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quinta-feira, 31 de Março de 2011

TORRE DE MONCORVO - INVERNO

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Fotografia do Camané.
Castanheiro, na estrada 221, no cruzamento das Centeeiras.

quarta-feira, 30 de Março de 2011

De Cabinda ao Namibe - Memórias de Angola ,de Adriano Vasco Rodrigues


Texto e fotografias do evento de apresentação do livro do Senhor Prof. Doutor Adriano Vasco Rodrigues, que ocorreu no passado dia 17 de Março de 2011, na Biblioteca da cidade da Guarda.

 Assinalando a efeméride dos 50 anos do início da guerra colonial, haverá cada vez mais a necessidade de dar a conhecer trabalhos históricos e memorialísticos sobre essa colónia e o restante império;
Memória e história não são a mesma coisa, pelo que essa diferenciação epistemológica será importante para a preservação rigorosa de um passado; Apesar de os autores nas suas memórias fazerem a declaração solene que vão ser verdadeiros e narrar os factos tal e qual como se passaram, muitas das vezes há subjectividade naquilo que contam,condicionamento esse que tem a ver com o contexto histórico da época, a personalidade e o substrato cultural do autor; O livro é muito rico em pormenores de um quotidiano colonial, em que a relação entre colonizado e colonizador é sempre desigual. Pelo que a narração do professor Adriano Vasco Rodrigues foge aos parâmetros da de um antigo colonizador ortodoxo e radical do Estado Novo, notando-se por vezes a impressão que o autor desta obra, na ânsia de não discriminar os locais, se refugia num certo «paternalismo» que se identificará com o paternalismo que os reformistas pós Adriano Moreira quiseram impor, baseados nas teorias luso-tropicalistas do sociólogo brasileiro Gilberto Freire; Que o livro é muito rico em pormenores culturais e científicos sobre Angola e que o papel que o professor Adriano V. Rodrigues desempenhou como inspector dos serviços de Educação e como historiador e arqueólogo foi fundamental para o estudo e conhecimento do passado desses lugares e pessoas; Que à semelhança de outras sociedades, especialmente coloniais, havia muita corrupção e nepotismo, sendo que esses vícios para além de prejudicarem os colonizados, também embaraçavam os próprios colonizadores. E foi essa a razão da saída do professor de Angola, a meio de uma carreira profissional de que se esperava ainda muito de um homem tão dinâmico e culto; Pensamos, baseado no que é dito pelo autor, que este livro saiu com um atraso de 40 anos pelo facto de na sua parte final conter declarações que não deixavam bem vistos os políticos e as classes dirigentes dessa antiga província ultramarina, nomeadamente o seu governador-geral, o seu secretário provincial da Educação e o seu director-geral de Educação.
Estas são as ideias fundamentais do que ali foi dito.
J. Lima Garcia


Nota: O autor do texto de apresentação da obra do Prof. V. Rodrigues é o director da Revista Altitude.
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TORRE DE MONCORVO - MENINOS















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Fotografias enviadas pelo Kamané.Na da esquerda,meninos de Moncorvo;na da direita, meninos de Santa Comba da Vilariça.

terça-feira, 29 de Março de 2011

MULHERES DA MARINHA GRANDE, de Júlia Barros

Palavras prévias à edição de 2010


Em 8 de Março de 2008, o MDM fazia sair a 1ª edição de “Mulheres da Marinha Grande – histórias de luta e de coragem”. O livro em breve esgotou. Era evidente que várias outras histórias de tantas outras mulheres anónimas, heroínas desconhecidas, quase sempre na sombra dos maridos ou dos pais, ficaram por contar. Decidiu então o MDM fazer uma 2ª edição do livro. E porque não acrescentar-lhe mais algumas histórias? Houve, pois, que proceder à recolha e registo de mais alguns relatos de vida, ouvindo quem os viveu e sofreu. Aqui está o livro, agora com 15 histórias: doridas, pungentes. Ao longo da recolha, tornou-se claro que o trabalho ia ficando cada vez mais difícil: primeiro, é a idade que cada vez pesa mais e impõe as suas leis; segundo, é a doença que sobrevém e impõe os seus limites; e, por último, é a memória que falha.
Só nos resta reconhecer o óbvio: tal como acontece com as as folhas de Outono que o vento para sempre levou, uma vez perdidas estas memórias, não há recuperação possível.
Por isso, esperamos que as histórias aqui narradas, sejam representativas das que se não contaram e possam ser lições de vida para todos nós, que ainda estamos presentes e, principalmente, para os vindouros.
Júlia Guarda Ribeiro

Pereira em flor

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A flor da amendoeira já se foi, mas há outras que não lhe ficam atrás e aqui está um bom exemplo, esta linda flor da pereira.

Fotografias: imagens captadas em Torre de Moncorvo

Larinho - Habitações de outros tempos

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Estas imagens, captadas na aldeia do Larinho, são exemplo de muitas habitações mais antigas, que se encontram por todo o concelho, algumas habitadas, outras desabitadas e degradadas. Resultado da existência de uma população envelhecida, tendo as camadas mais jovens  procurado outro modo de vida na cidade ou no estrangeiro. Mas muitos desses que um dia partiram, começam a regressar e a recuperar muitas dessas casas que pertenceram aos seus antepassados, o que é de louvar.

TORRE DE MONCORVO (1951)


segunda-feira, 28 de Março de 2011

TORRE DE MONCORVO - RIO SABOR

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Fotografia enviada pelo Camané

Linha do Sabor - Ponte do Pocinho

A Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho é uma infro-estrutura rodo-ferroviária da  Linha do Sabor, sobre o Rio Douro, que liga o Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Côa) ao concelho de Torre de Moncorvo. A ponte do Pocinho encontra-se fora de serviço há 22 anos, tendo comemorado a sua inauguração centenária em 4 de Julho de 2009. Esta ponte conta assim com dois tabuleiros sobrepostos; enquanto um dos tabuleiros servia de  ligação rodoviária para a circulação de automóveis, o outro tabuleiro superior (com aproximadamente 262 m de comprimento e 8 de largura) servia de caminho-de-ferro entre o Pocinho e Duas Igrejas. Está assente sobre quatro pilares de pedra, formando 3 vãos de 54 m no centro e 2 de 45 m na periferia. A Linha do Sabor encerrou em 1 de Agosto de 1988. Em 2009, as autarquias de Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa solicitaram ao Ministério da Cultura que esta ponte fosse classificada como património, devido à sua importância como parte do futuro projecto da Ecopista do Sabor.Parte da Linha do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, foi aproveitada com a construção de uma ecopista que serve tanto para a marcha a pé como para ciclovia, sendo a primeira a  ser realizada em Trás-Os-Montes, podendo vir a  estender-se até ao Pocinho.
Mas porquê ter-se deixado acabar com esta linha?! Por que não se ter mantido a linha, com os comboios a circular do Pocinho até Duas Igrejas?
Pouca-terra, pouca-terra, lá vai o comboio a subir a serra...

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domingo, 27 de Março de 2011

“Energias Renováveis e Não Convencionais – Mobilidade Eléctrica"


A palestra, sob o título “Energias Renováveis e Não Convencionais – Mobilidade Eléctrica”, proferida, no passado dia 18 do corrente, pelo Engº. Técnico Oliveira Martins, na Escola Secundária Dr. Ramiro Salgado, em Torre de Moncorvo, teve a presença de uma boa representação da comunidade escolar local e de pessoas que não pertencem ao Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo mas, igualmente, interessadas no tema.A exposição teve como objectivo contribuir para a divulgação da existência de uma imensa variedade de alternativas energéticas ao nosso alcance, suas principais características e potencialidades de utilização. Tendo sido genericamente descritos os sistemas energéticos, permitiu ter uma ideia das respectivas vantagens e desvantagens e tomar conhecimento dos níveis de implementação no nosso País.
Como conclusões finais:
a) Há um elevado interesse no aproveitamento dos nossos recursos, tendo em vista a sua utilização que se deseja crescente para evitar a nossa dependência energética e económica do exterior;
b) Reforça-se a ideia da necessidade do aprofundamento de um desenvolvimento tecnológico de algumas das formas de energia disponíveis que determine uma maior implementação no nosso território, apesar das medidas estabelecidas a nível do Estado.
No final da exposição, teve lugar um debate sobre alguns dos pontos apresentados o que veio demonstrar que o tema em questão despertou interesse junto dos assistentes. Que tivesse constituído algum estímulo é o desejo da Associação dos Alunos e Amigo do ex-Colégio Campos Monteiro.

Ramiro Salgado

sábado, 26 de Março de 2011

CAPELA DA NOSSA SENHORA DA TEIXEIRA

 
Documento enviado pelo dr. Fernando Garcia
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/capela-de-nossa-senhora-da-teixeira.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2011/03/nossa-senhora-da-teixeira-1973.html
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2010/12/torre-de-moncorvo-capela-nossa-senhora.html

Bragança -Vinte e Sete aposta no teatro português, por Glória Lopes

O festival decorre entre 27 de Março e 27 de Abril com 18 espectáculos e três workshops

Começa no próximo domingo a sétima edição do Vinte e Sete, o Festival Internacional de Teatro que resulta de uma parceria entre os teatros municipais de Bragança e Vila Real. Este ano a grande aposta vai para a produção nacional, trazendo a Trás-os-Montes algumas das melhores companhias portuguesas da actualidade. A promessa de Helena Genésio, a directora do Teatro brigantino, é a de que se irá ver “muito e bom teatro”. Os dois Teatros Municipais avançaram com uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégica Nacional designada Projecto de Teatro Contemporâneo, onde se insere a organização do Vinte e Sete.
A abertura em Bragança, no dia 27, estará a cargo do Teatro da Garagem que apresenta ‘Snapshots’, uma co-produção com o Teatro D. Maria II, que estreou há algumas semanas. “Neste âmbito será ainda feito um trabalho com a comunidade, como já vem sendo hábito”, referiu a directora. As propostas são muitas e variadas. Desde o Teatro de Marionetas do Porto ou o Teatro de Ferro que apresentam trabalhos que extravasam as definições clássicas, são algo mais do que teatro ou dança, novo circo ou teatro de marionetas, teatro de objectos ou teatro físico — algumas das etiquetas que se podiam usar, e são também, comprovadamente, capazes de encantar espectadores de diferentes idades e sensibilidades.
O objectivo é transformar os auditórios em pontos de confluência e partilha. Também a companhia de teatro ‘O Bando” estará entre os destaques com uma peça evocativa dos 450 anos da morte de Inês de Castro, revisitado com a peça “Pedro e Inês” um dos maiores mitos da História de Portugal, pelos olhos de Antoly Praudin, director do Experimental Stage of Baltic House, em S. Petersburgo, que foi convidado para encenar o espectáculo. O actor José Topa interpretará a solo a peça “Balada para carrinho de bebé”, estreado no festival SET com a intenção de divulgar as novas escritas junto a uma geração em formação. Trata-se de um monólogo com texto original de Carlos Pessoa. “Estilhaços de Cesariny” é um espectáculo de “”spoken Word” em que Adolfo Luxúria Canibal interpreta alguns textos e poemas do seu livro homónimo. No âmbito da programação complementar, visando a formação e consolidação de públicos, serão realizados workshops com o Teatro de Ferro e a Circolando que, partindo do universo dos espectáculos a apresentar pelas companhias, servirão também para explorar várias dimensões das artes cénicas, como expressividade, linguagens, formas, objectos, espaço cénico. “São imensas propostas de teatro e contamos com todos para vir”, propôs Helena Genésio.

FONTE: Jornal Mensageiro de Bragança

sexta-feira, 25 de Março de 2011

Fernando Assis Pacheco


O jovem Fernando Santiago Mendes de Assis Pacheco, avesso a tudo quanto cheirasse a cânones,  normas ou regras, não quis poesias de ninguém na folha do Livro de Curso que lhe era destinada. ( E tinha razão o poeta Fernando Assis : essas espécies de poesia, que faziam as nossas delícias, eram chochas de todo ). O Fernando era um dos espíritos mais livres que conheci. Aceitou uma caricatura de traços tão simples, que o amigo Lopes acaba por declarar : ”Certifico para os devidos efeitos que este é o Assis Pacheco”.  


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O belíssimo poema com que abriu a “plaquette” (pouco mais do que um folheto) do nosso carro na Queima de 1959,  é do Assis,  já então um poeta maior.  Após muito instado, escreveu as duas estrofes presentes que, nem por nada, quis assinar. Ainda me comovo quando hoje as leio .  Deve ter sido um dos seus primeiros, senão o primeiro poema do Fernando que saiu numa
pequena publicação da Tip. Progresso de Coimbra, em 15-5-1959 - 3.000 exs.   Guardo dois, juntamente com as fotografias e a memória desse dia de júbilo e
glória . 
Júlia Barros
                                                                                                                                                              

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (25/03)

25.03.1919 – Levantado processo contra a professora de Açoreira por implicação na revolução monárquica.
António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - GDM (1976)

Fotografia da equipa de iniciados, campeões distritais, no ano de 1976. Participaram no Nacional de Iniciados na mesma época, defrontando grandes clubes. Em cima: Luís Alves, Hipólito, Tó Durão, Zé Barros, Fizé, Luís Ricardo, Diomar, Parreira e Teixeira (treinador).
Em baixo: Varela, João Marrana, Manuel Patrício, Pinto Pereira e Vítor Moreira.
Penso que tenha sido esta a origem de o glorioso GDM iniciar o enormíssimo trabalho de Formação de Jovens que hoje se desenvolve em Torre de Moncorvo.
Rui Hipólito

Júlia Barros e Assis Pacheco - Dois amigos de Moncorvo

Júlia e Assis
Cheguei a Coimbra em Outubro de 1956 para cursar Filologia Germânica, pois o meu pai achava que era um curso de futuro e era bonito uma senhora falar bem tantas línguas... Mas, dado que Coimbra era então considerada um antro de perdição e todo o cuidado era pouco, pôs-me num lar de freiras, na Rua da Matemática.

A verdade é que, para mim, que vinha lá das berças, a Universidade e até o ambiente do Lar (onde, entre estudiosas da sebenta, havia raparigas muito esclarecidas), era um mundo outro. Tive a sorte de ter três ou quatro professores muito, mas muito para lá do comum dos professores da universidade de então. Repare-se: no 1º ano tive em Filosofia Moderna o grande Joaquim de Carvalho. Foi o último ano em que deu aulas, pois estava quase cego; em História Moderna e História de Portugal, foi meu professor Damião Peres;em Grego, a Professora Rocha Pereira; e em Literatuas Inglesa e Alemã (principalmente poesia de Shakespeare, Goethe, Hölderlin e Rilke), o ilustre transmontano Paulo Quintela.
Paulo Quintela ia metendo umas biscas de política sempre que lhe era possível, e comecei a aperceber-me que no mundo não havia só a sebenta. Havia outros livros bem mais importantes. Não havia só a nossa terrinha e os nossos pais sacrificando-se a trabalhar para nos dar um curso. Havia homens e mulheres que lutavam pela liberdade de reunião e de expressão, aqui e noutras terras. Havia povos que queriam libertar-se, havia a guerra colonial.
Tive um colega que se destacou dos outros: o Fernando Assis Pacheco. Um dia ou dois antes das frequências batia-me à porta “para fazer revisões” . Para ele era a primeira vez que olhava para a matéria. E chegava. Não era aluno exemplar, pois nunca deu importância à nota . Mas tinha uma cultura superior à de nós todos, e posso dizer que aprendi muito com ele. Foi um bom amigo. Pela sua mão entrei no CITAC ( Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra) .
Na Queima das Fitas de 1959 , o nosso carro de “Novos Fitados”, por feliz ideia do Fernando Assis Pacheco , foi buscar inspiração a um poema de James Thompson: “O Castelo da Indolência” . Era na garagem da casa dele que o decorávamos, tentando fazer da camioneta um castelo , e lhe pregávamos flores de papel azul escuro . Só o acabámos de um lado. Obtivemos o 1º prémio pois, face ao título, o Júri achou que a ideia e a execução estavam excelentes. E à noite fizemos um lauto jantar(ver fotos).
Carro de Germânicas .Queima das fitas de1959
Também pela mão do Fernando fui, pela 1ª vez, a uma Assembleia Magna, ainda a Associação Académica era no Palácio dos Grilos, e a reunião teve lugar num amplo pátio traseiro, ao ar livre. Debatia-se o conteúdo da “Carta a uma Jovem Portuguesa”, de Artur Marinho de Campos, que saíra na “Via Latina” em Abril de 1961. O Fernando apontava-me os pides que por lá se encontravam, encostados às paredes. O assunto não se esgotou. Nova Assembleia Magna ficou marcada para daí a duas ou três semanas. Falou um estudante que eu nunca tinha visto. Gostei de o ouvir e perguntei quem era. “É o Guarda Ribeiro”, alguém respondeu . (Mal suspeitava eu que havia de ser o meu marido ). No final, quando íamos sair , encontrámos as portas fechadas. A pide tínha-nos trancado lá dentro e só deixava sair quem se identificasse. Recusámos. Éramos cerca de uma centena, mas só umas 10 raparigas. Os nossos colegas começaram a juntar-se cá fora: iam dar-nos força e levar-nos sandes ; içávamos os sacos da comida por meio de cordéis. Ao 2º dia cortaram a luz. Os colegas levaram-nos também velas. Ao 3º dia cortaram a água e o telefone. Foi muito mau: havia raparigas que entraram em pânico. Claro que tínhamos medo de represálias, até porque os exames estavam à porta. E nem queríamos pensar no desgosto dos nossos pais. O Guarda Ribeiro, o Bingre do Amaral, o Assis Pacheco e mais dois ou três, de que já não recordo os nomes, propuseram que se negociasse com a pide: todos os rapazes se identificariam, se as raparigas pudessem sair de imediato sem serem identificadas. E acabou por ser assim.
 Estávamos em Maio/Junho de 1961,  no ano anterior ganhara  a lista dos estudantes das Repúblicas para a Direcção da Associação Académica. Cabeça da lista: o Carlos Candal ( o menino querido das meninas das Letras). Por trás dele (e a empurrá-lo) , outros estudantes que não podiam aparecer às claras.
As freiras puseram-me no olho da rua...
E por aqui me fico, que a conversa já vai longa .

Júlia Ribeiro

quinta-feira, 24 de Março de 2011

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (24/03)

convento  de S. Francisco
24.03.1691 – Deliberação da câmara: - “Por terem notícia de que o boticário desta vila não tinha na sua botica sanguessugas (…) mandaram que fosse notificado (…) que em termo de 15 dias mande buscar e tenha na sua botica as ditas sanguessugas para as vender às pessoas que quiserem comprar e que cada vez que sem elas for achado haverá de pena 2 mil réis para o concelho e terça para o denunciante”
24.03.1836 – Requerimento do deputado José Joaquim Meireles Guerra para se excluir da lista de venda de bens nacionais o convento dos frades de S. Francisco de Torre de Moncorvo “por ser absolutamente necessário para nele se efectuarem as audiências dos jurados de sentenças e pronúncia”
António Júlio Andrade

Moncorvo - Panorâmica

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1ª Prova de BTT em Carviçais - Rota da Cigadonha

No dia 19 de Junho de 2011, vai-se realizar em Carviçais a 1.ª Prova de BTT - Rota da Cigadonha.
O evento vai ser levado a cabo pelos 3 Duques BTT Team em parceria com a Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Carviçais. Serão   cerca de 35 km com um total de altimetria de 900 metros e paisagens deslumbrantes.
Os interessados poderão realizar as inscrições enviando-as para: rotacigadonha@acdr.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .
* Nome Completo;
* N.º BI/Cartão Cidadão;
* N.º Contribuínte;
* Morada.
As inscrições têm um preço de 10 € s/almoço e 15,00 € c/almoço (porco no espeto, entre outras especialidades regionais).
Os valores incluem também seguro, abastecimentos e alojamento em sacos-cama e colchão, na sede da ACDR e em outros locais a definir, com chuveiros.O alojamento é limitado ao espaço disponível.
http://www.acdr.pt/

quarta-feira, 23 de Março de 2011

A flor deu lugar ao fruto

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Foi-se a flor, ficou o fruto: a amêndoa. É este agora o cenário dos amendoais por terras de Torre de Moncorvo.

Fotografia: Amendoeira já com amêndoa, junto à Ermida de Nossa Senhora da Esperança em Torre de Moncorvo.

,”(Re)Cantos d’Amar Morto”, de Pedro Castelhano (Rogério Rodrigues)

Teve lugar,no passado dia 19/03/2011, na Biblioteca Municipal,a apresentação,pelo Dr.Amadeu Ferreira, do livro de poemas de Pedro Castelhano,pseudónimo de Rogério Rodrigues,”(Re)Cantos d’Amar Morto”.Motivadas pela qualidade dos intervenientes,as pessoas vindas de várias partes do país encheram por completo a sala do auditório da Biblioteca.

Porque o acontecimento suscitou tanta curiosidade e interesse,transcrevemos na íntegra o texto de apresentação do dr.Amadeu Ferreira,assim como o do autor da obra.
 O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

1.Rogério Rodrigues fez-nos esperar quarenta anos até nos dar o segundo livro de poemas [Livro de Visitas, aos 23 anos]. Omito aqui os seus vastos pergaminhos literários, onde também se inclui a ficção [A outra Face da Morte, novela]. Fique nota, no entanto, de que são raros os jornalistas a seguir este caminho, onde avulta Fernando Assis Pacheco. Porém, este é o primeiro livro de poemas de Pedro Castelhano. Agora que, de algum modo, já não tem Peredo dos Castelhanos, Rogério Rodrigues transporta-o, com pouco disfarce, agarrado ao nome. E desde logo, por aí, ficamos situados e o terreno marcado.
António Baptista Lopes e a Âncora iniciam com este volume uma colecção de poesia. Exige-se alguma coragem para tal pois os poetas, quase todos, são gente que é perigoso frequentar. Estou certo que terá sucesso, pois não poderia ter começado da melhor maneira a Colecção Universos, com este poemário do seu director. A grafia é cuidada, a capa de um amarelo que talvez nos queira ofuscar para lá do conteúdo, porém sóbria e com pormenores muito agradáveis.
Para mim é uma honra estar aqui a apresentar este livro feito por amigos, mas sobretudo porque é um livro de poesia, em Moncorvo. Há dias escrevia no meu blogue, onde tenho traduzido para mirandês alguns poemas de Pedro Castelhano, que me pareceu mais alta a Serra de Reboredo, e o problema não eram os meus olhos. Agora acrescento que, nestes tempos de tanta dificuldade e incerteza e com assomos apocalípticos, o mundo não está completamente perdido enquanto a poesia morar entre nós.


O VOO DO ENTARDECER NA GEOGRAFIA DA MEMÓRIA

Flor do pessegueiro

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A Flor da Amendoeira já se foi, mas agora é a vez de outras árvores nos encantarem com a sua flor, é o caso do pessegueiro, com as suas flores cor-de-rosa.

Poderá ver estas e outras imagens da flor do pessegueiro no blogue "O Cantinho do Jorge - À Procura do Nordeste Transmontano", em: http://cantinhodojorge.blogspot.com/2011/03/flor-do-pessegueiro.html

Fotografias: Flor do pessegueiro, próximo da Capela de Nossa Senhora da Esperança, em Torre de Moncorvo.

ESTADO NOVO - FOTO DE FAMÍLIA

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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (23/03)

23.03.1870 – Eleição do procurador de Moncorvo à Junta geral de Distrito – Eleito João José Dias Gallas com 9 votos contra 1 de João António Monteiro.

23.03.1876 – Uma das fontes envenenadas na Lousa pertencia a Francisco António de Almeida, começando a circular rumores de ele a envenenara porque queria vender cada cântaro de água a 5 réis, ou então proibir as pessoas de entrar dentro da propriedade onde a fonte estava. Quando soube que o regedor fora encarregado pelo administrador do concelho de tirar dali 2 garrafas de água para serem analisadas, ele fez os criados despejar a fonte.
António Júlio Andrade

terça-feira, 22 de Março de 2011

TORRE DE MONCORVO - ESCAPARATE (XI)

                             Prefácio

Comovido a Nordeste
Há prefácios que exigem rigor e análise; outros, memória e contextualização tão imbricadas que os factores predominam sobre a personagem que se prefacia. Eu, cá por mim, prefiro a emoção, refreada pelo pudor e algum recato. Mas, mesmo assim, emoção. Porque vou falar de três amigos de décadas, Afonso Praça, Assis Pacheco e Leonel Brito, este último o único sobrevivente ainda em carne e alma, na palavra e no encontro.
O primeiro texto sobre Moncorvo, que eu sintetizei, foi escrito por Afonso Praça e data de 1972. Dá-nos um olhar descarnado sobre o Moncorvo de então, estagnado e sem saída. O Afonso Praça era natural do Felgar que, mais do que Moncorvo, era a sua grande ligação às nossas origens. Ele e o Assis trabalharam juntos nas mesmas redacções, depois de meados da década de 60. Primeiro no Diário de Lisboa, depois no República, regressaram ao Diário de Lisboa, mais tarde reencontraram-se em O Jornal e morreram ambos na Visão.
O Fernando Assis Pacheco conheceu Trás-os-Montes, mais concretamente a vila de Moncorvo e as suas aldeias, em Fevereiro de 1974. O Assis acompanhava na altura, no República uma plêiade de transmontanos: o Raul Rego, director, natural de Morais, concelho de Macedo de Cavaleiros, o Vítor Direito, chefe de redacção, natural de Carção, concelho de Vimioso e ainda o Afonso Praça.
O Leonel Brito será a chave da vinda do Assis a Moncorvo.
Obcecado pela fotografia, mais tarde um dos fundadores da cooperativa de cinema Cinequanon (talvez uma das produtoras de cinema mais importantes até à década de 80), Leonel Brito acompanha o Assis, na qualidade de repórter fotográfico e guia na sua terra e no seu concelho.
(continua nos comentários)

GUERRA JUNQUEIRO - PARA A VIRGÍNIA...

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (22/03)

22.03.1786 – Adjudicadas obras de carpintaria na igreja do Divino Santo Cristo de Moncorvo no valor de 159$800 réis ao carpinteiro António de Morais.

22.03.1906 – Reintegração, por ordem do tribunal administrativo, dos funcionários da administração Fernando João de Campos, amanuense, António Joaquim de Campos Lapa e Francisco António Macedo, oficiais de diligências, que haviam sido suspensos, por questões de cor política, em 27 de Dezembro de 1904.
22.03.1912 – Foram assaltados os estabelecimentos comerciais de António Joaquim Lopes (furtaram 54 000 réis) e de Abílio António Sousa Campos, em Moncorvo.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - FELGUEIRAS (1954)


segunda-feira, 21 de Março de 2011

LETRAS DO NORDESTE - Guerra Junqueiro - A irreverência que vingou, por Virgínia do Carmo

Guerra Junqueiro, filho prodigioso da terra de Freixo de Espada à Cinta, é hoje considerado um dos mais brilhantes poetas do seu tempo. Homem de ideias políticas contrárias às instituídas, desprovido de ambições e dotado de uma frontalidade que lhe chegou a valer uma condenação judicial, Guerra Junqueiro é um nome incontornável do movimento da Renascença e da história da Literatura Portuguesa em geral.

No dia 17 de Setembro de 1850, o povo de Freixo de Espada à Cinta assistiu serenamente ao nascimento de Abílio Manuel Guerra Junqueiro, ignorando, talvez, que vinha então ao mundo um dos mais prodigiosos, mas não tão consensuais, poetas e intelectuais da sua época.
Filho de José António Junqueiro Júnior, abastado comerciante e proprietário agrícola da região, e de Ana Maria Guerra, que só veria crescer o seu filho até à idade de três anos, Guerra Junqueiro precocemente evidenciou o seu talento para a escrita.
 Fez os estudos secundários no Porto, onde em 1864 publicaria os seus primeiros versos, a que chamou “Duas Páginas dos Catorze anos”. Em 1866 ingressa na Faculdade Teologia, da Universidade de Coimbra e, nesse mesmo ano, desprovido já da infantilidade que marcara ainda os seus primeiros versos, publica o poemeto “Mysticae Nupciae”. Seguem-se, nos dois anos seguintes, “Vozes sem Eco” e “Baptismo de Amor”.

(Continua nos comentários)

Capela de Nossa Senhora da Esperança

Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança:
"Ermida rural em gótico tardio, de aparelho em alvenaria de xisto rebocado, sendo os cunhais em cantaria de granito. A fachada principal tem adossado um alpendre de planta quadrangular, suportado por uma parede no lado sul e por um pilar no lado norte. Sobre o portal de arco quebrado existe uma cruz pátea e, de cada um dos lados, uma pequena janela. A nave tem três contrafortes a norte. Sobre a empena da nave, ergue-se uma sineira, encimada por cruz.
Quem segue de Moncorvo, pela EN 220, em direcção ao Pocinho, uns metros depois do cruzamento que dá para a Açoreira, repara numa pequena estrada que dá para a capela de Nossa Senhora da Esperança
No interior destaca-se o arco triunfal, de volta inteira, decorado com motivos em pérola, pintados de azul e florões pintados de vermelho e amarelo, pinturas do século XVI. Ladeiam-no dois altares de talha, tendo o do lado do Evangelho as imagens de São Francisco e de Nossa Senhora da Assunção, e o do lado da Epístola a imagem de Cristo na cruz e uma pequena tábua pintada com a cena da deposição de Cristo no sepulcro. Na capela-mor, o altar-mor, em talha, ostenta imagem de Nossa Senhora da Esperança. Na capela existe ainda uma imagem em madeira de uma Virgem com o menino. Os tectos da nave e da capela-mor são em abóbada abatida. Os pavimentos são em lajes de granito, existindo diversas inscrições tumulares fragmentadas."
Da Nossa Senhora da Esperança consegue-se ter uma visão sobre grande parte da vila de Torre de Moncorvo e do Vale da Vilariça, podendo-se ,por isso, também considerar um óptimo miradouro.

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MONCORVO -NUM MARASMO VERGONHOSO (1952)

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Jornal "ATorre" 1952

TORRE DE MONCORVO - VISTA DO CÉU

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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (21/03)

21.03.1874 – A câmara encarregou o engº Sebastião Lopes de fazer um estudo de arranjo da Rua do Cano “uma das mais importantes desta vila pois é por ela que passa o aqueduto das águas potáveis e torna-se necessário estudar o meio de introduzir na mesma rua o cano condutor das águas pluviais”.
21.03.1791 – Reunião do juiz e homens do regimento da freguesia de Maçores “para efeito de se determinar um dia de caminho para se apanhar a pedra para a capela de S. Tomé e todos os que faltarem (…) pagariam 200 réis”. A capela então construída, da invocação de S. Tomé foi destruída para se fazer o cemitério da aldeia. O altar da mesma capela foi aproveitado e colocado na capela de Santa Cruz.
21.03.1876 – Ofício do administrador do concelho para o gov. civil: - “(…) Pelo comandante da força militar estacionada em Carviçais e por algumas pessoas das principais da povoação fiquei ciente do que se diz ali: logo que levantem os destacamentos há-de haver lutas entre os que foram obrigados a demolir as paredes e os que o não foram. A força militar não pode, a meu ver, estacionar por mais tempo ali pois está sobrecarregada quanto é possível a povoação e parece, por enquanto, não precisarem da coadjuvação dela a câmara ou a junta e nem uma nem outra corporação tem até hoje tratado de vir um acordo sobre a questão da propriedade, de forma que o povo, embora queira aforara, não sabe a quem…”
Moncorvo
Estas lutas aconteceram no seguimento da extinção do concelho de Mós e os populares se apoderaram de terrenos que eram do extinto concelho.
21.03.1896 – Criação de uma feira de gados no Felgar no dia 23 de cada mês e outra em Moncorvo no dia 25, transferindo-se a do dia 22.
António Júlio Andrade

domingo, 20 de Março de 2011

TORRE DE MONCORVO - MENINAS


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TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (20/03)

Campos Monteiro
20.03.1912 – Ofício do delegado do procurador geral da república para o juiz de paz de Carviçais ordenando que prenda Martinho José, solteiro, jornaleiro e o envie preso para Moncorvo. “É conveniente que guardeis segredo disto e não descubrais nem ao vosso escrivão, nem ao vosso oficial de diligências, por ser provável que estes o avisem para fugir…”

20.03.1936 – Apresentação de um requerimento à câmara de Moncorvo por um grupo de pessoas, a maioria residentes no Porto, pedindo autorização para construir um monumento, cujo desenho envia, no passeio Alexandre Herculano, encimado por um busto de Campos Monteiro.

António Júlio Andrade

sábado, 19 de Março de 2011