados vão conversar sobre ambiente, sustentabilidade, novas visões para a agricultura em Portugal, novas soluções para o problema da desertificação do interior e muitas ideias de empreendorismo serão discutidas e propostas aos jovens e graúdos do Concelho de Almeida.
Nas adegas vai-se provar o vinho de São Pedro com muito convivío e bons petiscos para toda a gente.
A Rota do Contrabando será uma aventura por antigos caminhos de Portugal a Espanha, na companhia dos nossos fiéis companheiros, os burros.
As pessoas da aldeia ensinarão as suas artes e ofícios – como fazer queijo, rendas, tricot, crochê, licores caseiros ou sabonetes naturais, como empalhar cadeiras ou como fazer pão de páscoa. Abrirão as suas adegas, partilharão os seus saberes, as suas qualidades como cozinheiros, as suas criações, de artesanato e comestíveis.
Muitos passeios e caminhadas, observação de aves, tractor safari, exposições de pintura, sessões de cinema, contadores de histórias, torneio de sueca, encontro de músicos e de artistas, será um espaço para o convívio, criação e boa disposição.
O festival é organizado pela Comissão de Festas Tempo d’Aldeia, com o apoio da Junta de Freguesia de São Pedro de Rio seco, da Câmara Municipal de Almeida e Associação Rio Vivo, entre outros.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Rio Sabor - 20 de Setembro de 2012

Rio Sabor na Foz, 20/09/2012.
Fotografia enviada por João Luís Gomes Braga

´CONTOS TEMPERADOS.... de Júlia Barros Ribeiro ( Biló)

INFOMAÇÃO:
1. Na próxima Sexta-feira, dia 28, será apresentado o livro de Júlia Barros Ribeiro ( Biló ) em Moncorvo.
A apresentação terá lugar no salão polivalente da Escola Secundária Dr Ramiro Salgado, às 15 horas.
A sessão será presidida pelo Director do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo, Dr. Alberto Areosa e pela Coordenadora do Departamento de Línguas , Dra. Teresa Leonardo.
A apresentação do livro
"CONTOS TEMPERADOS com
uma pitada de ironia
uma gota de inocência
um cheirinho de veneno"
está a cargo do Dr. Rogério Rodrigues, também ele escritor e poeta moncorvense.
2. Ainda no dia 28, palas 20 h , no restaurante "Taberna do Carró" e tendo como ponto de partida os "CONTOS TEMPERADOS" , haverá uma Tertúlia Literária à antiga , em que os presentes mostrarão os seus dotes de contadores de "estórias".
Obviamente, tudo isso acompanhado pelos bem temperados petiscos da Dona Dina.
(Inscreva-se: lugares limitados).
 
3. No dia 29, Sábado, o livro de Júlia Ribeiro (Biló) e o de A. Júlio Andrade "CARÇÃO, CAPITAL do MARRANISMO" serão também apresentados na Livraria POÉTICA , em Macedo de Cavaleiros, pelas 15 horas.
Agradece-se a sua presença.

ADEGANHA -CORES DO OUTONO


ALMA DE FERRO - A FARSA DE INÊS PEREIRA


Alma De Ferro Grupo apresenta: Camané, Daniela Serra Cardoso, Esperança Moreno, Paulo Medeiros, Mizé Bé, Américo, Luis Pires, João Almeida, Maria Lemos Lopes, Nando Barreto, Manuela Costa, Beto, Zé, Luis Teixeira (cartaz), Lia (cenário) — em Torre de Moncorvo 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Avenida das Mamudas,por Júlia Ribeiro



SAFO/SOFA
Há pouco, num círculo de amigas e por se falar de escultura, lembrei-me  da minha entrada na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Outubro de 1956. Era tudo muito grande,  tudo muito novo. A Wikipédia informa-nos que  “A nova Faculdade de Letras, construída em 1945-1951, e respectiva envolvente escultórica constituem uma das expressões mais acabadas da arte de cunho totalitário do Estado Novo” .
As estátuas eram de facto desmesuradamente grandes. Soube depois que representavam (da esquerda para a direita) a Eloquência, a Filosofia, a História e a Poesia. 
Ainda andavam trabalhadores a acabar a montagem das estátuas, pois estas vinham em bocados numerados em caixotes.  À primeira vista a tarefa não era difícil. Quanto aos pedestais, não havia problema, porque eram todos iguais. Era apenas necessário  colocar neles  os nomes.  Para tal,  havia que encaixar os cubos de granito com as respectivas letras.  Tudo facílimo. Só que a POESIA era representada pela poetisa  grega  SAFO .  Os trabalhadores olharam para o nome, olharam para a estátua ... 
MAMUDAS
“O quê? Com umas mamas tão grandes, os engenheiros enganaram-se na ordem das letras” .  E corrigiram, pois claro:  SOFA .
Havia quem fosse de propósito ver e fotografar a SOFA. Até acorreram mais turistas.  Mais tarde o erro foi corrigido...
E termino dizendo-vos que aquele largo entre a Faculdade de Letras e a Biblioteca Geral  (que dá acesso à Via Latina)  passou a chamar-se Avenida das Mamudas,  pois havia  (e há)  várias estátuas aprumadas, hieráticas, sem expressão, sem vida,  mas com enormes seios nus.

 Julia Ribeiro , 06.09.2012

PORT WINE,de Joaquim Namorado



Port-Wine, de Joaquim Namorado, in Operário em Construção, Voz de Mário Viegas, Música Original de Luís Cilia, som de Moreno Pinto, Design Gráfico do João Massapina, fotografia de Luís Carvalho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Oração ao pão


Com quantos grãos de trigo um pão se fez?
Dez mil talvez?
Dez mil almas, dez mil calvários e agonias,
Todos os dias,
Para insuflar alentos n'alma impura
Duma só criatura!
Homem, levanta a Deus o coração,
Ao ver o pão.
Ei-lo em cima da mesa do teu lar;
Olha a mesa: um altar!
Ei-lo, o vigor dos braços teus,
O pão de Deus!
Ei-lo, o sangue e a alegria,
Que teu peito robora e teu crânio alumia!
Ei-lo a fraternidade,
Ei-lo, a piedade,
Ei-lo, a humildade,
Ei-lo a concórdia, a bem-aventurança,
A paz em Deus, tranquila e mansa!
Comer é comungar. Ajoelha, orando,
Em frente desse pão, ou duro ou brando.
Antes que o mordas, tigre carniceiro,
Ergue-o na luz, beija-o primeiro!
Depois devora! O pão é corpo e alma
Em corpo e alma
O comerás,
Tigre voraz.
São dez milalmas brancas, cor de Lua,
Transmigrando divinas para a tua

Abílio Manuel Guerra Junqueiro
VER:
http://www.dailymotion.com/video/xl0o05_guerra-junqueiro_creation
http://www.youtube.com/watch?v=3HmLLJFiE1E&feature=plcp

terça-feira, 4 de setembro de 2012

QUEM MATOU O MANUEL, por Telmo Ferraz


      IN O LODO E AS ESTRELAS. Edição da Casa do Gaiato.
      VER:
              http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2012/09/padre-jose-telmo-ferraz.html

O Vinho

O vinho é que promove a lúcida evasão
Nós apenas seguimos o seu rasto
frágil. entrançado e perdendo-se
(perdendo-mos)na bruma: a redenção.
Se alguém fala então, e o que diz -
não ouvimos: os ouvidos ocupados
em sumir do rumor os mal unidos
elementos, a voz rouca. infiltrada.
A demora fabricando-se por seus
próprios meios, a fim de que o temido
regresso nunca, nunca acontecesse.
Mas sobrevérn a manhã: fantasma nu,
faz de nós estes vultos taciturnos
em rigoroso retorno do país.



In "Aqui e Agora Assumir o Nordeste" (Antologia) de A.M.Pires Cabral .Âncora Editora 
Ver:
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2011/09/ampires-cabral-escaparate-xxxix.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.pt/2010/12/m-pires-cabral-torre-de-moncorvo.html

domingo, 2 de setembro de 2012

Rede de emergência médica reestruturada na região


A partir do dia 1 de Outubro entra em funcionamento a reestruturação da rede de emergência médica na região.Além da saída do helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros, fecha também a ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV), estacionada no centro de saúde Miranda do Douro. Em compensação abre em Macedo de Cavaleiros uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV).O mesmo vai acontecer em Mogadouro.Para mais tarde fica o encerramento da SBV de Torre de Moncorvo e simultânea abertura de uma SIV em Vila Nova de Foz Côa.
Esta reestruturação, que já sido avançada pela Brigantia, foi dada hoje a conhecer pelo delegado regional do Norte do INEM ao presidente da câmara de Torre de Moncorvo que vai perder mais um serviço no seu concelho.Aires Ferreira é cauteloso nas reacções.“Ainda não discutimos o assunto em reunião de câmara e por isso, antes de reagir, preferia debater o assunto com os membros do executivo”, afirma o autarca, salientando que o meio “é importante mas temos alternativa porque há um Posto de Emergência Médica nos bombeiros”.Hoje foi também entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela uma providência cautelar apresentada pelos 12 autarcas do distrito para tentar travar a saída do helicóptero do INEM.O autarca de Moncorvo, que lidera a contestação, considera que a colocação deste meio em Vila Real pode pôr em causa o socorro à população transmontana.“
A região Norte é muito grande em área pois vai desde Valença do Minho até Freixo de Espada à Cinta e haver apenas uma unidade aérea para socorro médico parece-nos claramente insuficiente”, afirma Aires Ferreira. Neste acto de entrega da providência cautelar estiveram presentes representantes de todas as autarquias do distrito, à excepção de Miranda do Douro por motivos de agenda.

Fonte: Rádio Brigantia

VALPAÇOS -II JORNADAS...


Alfândega lidera movimento empreendedor no norte do país


O concelho de Alfândega da Fé está nos lugares cimeiros na lista de criação de novos negócios, só sendo mesmo suplantado pelo do Porto. O dinamismo gerado com a criação do Gabinete de Apoio ao Empreendedor no Município e pelo próprio Prémio EDP Empreendedor Sustentável pode explicar este 2º lugar. Os dados são conhecidos numa altura em que se encontram abertas as inscrições para a terceira edição do Prémio EDP Empreendedor Sustentável.
As inscrições já estão a decorrer e podem ser efetuadas na Câmara Municipal de Alfândega da Fé, junto do Gabinete de Apoio ao Empreendedor. Esta iniciativa assume-se como um incentivo ao surgimento de novos projetos e empresas nas áreas abrangidas pelas Barragens do Sabor e Tua. Uma forma de estimular o empreendedorismo contribuindo para a dinamização da economia local, que se traduz num conjunto de serviços de consultadoria prestados aos empreendedores desde o momento da inscrição até ao da instalação da empresa. A atribuição do prémio monetário é o culminar de todo este processo.
O que é facto é que com a concretização dos modelos/empresas apoiadas na segunda edição deste prémio, Alfândega da Fé alcançou um acréscimo de capacidade empreendedora de 150%. Se se atender que o índice de empreendedorismo relaciona a criação anual de empresas com a população ativa de um concelho, conclui-se facilmente que Alfândega da Fé, com 2.2% da sua população ativa a empreender, é um dos concelhos lideres do movimento empreendedor.
Em dois anos de funcionamento o Gabinete de Empreendedorismo da Câmara Municipal de Alfândega da Fé conta com cerca de centena e meia de empreendedores inscritos. Pessoas interessadas em criar o próprio emprego e que encontram neste serviço o acompanhamento e informações necessárias para o sucesso do seu negócio. Daí que seja também este Gabinete a mediar o processo de relativo ao Prémio EDP Empreendedor Sustentável.

 

Pequenas Memórias “ As bebidas alcoólicas fazem mal à saúde”(VII), por Júlia Barros Ribeiro “

“Grande é a poesia, a bondade e as danças ... Mas o melhor do mundo são as crianças “

Fernando Pessoa
Aí por volta de 1970 , os professores do Ensino Primário começaram a movimentar-se , considerando que os programas deviam centrar-se no aluno, as unidades didácticas deviam progredir de acordo com centros de interesse da criamça e os professores deviam trabalhar com os alunos visando atingir determinados objectivos.
Em 1972 , estava o meu filho na 2ª classe , tinha uma professora excelente que aderira a esses três princípios. Assim sendo, para que o aluno desenvolvesse um tema escrevendo duas ou três frases, não se limitava a dar um título como “A Primavera” ou “A vaca”, como se fazia no meu tempo. As professoras davam uma pequena frase introdutória, como a que serve de título a esta esrorinha. No fim, as crianças tiravam uma conclusão.
Ora, os garotitos da 2ª classe viram-se perante esta afirmação e lá escreveram o que seria correcto dizer sobre o assunto.
O meu filho pôs-se a pensar (o mal era quando ele se punha a pensar) e escreveu:
“As bebidas alcoólicas não fazem mal à saúde, porque o meu pai e o meu avô bebem vinho ao almoço e ao jantar e nunca estiveram doentes. A minha mãe também bebe vinho e até gosta de “wiski”, mas diz que não bebe, porque é muito caro. A minha mãe também está muito bem de saúde. As minhas duas avós, que só bebem água, são as únicas que são doentes. Conclusão: as bebidas alcoólicas não fazem mal à saúde.”
Nós, a família, tivémos a sorte de a professora nos conhecer bem. Se fosse hoje, se calhar teríamos psicólogos à perna, porque o coitadinho do menino vivia numa família de alcoólicos. Precisaria de apoio psicológico, a família de bêbados também ... etc. etc. Modernices.

Leiria, 2011-08-28
Júlia Ribeiro

DOURO VINHATEIRO

In "Douro Ilustrado"de Visconde de Vila Maior 

sábado, 1 de setembro de 2012

CASAS DO BENFICA -Carviçais Aldeia global

MÍSTICA-a revista oficial do Benfica (nº20)
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TORRE DE MONCORVO - O LOUCO DA VIDE


Na fotografia (aquando do serviço militar),José M.Remondes e os versos da sua autoria.

 

Padre José Telmo Ferraz

Nasceu em 25 de Novembro de 1925, na freguesia de Bruçó, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança. Depois da instrução primária, na sua terra natal, ingressou no Seminário de Vinhais, passando em seguida para o Seminário Maior de Bragança, onde veio a ser ordenado sacerdote em Julho de 1951. Colocado como pároco, logo a seguir, na freguesia de Genízio, concelho de Miranda do Douro. passou, dois anos depois, para as paróquias de Vila Chã da Graciosa e Picote no mesmo concelho facto que viria a marcar toda a sua vida de sacerdote. Naquela altura, começava a ser construída a Barragem de Picote no Rio Douro. Vindos de vários pontos do país, chegavam lá homens carenciados e desprotegidos à procura de trabalho, sem família, sem dinheiro, sem abrigo e sem roupa, cansados duma longa viagem. A todos recebeu o P. Telmo, com caridade cristã, procurando arranjarlhes trabalho por intermédio dos engenheiros da barragem com quem mantinha boas relações de amizade e confiança. Para livrar aquela gente do frio e da noite, aconselhou os a construírem barracas, ajudando se uns aos outros. Tal foi o entusiasmo que dentro de pouco tempo fizeram casinhas e casinhas e muitos mandaram ir as famílias para junto deles. Estava descoberta a grande vocação social deste homem de Deus. Em 1956, começou a construção da Barragem de Miranda do Douro e o P. Telmo acompanhou também o início desses trabalhos, pondo igualmente o seu esforço e o seu carinho ao serviço dos mais desprotegidos. Data desta altura. o seu livro de poemas O Lodo e as Estrelas que mais não é que a expressão das emoções que lhe despertavam na sua alma sensível aos problemas daquela gente. Apaixonado pela construção de barragens e pelos problemas sociais e humanos que desencadeavam, partiu, em 1959, para a Angola. acompanhando a construção da Barragem de Cambambe, no rio Cuanza. Terminada esta obra, regressou a Portugal pelo Natal de 1962, pedindo então ao seu Bispo licença para ingressar na Obra do Padre Américo ou Obra da Rua que, como todos sabem. se dedica a trabalhar com meninos com graves problemas familiares e sociais. Em 1963, esta obra estabelecia se em Angola (Malange e Benguela), e o Padre Telmo foi designado responsável da Casa do Gaiato de Malange que ele construiu de raiz numa fazenda a cerca de 10 quilómetros da cidade, junto à estrada que liga Malange a Luanda. Ali trabalhou, com todo o entusiasmo, até 1975, mesmo para além da Independência de Anáola. Nesta altura, a Casa do Gaiato de Malange era já uma aldeia com várias residências, muito airosas, uma lindíssima capela, um amplo refeitório, oficinas de vário tipo, vacaria, pocilga e todo o instrumental duma forte casa agrícola. Praticando a pedagogia da porta aberta, que fora timbre do P. Américo, o P. Teimo. tinha sempre patente a Casa do Gaiato, onde a população de Malange ocorria sobretudo aos Domingos a deleitar se à sombra das árvores ou mesmo a dar belos passeios de barco na lagoa que ele lá tinha escavado. Tudo lhe foi tirado, vendo se o P. Telmo obrigado a instalar se numa fazenda próxima, na sanzala de Carianga, com os rapazes maiores de 18 anos cujo o encargo o estado já não assumia. Em 1980 foi o P. Teimo eleito principal responsável pela Obra do P. Américo, sendo, por isso, obrigado a regressar a Portugal em 1981, passando a trabalhar na Casa do Gaiato de Paço de Sousa. Com a viragem política, após a queda do Muro de Berlim, a Obra da Rua foi de novo convidada a regressar a Angola, sendo lhe então restituídas as antigas casas de Malange e Benguela. Voltou o P. Telmo a dirigir a Casa de Malange, que encontrou praticamente destruída, e que, por isso, teve de reconstruir com tanto ou mais trabalho que da primeira vez. Com altos e baixos, ao sabor da guerra, a Casa do Gaiato de Malange foi de novo reactivada, albergando hoje quase duas centenas de rapazes, a quem o P. Telmo, não obstante a avançada idade, continua a dedicar se com incansável esforço e total dedicação. Mesmo assim, ainda arranja tempo para socorrer àsua volta uma multidão de desgraçados a quem a guerra deixou sem pão e as minas mutilaram cruelmente.
Publicou o livro de poemas O Lodo e as Estrelas, em 1960, em edição do Autor, que veio a ser retirado da circulação pela censura do antigo regime. A 2.a edição foi publicada pela editorial da Casa do Gaiato, em 1975. Para além deste livro, o P. Telmo tem nos dado outros mimos da sua alma de poeta, no jornal O Gaiato onde colabora com assiduidade, com páginas de rara beleza e fina sensibilidade.
Isaque Barreira
In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas,

TORRE DE MONCORVO - 1974/2011













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TORRE DE MONCORVO -CAPELA da Nª SENHORA. da CONCEIÇÃO

 












A capela, erigida no século XVII (1651 ) fica nas faldas da do Reboredo, no caminho que dá acesso ao interior da mata. É de pequena dimensão e acede-se a ela através de umas escadas em granito.
A fachada tem uma torre sineira ao centro e a porta é emoldurada, também, em granito. O seu interior é simples, com um altar pintado de branco e dourado que ostenta a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
A frente da capela existe um pequeno adro de onde se tem uma vista privilegiada sobre Torre de Moncorvo.

 "Torre de Moncorvo- património artístico e religioso", por Luís Lopes, in Revista Campos Monteiro nº 3
Fotografias de Jorge Delfim