quinta-feira, 31 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - INVERNO

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Fotografia do Camané.
Castanheiro, na estrada 221, no cruzamento das Centeeiras.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pereira em flor

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A flor da amendoeira já se foi, mas há outras que não lhe ficam atrás e aqui está um bom exemplo, esta linda flor da pereira.

Fotografias: imagens captadas em Torre de Moncorvo

TORRE DE MONCORVO (1951)


segunda-feira, 28 de março de 2011

Linha do Sabor - Ponte do Pocinho

A Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho é uma infro-estrutura rodo-ferroviária da  Linha do Sabor, sobre o Rio Douro, que liga o Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Côa) ao concelho de Torre de Moncorvo. A ponte do Pocinho encontra-se fora de serviço há 22 anos, tendo comemorado a sua inauguração centenária em 4 de Julho de 2009. Esta ponte conta assim com dois tabuleiros sobrepostos; enquanto um dos tabuleiros servia de  ligação rodoviária para a circulação de automóveis, o outro tabuleiro superior (com aproximadamente 262 m de comprimento e 8 de largura) servia de caminho-de-ferro entre o Pocinho e Duas Igrejas. Está assente sobre quatro pilares de pedra, formando 3 vãos de 54 m no centro e 2 de 45 m na periferia. A Linha do Sabor encerrou em 1 de Agosto de 1988. Em 2009, as autarquias de Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa solicitaram ao Ministério da Cultura que esta ponte fosse classificada como património, devido à sua importância como parte do futuro projecto da Ecopista do Sabor.Parte da Linha do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, foi aproveitada com a construção de uma ecopista que serve tanto para a marcha a pé como para ciclovia, sendo a primeira a  ser realizada em Trás-Os-Montes, podendo vir a  estender-se até ao Pocinho.
Mas porquê ter-se deixado acabar com esta linha?! Por que não se ter mantido a linha, com os comboios a circular do Pocinho até Duas Igrejas?
Pouca-terra, pouca-terra, lá vai o comboio a subir a serra...

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Fernando Assis Pacheco


O jovem Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco, avesso a tudo quanto cheirasse a cânones,  normas ou regras, não quis poesias de ninguém na folha do Livro de Curso que lhe era destinada. ( E tinha razão o poeta Fernando Assis : essas espécies de poesia, que faziam as nossas delícias, eram chochas de todo ). O Fernando era um dos espíritos mais livres que conheci. Aceitou uma caricatura de traços tão simples, que o amigo Lopes acaba por declarar : ”Certifico para os devidos efeitos que este é o Assis Pacheco”.  


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O belíssimo poema com que abriu a “plaquette” (pouco mais do que um folheto) do nosso carro na Queima de 1959,  é do Assis,  já então um poeta maior.  Após muito instado, escreveu as duas estrofes presentes que, nem por nada, quis assinar. Ainda me comovo quando hoje as leio .  Deve ter sido um dos seus primeiros, senão o primeiro poema do Fernando que saiu numa
pequena publicação da Tip. Progresso de Coimbra, em 15-5-1959 - 3.000 exs.   Guardo dois, juntamente com as fotografias e a memória desse dia de júbilo e
glória . 
Júlia Barros
                                                                                                                                                              

TORRE DE MONCORVO - GDM (1976)

Fotografia da equipa de iniciados, campeões distritais, no ano de 1976. Participaram no Nacional de Iniciados na mesma época, defrontando grandes clubes. Em cima: Luís Alves, Hipólito, Tó Durão, Zé Barros, Fizé, Luís Ricardo, Diomar, Parreira e Teixeira (treinador).
Em baixo: Varela, João Marrana, Manuel Patrício, Pinto Pereira e Vítor Moreira.
Penso que tenha sido esta a origem de o glorioso GDM iniciar o enormíssimo trabalho de Formação de Jovens que hoje se desenvolve em Torre de Moncorvo.
Rui Hipólito

Júlia Barros e Assis Pacheco - Dois amigos de Moncorvo

Júlia e Assis
Cheguei a Coimbra em Outubro de 1956 para cursar Filologia Germânica, pois o meu pai achava que era um curso de futuro e era bonito uma senhora falar bem tantas línguas... Mas, dado que Coimbra era então considerada um antro de perdição e todo o cuidado era pouco, pôs-me num lar de freiras, na Rua da Matemática.

A verdade é que, para mim, que vinha lá das berças, a Universidade e até o ambiente do Lar (onde, entre estudiosas da sebenta, havia raparigas muito esclarecidas), era um mundo outro. Tive a sorte de ter três ou quatro professores muito, mas muito para lá do comum dos professores da universidade de então. Repare-se: no 1º ano tive em Filosofia Moderna o grande Joaquim de Carvalho. Foi o último ano em que deu aulas, pois estava quase cego; em História Moderna e História de Portugal, foi meu professor Damião Peres;em Grego, a Professora Rocha Pereira; e em Literatuas Inglesa e Alemã (principalmente poesia de Shakespeare, Goethe, Hölderlin e Rilke), o ilustre transmontano Paulo Quintela.
Paulo Quintela ia metendo umas biscas de política sempre que lhe era possível, e comecei a aperceber-me que no mundo não havia só a sebenta. Havia outros livros bem mais importantes. Não havia só a nossa terrinha e os nossos pais sacrificando-se a trabalhar para nos dar um curso. Havia homens e mulheres que lutavam pela liberdade de reunião e de expressão, aqui e noutras terras. Havia povos que queriam libertar-se, havia a guerra colonial.
Tive um colega que se destacou dos outros: o Fernando Assis Pacheco. Um dia ou dois antes das frequências batia-me à porta “para fazer revisões” . Para ele era a primeira vez que olhava para a matéria. E chegava. Não era aluno exemplar, pois nunca deu importância à nota . Mas tinha uma cultura superior à de nós todos, e posso dizer que aprendi muito com ele. Foi um bom amigo. Pela sua mão entrei no CITAC ( Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra) .
Na Queima das Fitas de 1959 , o nosso carro de “Novos Fitados”, por feliz ideia do Fernando Assis Pacheco , foi buscar inspiração a um poema de James Thompson: “O Castelo da Indolência” . Era na garagem da casa dele que o decorávamos, tentando fazer da camioneta um castelo , e lhe pregávamos flores de papel azul escuro . Só o acabámos de um lado. Obtivemos o 1º prémio pois, face ao título, o Júri achou que a ideia e a execução estavam excelentes. E à noite fizemos um lauto jantar(ver fotos).
Carro de Germânicas .Queima das fitas de1959
Também pela mão do Fernando fui, pela 1ª vez, a uma Assembleia Magna, ainda a Associação Académica era no Palácio dos Grilos, e a reunião teve lugar num amplo pátio traseiro, ao ar livre. Debatia-se o conteúdo da “Carta a uma Jovem Portuguesa”, de Artur Marinho de Campos, que saíra na “Via Latina” em Abril de 1961. O Fernando apontava-me os pides que por lá se encontravam, encostados às paredes. O assunto não se esgotou. Nova Assembleia Magna ficou marcada para daí a duas ou três semanas. Falou um estudante que eu nunca tinha visto. Gostei de o ouvir e perguntei quem era. “É o Guarda Ribeiro”, alguém respondeu . (Mal suspeitava eu que havia de ser o meu marido ). No final, quando íamos sair , encontrámos as portas fechadas. A pide tínha-nos trancado lá dentro e só deixava sair quem se identificasse. Recusámos. Éramos cerca de uma centena, mas só umas 10 raparigas. Os nossos colegas começaram a juntar-se cá fora: iam dar-nos força e levar-nos sandes ; içávamos os sacos da comida por meio de cordéis. Ao 2º dia cortaram a luz. Os colegas levaram-nos também velas. Ao 3º dia cortaram a água e o telefone. Foi muito mau: havia raparigas que entraram em pânico. Claro que tínhamos medo de represálias, até porque os exames estavam à porta. E nem queríamos pensar no desgosto dos nossos pais. O Guarda Ribeiro, o Bingre do Amaral, o Assis Pacheco e mais dois ou três, de que já não recordo os nomes, propuseram que se negociasse com a pide: todos os rapazes se identificariam, se as raparigas pudessem sair de imediato sem serem identificadas. E acabou por ser assim.
 Estávamos em Maio/Junho de 1961,  no ano anterior ganhara  a lista dos estudantes das Repúblicas para a Direcção da Associação Académica. Cabeça da lista: o Carlos Candal ( o menino querido das meninas das Letras). Por trás dele (e a empurrá-lo) , outros estudantes que não podiam aparecer às claras.
As freiras puseram-me no olho da rua...
E por aqui me fico, que a conversa já vai longa .

Júlia Ribeiro

quinta-feira, 24 de março de 2011

Moncorvo - Panorâmica

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1ª Prova de BTT em Carviçais - Rota da Cigadonha

No dia 19 de Junho de 2011, vai-se realizar em Carviçais a 1.ª Prova de BTT - Rota da Cigadonha.
O evento vai ser levado a cabo pelos 3 Duques BTT Team em parceria com a Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Carviçais. Serão   cerca de 35 km com um total de altimetria de 900 metros e paisagens deslumbrantes.
Os interessados poderão realizar as inscrições enviando-as para: rotacigadonha@acdr.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .
* Nome Completo;
* N.º BI/Cartão Cidadão;
* N.º Contribuínte;
* Morada.
As inscrições têm um preço de 10 € s/almoço e 15,00 € c/almoço (porco no espeto, entre outras especialidades regionais).
Os valores incluem também seguro, abastecimentos e alojamento em sacos-cama e colchão, na sede da ACDR e em outros locais a definir, com chuveiros.O alojamento é limitado ao espaço disponível.
http://www.acdr.pt/

quarta-feira, 23 de março de 2011

A flor deu lugar ao fruto

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Foi-se a flor, ficou o fruto: a amêndoa. É este agora o cenário dos amendoais por terras de Torre de Moncorvo.

Fotografia: Amendoeira já com amêndoa, junto à Ermida de Nossa Senhora da Esperança em Torre de Moncorvo.

,”(Re)Cantos d’Amar Morto”, de Pedro Castelhano (Rogério Rodrigues)

Teve lugar,no passado dia 19/03/2011, na Biblioteca Municipal,a apresentação,pelo Dr.Amadeu Ferreira, do livro de poemas de Pedro Castelhano,pseudónimo de Rogério Rodrigues,”(Re)Cantos d’Amar Morto”.Motivadas pela qualidade dos intervenientes,as pessoas vindas de várias partes do país encheram por completo a sala do auditório da Biblioteca.

Porque o acontecimento suscitou tanta curiosidade e interesse,transcrevemos na íntegra o texto de apresentação do dr.Amadeu Ferreira,assim como o do autor da obra.
 O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

1.Rogério Rodrigues fez-nos esperar quarenta anos até nos dar o segundo livro de poemas [Livro de Visitas, aos 23 anos]. Omito aqui os seus vastos pergaminhos literários, onde também se inclui a ficção [A outra Face da Morte, novela]. Fique nota, no entanto, de que são raros os jornalistas a seguir este caminho, onde avulta Fernando Assis Pacheco. Porém, este é o primeiro livro de poemas de Pedro Castelhano. Agora que, de algum modo, já não tem Peredo dos Castelhanos, Rogério Rodrigues transporta-o, com pouco disfarce, agarrado ao nome. E desde logo, por aí, ficamos situados e o terreno marcado.
António Baptista Lopes e a Âncora iniciam com este volume uma colecção de poesia. Exige-se alguma coragem para tal pois os poetas, quase todos, são gente que é perigoso frequentar. Estou certo que terá sucesso, pois não poderia ter começado da melhor maneira a Colecção Universos, com este poemário do seu director. A grafia é cuidada, a capa de um amarelo que talvez nos queira ofuscar para lá do conteúdo, porém sóbria e com pormenores muito agradáveis.
Para mim é uma honra estar aqui a apresentar este livro feito por amigos, mas sobretudo porque é um livro de poesia, em Moncorvo. Há dias escrevia no meu blogue, onde tenho traduzido para mirandês alguns poemas de Pedro Castelhano, que me pareceu mais alta a Serra de Reboredo, e o problema não eram os meus olhos. Agora acrescento que, nestes tempos de tanta dificuldade e incerteza e com assomos apocalípticos, o mundo não está completamente perdido enquanto a poesia morar entre nós.


O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (23/03)

23.03.1870 – Eleição do procurador de Moncorvo à Junta geral de Distrito – Eleito João José Dias Gallas com 9 votos contra 1 de João António Monteiro.

23.03.1876 – Uma das fontes envenenadas na Lousa pertencia a Francisco António de Almeida, começando a circular rumores de ele a envenenara porque queria vender cada cântaro de água a 5 réis, ou então proibir as pessoas de entrar dentro da propriedade onde a fonte estava. Quando soube que o regedor fora encarregado pelo administrador do concelho de tirar dali 2 garrafas de água para serem analisadas, ele fez os criados despejar a fonte.
António Júlio Andrade

terça-feira, 22 de março de 2011

GUERRA JUNQUEIRO - PARA A VIRGÍNIA...

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (22/03)

22.03.1786 – Adjudicadas obras de carpintaria na igreja do Divino Santo Cristo de Moncorvo no valor de 159$800 réis ao carpinteiro António de Morais.

22.03.1906 – Reintegração, por ordem do tribunal administrativo, dos funcionários da administração Fernando João de Campos, amanuense, António Joaquim de Campos Lapa e Francisco António Macedo, oficiais de diligências, que haviam sido suspensos, por questões de cor política, em 27 de Dezembro de 1904.
22.03.1912 – Foram assaltados os estabelecimentos comerciais de António Joaquim Lopes (furtaram 54 000 réis) e de Abílio António Sousa Campos, em Moncorvo.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - FELGUEIRAS (1954)


segunda-feira, 21 de março de 2011

Capela de Nossa Senhora da Esperança

Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança:
"Ermida rural em gótico tardio, de aparelho em alvenaria de xisto rebocado, sendo os cunhais em cantaria de granito. A fachada principal tem adossado um alpendre de planta quadrangular, suportado por uma parede no lado sul e por um pilar no lado norte. Sobre o portal de arco quebrado existe uma cruz pátea e, de cada um dos lados, uma pequena janela. A nave tem três contrafortes a norte. Sobre a empena da nave, ergue-se uma sineira, encimada por cruz.
Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança
No interior destaca-se o arco triunfal, de volta inteira, decorado com motivos em pérola, pintados de azul e florões pintados de vermelho e amarelo, pinturas do século XVI. Ladeiam-no dois altares de talha, tendo o do lado do Evangelho as imagens de São Francisco e de Nossa Senhora da Assunção, e o do lado da Epístola a imagem de Cristo na cruz e uma pequena tábua pintada com a cena da deposição de Cristo no sepulcro. Na capela-mor, o altar-mor, em talha, ostenta imagem de Nossa Senhora da Esperança. Na capela existe ainda uma imagem em madeira de uma Virgem com o menino. Os tectos da nave e da capela-mor são em abóbada abatida. Os pavimentos são em lajes de granito, existindo diversas inscrições tumulares fragmentadas."
Da Nossa Senhora da Esperança consegue-se ter uma visão sobre grande parte da vila de Torre de Moncorvo e do Vale da Vilariça, podendo-se ,por isso, também considerar um óptimo miradouro.

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MONCORVO -NUM MARASMO VERGONHOSO (1952)

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Jornal "ATorre" 1952

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (21/03)

21.03.1874 – A câmara encarregou o engº Sebastião Lopes de fazer um estudo de arranjo da Rua do Cano “uma das mais importantes desta vila pois é por ela que passa o aqueduto das águas potáveis e torna-se necessário estudar o meio de introduzir na mesma rua o cano condutor das águas pluviais”.
21.03.1791 – Reunião do juiz e homens do regimento da freguesia de Maçores “para efeito de se determinar um dia de caminho para se apanhar a pedra para a capela de S. Tomé e todos os que faltarem (…) pagariam 200 réis”. A capela então construída, da invocação de S. Tomé foi destruída para se fazer o cemitério da aldeia. O altar da mesma capela foi aproveitado e colocado na capela de Santa Cruz.
21.03.1876 – Ofício do administrador do concelho para o gov. civil: - “(…) Pelo comandante da força militar estacionada em Carviçais e por algumas pessoas das principais da povoação fiquei ciente do que se diz ali: logo que levantem os destacamentos há-de haver lutas entre os que foram obrigados a demolir as paredes e os que o não foram. A força militar não pode, a meu ver, estacionar por mais tempo ali pois está sobrecarregada quanto é possível a povoação e parece, por enquanto, não precisarem da coadjuvação dela a câmara ou a junta e nem uma nem outra corporação tem até hoje tratado de vir um acordo sobre a questão da propriedade, de forma que o povo, embora queira aforara, não sabe a quem…”
Moncorvo
Estas lutas aconteceram no seguimento da extinção do concelho de Mós e os populares se apoderaram de terrenos que eram do extinto concelho.
21.03.1896 – Criação de uma feira de gados no Felgar no dia 23 de cada mês e outra em Moncorvo no dia 25, transferindo-se a do dia 22.
António Júlio Andrade

domingo, 20 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (20/03)

Campos Monteiro
20.03.1912 – Ofício do delegado do procurador geral da república para o juiz de paz de Carviçais ordenando que prenda Martinho José, solteiro, jornaleiro e o envie preso para Moncorvo. “É conveniente que guardeis segredo disto e não descubrais nem ao vosso escrivão, nem ao vosso oficial de diligências, por ser provável que estes o avisem para fugir…”

20.03.1936 – Apresentação de um requerimento à câmara de Moncorvo por um grupo de pessoas, a maioria residentes no Porto, pedindo autorização para construir um monumento, cujo desenho envia, no passeio Alexandre Herculano, encimado por um busto de Campos Monteiro.

António Júlio Andrade

sábado, 19 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - DIREITO DE MENTIR

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in "Direito de Mentir"de João Miguel Fernandes Jorge

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (19/03)

19.03.1774Jerónimo Sarmento do Lago nomeado professor da Escola de Ler, Escrever e Contar criada em Moncorvo pela reforma pombalina do ensino. Em Abril seguinte seria nomeado João Martins Rodrigues para o lugar de professor de Gramática Latina… e outros o seriam para dar Gramática Portuguesa, Retórica, Filosofia… Como se vê já existia em Moncorvo ensino ao nível do que hoje dizemos de Secundário!
19.03.1832 – Criação de uma Guarda Urbana “composta de pessoas moradoras na mesma vila que são tidas e conhecidas e decididamente devotadas pela causa da Realeza, por amantes de el-Rei, Nosso senhor D. Miguel I” comandada por Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães para defesa da vila. O documento é assinado por muita gente e tem interesse para ver quem estava do lado dos Miguelistas. Tal como outros documentos produzidos em “revanche” mostram quem estava do lado dos Liberais.
António Júlio Andrade

MACEDO DE CAVALEIROS - ESCAPARATE ( X )

                                                  Resumo


O romance A Loba e o Rouxinol tem por cenário o mundo fechado de uma pequena vila trasmontana, nos anos 6o do século passado. A história é contada na primeira pessoa por um filho da personagem central, após a morte deste. Trata-se de um comerciante à moda antiga, hirto numa certa concepção de dignidade profissional e incapaz de se modernizar, o que leva a loja a uma progressiva decadência. Para além disso, desenvolveu um processo psicopático de identificação com a casa onde vivia com a família e da qual foi forçado a mudar-se.
Repercutem, nesta história e neste cenário, diversas referências fundamentais que fizeram a história dos anos 6o em Portugal, como a emigração, a guerra colonial, a ditadura e a consequente dialéctica situação/oposição, filtrado tudo pela visão conservadora e provinciana da vilória, que o narrador, que fez estudos universitários em Coimbra, em plena crise académica de 62, procura pôr a nu.
(Continua nos comentários)

sexta-feira, 18 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - TRAVESSA DAS AMOREIRAS (1977)











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Fotografias enviadas por Fernando Garcia.

Capela de Nossa Senhora da Teixeira (Sequeiros - Açoreira)












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A capela de Nossa Senhora da Teixeira, localiza-se em Sequeiros, freguesia da Açoreira. Uns metros, depois do cruzamento de Sequeiros  à direita, há um caminho em terra batida, em direcção à capela, encontrando-se esta no meio de um amendoal.
Esta capela tem uma arquitectura um pouco diferente da que estamos habituados a ver: "Ermida quinhentista constituída por uma nave rectangular antecedida por uma galilé. A cobertura curvada do alpendre encontra-se revestida com pinturas murais representando o Juízo Final. No interior, destaca-se uma sepultura datada de 1665." Do recinto à volta da igreja, perde-se a vista no horizonte, avistando os montes envolventes ao rio Douro. 

Para ver mais sobre Sequeiros click em: "Ao encontro de Sequeiros (Concelho de Torre de Moncorvo)"

TRÁS-OS-MONTES (1948)


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quinta-feira, 17 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - CARVIÇAIS (1959)

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LETRAS DO NORDESTE - RAUL REGO, por Rogério Rodrigues

Homenagem a Raul Rego na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro


António Batista Lopes,editor da Âncora,
 junto a um retrato de Raúl Rêgo
Conheci o Raul Rego antes do 25 de Abril. No República pela mão do Afonso Praça, nosso conterrâneo, do Felgar ( concelho de Moncorvo) e do Fernando Assis Pacheco, meu compadre. Baixote, de boina espanhola, traços muito vincados, com um sotaque que nunca perdeu e que soava à distância às nossas terras, de uma sensualidade tentada ainda que não realizada, que me perdoe a Manuela Rego, e me foi confirmada por vários jornalistas que com ele trabalharam. Raul Rego era um exímio conversador e contador de histórias.
Para alguns que aqui estejam e possam não saber subscrevo um pequeno registo biográfico de Raul de Assumpção Pimenta Rego, nascido em Morais, Macedo de Cavaleiros, a 15 de Abril de 1913 e falecido em Lisboa a um de Fevereiro de 2002.
Lembro-me que ao seu velório no Palácio do Grémio Lusitano o próprio António Guterres foi apresentar condolências à família do homem que desferira ataques ao líder socialista por este ser demasiado católico.
Continuando: Raul Rego frequentou, de 1924 a 1936, o Seminário das Missões do Espírito Santo, em Viana do Castelo, tendo tirado o curso de Teologia. Como muitos do que aqui estão sabem, jovens transmontanos iam para os seminários, o único espaço em que podiam estudar graciosamente, já que os pais não tinham posses para os colocar em qualquer outro estabelecimento de ensino. Acabou por abandonar a carreira eclesiástica. Tornou-se anticlerical, porque conhecera o clero, deixou de ser católico, porque conhecera a Igreja apostólica e romana, mas nunca deixou de ser cristão, como ele próprio afirmou ao longo da sua vida.
Um parêntesis aberto: foi candidato a deputado pelo círculo de Braga.E numa das candidaturas de Mário Soares, levou o Raul Rego consigo, pedindo-lhe, encarecidamente, que não falasse enquanto estivesse em audiência com o arcebispo de Braga. Raul Rego prometeu que sim.O arcebispo foi mostrar a Mário Soares a sala nobre onde estavam os retratos de todos os seus antecessores, até que chegou a um que deveria ser o bispo do tempo em que Raul Rego era seminarista e o Rego não resistiu e disse em alta voz: “Esse era um bom filho da puta”.
Rogério Rodrigues
 Foi sujeito a várias prisões (três vezes, pelo menos) e viu um livro seu apreendido. Uma das prisões que muito lhe custou foi aquela em que um conterrâneo Abílio Pires de uma aldeia de Bragança ( o que levou Mário Soares para o desterro de S. Tomé), inspector da PIDE para o interrogatório dos intelectuais lhe deu uma bofetada. Nunca mais perdoou. Além de ser Pide fora um conterrâneo seu.
Não gostaria, nesta simples charla de aprofundar, como os académicos podem fazer, a figura, a imagem e a obra do Raul Rego. Gostaria que os meus afectos viessem também ao de cimo. Quando fui convidado para os jornais, o primeiro em que fui aceite foi pelo República ( onde, por questões várias não cheguei a trabalhar). Fui proposto pelo Afonso Praça e pelo Assis Pacheco e o facto de ser transmontano contou muito.
(Continua nos comentários)

De Cabinda ao Namibe - Memórias de Angola ,de Adriano Vasco Rodeigues

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quarta-feira, 16 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - 1976

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Fotografia enviada por Fernando Garcia

PALESTRA: Anúncio - Convite


A Associação dos Alunos e Amigos do ex Colégio Campos Monteiro de Moncorvo (AACCM) vai realizar no próximo dia 18 de Março de 2011 pelas 14h30 no polivalente da Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado em Moncorvo uma palestra sobre o tema “Energias Renováveis e Não Convencionais – Mobilidade Eléctrica” proferida pelo Engº Técnico Oliveira Martins.


TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (16/03)

Larinho
16.03.1911 – Por ordem do administrador de Moncorvo, deslocou-se ao Larinho o senhor António Alberto Carvalho e Castro a fazer uma sindicância à Junta de Freguesia. Não conseguiu realizar a sindicância porque a Junta amotinou o povo que saiu todo a apupar o sindicante.

António Júlio Andrade

A Lenda do Convento da Lousa

O Convento da Santíssima Trindade da Lousa, que pertenceu à Congregação dos Trinitários e fora escola de humanidades, foi fundado em 1474, por Santo Antão, natural de Seixo de Ansiães (concelho de Carrazeda) e falecido em Lousa a 15 de Janeiro de 1510 com fama de Santo, tendo sido sepultado na Capela Mor da Igreja do Convento. A origem da construção do Convento anda ligada a uma lenda, narrada pelo Agiólogo Lusitano da seguinte forma: "Frei Antão era filho de ricos e honrados pais, logo nos anos da adolescência se retirou afazer vida solitária nas brenhas vizinhas ao dito lugar (da Lousa), onde para se mortificar usava de vários rigores e penitências a que o céu correspondia com particulares consolações e favores. Entre eles, conta a tradição, que certa noite lhe apareceu um anjo, que da parte de Deus lhe mandou edificasse uma Igreja em honra da Santíssima Trindade no cume daquela montanha. Amanheceu, veio aos moradores do lugar, manifestou lhes a visão, a que eles não deram crédito. Apareceu lhes segunda vez o anjo e lhe disse que tornasse e que se preservassem na dúvida, mandassem vir ante si um enfermo, que no dito lugar estava já no últinao, ao qual, em testemunho desta verdade, e em nome da Santíssima Trindade, daria saúde. Tudo sucedeu pontualmente, porque o enfermo se levantou tão rijo e valente como se não houvera tido enfermidade alguma. Espantados os moradores de tal manifesto milagre, obedecendo ao divino oráculo, deram crédito ao que o santo mancebo dizia e logo levantam a Igreja, que em breve se acabou. Outra vez lhe voltou a aparecer o anjo e dadas as graças de estar há a Igreja acabada e perfeita, lhe disse que levasse a ela frades da Santíssima Trindade, pois era da própria invocação. Obedeceu, veio ao mosteiro de Santarém da mesma ordem, contou o sucedido, assentiram os religiosos e assinaram alguns, que levou consigo para a nova fundação. Ele também se recolheu em sua companhia, tomando o hábito, em cujo religioso estado floresceu em tanta santidade, ilustrada com maravilhas, que toda aquela comarca o venera depois de morto como um Santo, gloriando se de que foi seu compatriota e natural. Cujos ossos no ano de 1633 foram achados mui alvos e cheirosos em abono da sua virtude ".

Poderá ver a história e toda a descrição de um passeio pela Lousa no blogue "O Cantinho do Jorge - À Procura do Nordeste Transmontano",  em:
"http://cantinhodojorge.blogspot.com/2011/01/ao-encontro-da-lousa-no-concelho-de.html"

terça-feira, 15 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (15/03)

15.03.1903 – Foi publicado o nº 129 do jornal Torre de Moncorvo, órgão do partido progressista da terra. Vejam um naco de uma prosa nele publicada:

- Disparate Ofensivo – Causa náuseas, revolta os menos acérrimos pugnadores da decência e moralidade, o descaro, o desassombro com que um reles pequerrucho de batina, encanzinado e inexperiente boneco, nuns aranzéis insípidos, mesmo toscos, sem forma nem regra, enxovalha indecorosamente o carácter recto e illustrado do meritíssimo Juiz de Direito desta comarca, dr. José Joaquim Pinto!
Diga-se que o pequerrucho de batina era o dr. Artur Lopes Cardoso, jovem advogado e líder do partido conservador em Moncorvo. Por outro lado, o Juiz Pinto, mais conhecido por Doutor Lambaças, era considerado pelos conservadores como a alma danada dos progressistas locais.
António Júlio Andrade

Regresso às origens - Rogério Rodrigues

Durante dias vê-se mais pedra que gente. O olhar alonga-se por verduras sem horizonte.
E de súbito, como se regressássemos a uma realidade que sufoca e estrangula, mas da qual já somos dependentes e viciados, entramos na Amadora. É um choque. São mais as pessoas e o cimento do que as árvores.
É um choque, mas sem saudades do interior donde se regressa.
A desertificação e a nostalgia revivalista, o conformismo, esta morte lenta, gradual e ignorada, incomoda e inquieta-me.
As pessoas estão resignadas. Os seus filhos partiram para as grandes cidades -- Lisboa e Porto.
De quando em quando reúnem-se em convívios almoçaristas, em partilhas de memória de infâncias e adolescências mitificadas, em recordações de que naquele tempo é que era. E aquele tempo era muito mau para a esmagadora maioria esmagada.
Ainda há dias morreu um homem feliz e bom que, durante anos, durante oito horas por dia, carregou e descarregou sacas de trigo de cinquenta quilos, num destino de Sísifo.
“Aquele tempo” era assim. Emigrou para a Holanda. Criou muitos filhos. E morreu bom e feliz como sempre viveu.
Refugiados ou condicionados à cidade, temos um errado conhecimento, descontextualizado do que é hoje o interior e a província.
Nestes anuais convívios almoçaristas assemelhamo-nos aos políticos que em tempo eleitoral mergulham no interior. Prometem aos condenados à morte lenta, não campa rasa, mas jazigo de mármore.
Quanto a nós, idos de Lisboa ou do Porto, recordamos eufóricos, num elitismo demodé, uma espécie de vencidos da vida, mesmo quando bem sucedidos na profissão, um passado que foi violento e do qual, em nome de todos os que sofreram com esse passado, eu não posso ter saudades.
Chego à realidade suburbana e revejo tudo o que deixei para trás --uma vila do Nordeste a morrer, mas a morrer em silêncio, com efémeros e circunstanciais ruídos, provocados por políticos ou afins, que utilizam o Interior para o exterior.
E os jovens de 20 anos sem emprego, a evidência de que não há igualdade de oportunidades, sonham com as grandes cidades, sonham com Lisboa e com o Porto.
E se conseguirem partir e se conseguirem ter sucesso, então um dia destes ainda os irei ver a ter saudades de um passado agreste e de uma situação madrasta, em qualquer convívio almoçarista, a não ser -- e mantenho ainda essa tímida esperança -- que interiorizem que saudades devem ter apenas do futuro.
Chego à Amadora. E recordo a informação escondida na página par de um jornal: 350 mil naturais de Trás-os-Montes vivem em Lisboa. Mais dos que vivem em Trás-os-Montes. Só que não temos a alma cabo-verdiana nem cantamos mornas de saudade. E mesmos os lobos, esses, já vivem, na maioria, em cativeiro. Como nós, em algumas assoalhadas.
(Crónica publicada no JN, edição de Lisboa)

P.S. texto inspirado no almoço dos Imborrentes em Moncorvo, no restaurante das piscinas.
Nota: fotografias de responsabilidade do editor.

TORRE DE MONCORVO - TRÍPTICO DA IGREJA MATRIZ (1957)

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Postal em venda no site www.delcampe.net

segunda-feira, 14 de março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (14/03)

Sítio da Laranjeira
14.03.1822 – Francisco de Sousa Lereno, procurador do cónego da Sé de Braga Gaspar Francisco Soares Borges Maciel faz pagamento de sisa de uma terra com oliveiras no sítio da Laranjeira comprada a Luís António Sequeira e suas irmãs D. Perpétua da Felicidade Sequeira e D. Rita Revocada Rosa Sequeira, desta vila, assistentes em Lisboa.

14.03.1916 – Encontrava-se de férias em Moncorvo o 1º sargento Álvaro César de Meireles, em vésperas de partir para uma comissão em Moçambique, quando foi promovido a alferes.
António Júlio  Andrade

TORRE DE MONCORVO -1940/50


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A fotografia da esquerda foi enviada por Fernando Garcia ;a da direita pertence ao acervo do N.M.F.D.S.

domingo, 13 de março de 2011

A TERRA DO CHICULATE - ISABEL MATEUS

A Terra do Chiculate pretende retratar as vicissitudes da emigração portuguesa, maioritariamente clandestina, em França, a partir dos anos 60, e revelar as suas consequências positivas e negativas transportadas até ao presente, quer na pátria, quer no país de acolhimento.

Ao mostrar o difícil passado recente da emigração portuguesa, A Terra do Chiculate alerta, igualmente, para a vigência e a actualidade do tema da emigração clandestina neste início de século.

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A obra divide-se em três partes e dá voz, através dos seus relatos, na primeira pessoa, aos seus “reais protagonistas”. Deste modo, os protagonistas do livro partilham com o leitor a sua realidade mais íntima que, em muitos casos, ainda não tinha sido exteriorizada, inclusive, no seio da própria família.
Na primeira parte, intitulada “Naufrágio”, a narração da criança, entregue aos cuidados da avó materna, com apenas 12 meses, centra-se nas suas memórias indeléveis da infância e da juventude, exprimindo, sobretudo, o modo como a ausência dos seus pais se reflecte, de forma nefasta, na sua vida. Aliás, a sua experiência individual remete a temática para um panorama mais vasto, pois a sua situação vai ao encontro da mesma realidade familiar e social de tantas outras crianças e jovens do Portugal rural, principalmente do Norte e Interior do país, durante a época da Ditadura.
A segunda parte, “Viagem(ns)”, trata dos percursos de vida daqueles que deram “o salto”, isto é, dos seus sucessos e infortúnios provenientes desta epopeia da era moderna. Entre outras, aqui perpassam as histórias do passador, da criança e dos jovens arrancados à terra de origem, bem como as referentes aos homens e às mulheres e aos seus muitos trabalhos que passaram para se adaptarem ao novo país, à língua e à cultura.
No presente, “os protagonistas” mais idosos desta efeméride deparam-se com outro tipo de problemas: surge o dilema do regresso para Portugal ou da sua permanência em França ou, então, a opção pelo contínuo vaivém entre os dois países, até que as suas forças físicas e psicológicas o permitam.
Quanto às várias gerações de luso-descendentes, debatem-se pela procura e pela afirmação da sua identidade portuguesa, resolvendo deste modo o conflito, por vezes existente, entre o desequilíbrio da influência das culturas francesa e lusa.
A última parte da obra resulta das impressões de viagem do narrador adulto em peregrinação pelos espaços da diáspora dos primeiros emigrantes portugueses, onde se incluem os seus próprios pais, os seus familiares e os seus amigos. A partir daqui, pretende-se que as suas reflexões e considerações elucidem o leitor acerca deste período da emigração ainda mal conhecida por muitos e, até então, com aspectos por desmistificar.
Podemos concluir que nestes relatos as vozes do Passado e do Presente se fundem e se confrontam, tendo o objectivo primordial de dar continuidade ao seu legado da portugalidade no país de acolhimento, ao mesmo tempo que se reafirma a mesma intenção em relação ao território português.
Continua nos comentários.

A informação relativa ao livro A Terra do chiculate está disponível no website http://www.isabelmateus.com/ ,a partir do qual também se poderá comprar o livro.


Nota:A autora enviou, no passado dia 5, o texto e fotografias para um dos meus mails particulares , e não para o mail do blogue,razão por que só hoje são publicados.(As minhas desculpas à Isabel por ter visto o correio com tanto atraso).

sábado, 12 de março de 2011