sábado, 27 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - FELGUEIRAS (1954)

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Notícia enviada pela Carina Thibieroz

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES (26/11)

26 Novembro 1385 – O rei D. João I, estando em Vila Real, assinou uma carta ordenando a extinção do concelho de Vila Nova de Fozcôa e a sua integração no de Torre de Moncorvo. Aliás, essa era a confirmação de uma promessa feita por outra carta assinada no ano anterior em Torres Vedras, na qualidade de Mestre do Ordem Militar de Avis e de Regedor e Defensor do Reino, quando os de Moncorvo se colocaram ao seu lado, enquanto as terras de Ribacôa e de Trás-os-Montes estavam todas do lado do rei de Espanha. No mesmo dia o mesmo rei assinou duas outras cartas em favor de Torre de Moncorvo, uma das quais ordenando aos concelhos de Alfândega da Fé, Castro Vicente, Mogadouro, Bemposta e Penas Roías que contribuíssem para a reparação do seu castelo e muralhas.


26 Novembro 1661 – D. Francisca Borges de Meneses, senhora do morgado do Mendel e do território de Peredo dos Castelhanos, moradora em Lisboa e que em 1645 casou com o fidalgo António Ribeiro de Barros, fez seu testamento nele ordenando a fundação de um Recolhimento para receber donzelas e senhoras da nobreza de Torre de Moncorvo. Era uma espécie de convento, só que as recolhidas não faziam votos de obediência, pobreza e castidade, como as freiras. Eram ali metidas pelas famílias para que as fortunas não fossem divididas e dispersas, em defesa dos morgadios. Para entrar no Recolhimento era preciso pagar um elevado dote e a admissão estava dependente da aprovação da câmara municipal. Em 1796 só já era habitado por 15 recolhidas e anos depois eram apenas 4. Pensou-se então da adaptação do Recolhimento (da invocação de S. António) a quartel militar, para o que se fizeram desenhos que se encontram no Arquivo Histórico do Exército. Com a extinção dos conventos, também este Recolhimento foi extinto e nacionalizada a casa e propriedade. Foi depois leiloada e arrematada pela família de Morais Sarmento (dos viscondes da Torre de Moncorvo e do Banho). Ao início do século XX estava de novo à venda e pensou-se em comprá-la para nela instalar o hospital e depois o liceu que um ministro prometeu. Falharam ambas as tentativas, acabando por ser adquirida pelo pai de D. Judith a quem chamavam O Africano, segundo ouvi dizer. Mas quem poderá contar melhor esta história é o sr. Norberto Santos, actual proprietário da casa.

António Júlio Andrade.
fotografia da quinta D.Judith (2010)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

25 Novembro 1584 – No auto de fé realizado nesta data em Coimbra saíram penitenciados 11 cristãos-novos de Torre de Moncorvo, todos eles ligados à família do dr. André Nunes, o advogado de mais prestígio de toda a comarca. Ele, 2 irmãos e 4 filhas foram condenados em penas espirituais e a usar o ultrajante sambenito - uma espécie de saco de cor amarela com uma cruz vermelha. A sua mulher, Leonor da Mesquita morreu na cadeia, mas o processo não parou, acabando por ser condenada à fogueira. Para isso foram os seus ossos desenterrados e queimados. O seu genro Francisco Rodrigues da Silva, também advogado, foi queimado vivo na fogueira do auto. Acrescente-se que o dr. André Nunes foi o homem que em Torre de Moncorvo liderou os partidários de D. António Prior do Crato para a sua coroação como rei de Portugal. E já na década de 50 do século de quinhentos, ele disputou umas eleições para o cargo de Provedor da Misericórdia de Moncorvo. A sua mulher era de Vila Flor, de uma poderosa família de cristãos-novos. Da análise de muitas dezenas de processos da Inquisição instaurados nestas duas localidades, resulta claro que havia uma profunda e surda luta entre cristãos-velhos e cristãos-novos. Penso mesmo que a luta política se desenvolvia então entre aquilo que poderemos designar como o partido da Inquisição e o partido dos judeus. Estas informações são possíveis mercê do trabalho de investigação feito por D. Maria Fernanda Guimarães, da cátedra de estudos sefarditas e que deram origem a um livro editado pela câmara municipal de Moncorvo com o título de: Subsídios para o Estudo da Inquisição em Torre de Moncorvo.

António Júlio Andrade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

24 Novembro 1832 – Quando as tropas Miguelista se viam derrotadas por toda a parte, em Torre de Moncorvo a câmara municipal promovia uma reunião pública onde se ratificava o juramento de fidelidade ao rei D. Miguel I e obediência ao legítimo e paternal governo. Convém dizer que o corregedor da comarca era o famigerado desembargador Manuel José de Oliveira Malafaia, o juiz de fora e presidente da câmara chamava-se António Pereira da Fonseca e os vereadores eram: José António Carneiro de Magalhães, Carlos José Botelho (dono da casa brasonada dos Botelho Vasconcelos) e José Leopoldo Botelho de Magalhães. O procurador do concelho era Venâncio Joaquim Teixeira e o vigário geral do arciprestado António Xavier Carneiro de Magalhães. A acta foi subscrita por 88 Moncorvenses.


24 Novembro 1904 – Notícia do semanário O Trasmontano sobre a chegada a Moncorvo do primeiro motociclo: - Esteve aqui na semana passada um empregado de uma fábrica de moagem de Figueira de Castelo Rodrigo que fez a viagem pelo Pocinho para esta vila montado num magnífico motociclo, o primeiro que aqui vimos. Montado no tal corcel, percorreu algumas das nossas ruas, caso este que provocou a admiração de muita gente.

António Júlio Andrade

TORRE DE MONCORVO - MAÇORES (SÃO MARTINHO)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

22 Novembro 1609 – Promulgação de um alvará régio adjudicando a construção da Ponte do Carril, em Freixo de Espada à Cinta ao empreiteiro e mestre-de-obras de Torre de Moncorvo António Fernandes. Este é um dos nomes grandes da arquitectura Moncorvense. Em 1611 ter-lhe-á sido entregue a construção de cinco olhais de pontes e obras de arruamento em Vilarinho da Castanheira. No ano seguinte arremataria a construção de uma ponte sobre o rio Côa, no termo de Longroiva (actual concelho de Meda) por 12 000 cruzados (2 contos e 800 mil réis). No termo de Mós terá construído também uma ponte sobre a ribeira de Quintela. Todas estas informações são dadas por Sousa Viterbo. No seu Dicionário Histórico dos Arquitectos, Mestres de Obras e outros Construtores da Vila de Torre de Moncorvo, publicado em Julho de 1991 na revista Brigantia, J. Andrade depois de transcrever estas notícias, escreve o seguinte:


- Será este António Fernandes o mesmo que arrematou, em 1628, a obra do Chafariz da Praça de Moncorvo e que em 1638 ainda era fabriqueiro da dita fábrica dos chafarizes? Na dúvida transcreve-se o “Auto de Arrematação da Obra do Chafariz e dos Canos a António Fernandes, Arquitecto e Diogo Vaz seu cunhado, moradores nesta vila, efectuado em 16 de Dezembro de 1628: (…) Mandaram trazer em pregão (…) na praça pública desta vila (…) a obra do chafariz da praça e canos dela na forma da traça dos apontamentos aqui juntos (…) lançou um conto e trezentos mil réis na dita obra (…) António Fernandes arquitecto e seu cunhado Diogo Vaz moradores nesta vila (…) com as condições seguintes: que os pagamentos do dito dinheiro se lhe irão dando às férias em como forem correndo com a obra e se obrigaram eles mestres a dar fiança abonada…

TORRE DE MONCORVO - PRAÇA FRANCISCO MEIRELES (DESFILE)

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domingo, 21 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

21 Novembro 1904 –Grande barulho entre os habitantes de Vilarinho da Castanheira, concelho de Carrazeda de Ansiães e os do Castedo, concelho de Moncorvo. Pela calada da noite, grande quantidade de gente do Vilarinho invadiu o Castedo metendo fogo em casas e palheiros, que muitos arderam. Houve tiros de um lado e doutro e várias pessoas ficaram feridas. Na base da questão estavam uns terrenos baldios cuja posse era reivindicada por ambas as aldeias. Durante séculos não houve problemas, os gados de ambas as aldeias pastavam pacificamente naquelas lameiras. O problema começou a colocar-se depois de o concelho de Vilarinho ser extinto e o Castedo passou para o concelho de Torre de Moncorvo. A paz só voltou àquelas aldeias com a delimitação definitiva dos termos pelos anos de 1940, por ordem e sob a tutela do governo central.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

20 Novembro 1491 – Afonso Domingues de Madureira e sua mulher Filipa Vaz fizeram escritura pública criando o Hospital do Espírito Santo, instituição que funcionou durante séculos. Era dotado com quatro camas destinadas a receber peregrinos pobres e a administração pertencia aos seus herdeiros detentores do morgadio de Santo António instituído no ano seguinte pelos mesmos. Depois da extinção dos morgadios, passou a ser administrado por uma comissão nomeada pelo governador civil, sob proposta da câmara municipal, sendo integrado na Santa Casa da Misericórdia em finais do século XIX. No primeiro quartel do século XVIII o edifício terá sido reconstruído e acrescentado com uma capela em cujo frontispício foi colocada uma imagem de S. Martine (sic) em granito.


20 Novembro 1902 – Notícia da primeira sessão de “cinema” em Torre de Moncorvo, assim descrita no jornal O Trasmontano :- O Royal Cosmograph – Pela primeira vez nesta terra assistimos à exibição de quadros pelo cynematógrapho. Mr. Bailac, um moço sympatico, de nacionalidade francesa, cavalheiro do mais fino trato mimoseou-nos com três atraentes espectáculos nos dias de quinta-feira, sábado e domingo, com três casas cheias. Os trabalhos que apresenta, apesar de uma instalação muito à ligeira em sala pouco adequada para isso, sobressaem muito além do que poderia imaginar-se. Vimos quadros originalíssimos e até duma precisão real. A dança das flores na Exposição de 1900 é cheia e só por si vale um espectáculo. A chegada de um comboio apresenta-se naturalíssima…

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - ILUSTRES ( IV)

Tibério José Teixeira. Nasceu na freguesia de Açoreira em 15.12.1869, filho de humildes lavradores. Feita a instrução primária foi encaminhado para o seminário de Bragança, de onde fugiu refugiando-se no Porto em casa de um parente. Seguiu depois a carreira militar, prestando serviço em Penafiel e Bragança, antes de ser transferido para o regimento de infantaria 6, no Porto e promovido a sargento. Participante da revolução do 31 de Janeiro, foi julgado e expulso do exército. Com a implantação da república, foi reintegrado no exército, com o posto de capitão, mantendo-se, porém, na reserva. Homem de estudo e de cultura, integrou o reduzido grupo de personalidades da Invicta que, na década de 50, pugnaram pela organização de uma universidade popular. Faleceu em 3 de Setembro de 1960. Era casado com Branca da Glória Vaz Dias Pinto, pais de Berta da Glória Teixeira, esta casada com Alberto Manuel Pereira França, à época, jornalista do Primeiro de Janeiro.


Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)
Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país.

TORRE DE MONCORVO - RUA MANUEL SEIXAS

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

17 Novembro 1295 - O rei D. Dinis ordena que as terças (imposto sobre os rendimentos) das igrejas de Vila Flor sejam aplicadas na construção da fortaleza de Moncorvo. Ordens semelhantes foram também dadas a outros concelhos das redondezas, o que bem revela a importância que o governo central atribuia a Torre de Moncorvo na definição das linhas estratégicas de povoamento e defesa da região do Nordeste Trasmontano.
17 Novembro 1911 - Inauguração do troço da linha de caminho de ferro entre Torre de Moncorvo e Carviçais.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES 16-11

16 Novembro 1623 - Carta do rei Filipe IV de Espanha (III de Portgal) ordenando a execução de trabalhos no rio Douro de modo a tornar mais fácil e segura a sua navegação. Recorde-se que foi no tempo deste rei que se fizeram as maiores obras de Torre de Moncorvo, nomeadamente o telhado da igreja matriz, o chafariz da praça e cano da água do Reboredo...


16 Novembro 1876 - Nascimento de Constâncio Arnaldo de Carvalho, em Torre de Moncorvo, filho do padre António da Silva. Foi conservador do registo predial e presidente da câmara municipal de Moncorvo, bem como governador civil de Bragança. Formado em direito pela universidade de Coimbra, militou no partido regenerador em tempos da monarquia, chegando a ser o director político do jornal do mesmo partido - O Trasmontano. Com a implantação da República virou-se para o partido democrático do dr. Afonso Costa e foi o homem forte do novo regime.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - EFEMÉRIDES

14 de Novembro de 1909 - A câmara municipal de Torre de Moncorvo comprou um carro que era puxado por uma mula, no qual foi instalado um recipiente, em forma de pipa, para recolha diária dos dejectos. Todas as manhãs percorria as ruas da vila e as pessoas despejavam para ali os vasos de cabeceira, os penicos, como diz o povo. Era o saneamento básico da época. O recipiente foi baptizado com o nome de Jasmineira, naturalmente aludindo ao perfumado odor que exalava.


15 de Novembro de 1904 - Lançamento da primeira pedra da ponte rodo-ferroviária do Pocinho, em cerimónia presidida pelo ministro das obras públicas, o conde de Paçô Vieira

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1945

TORRE DE MONCORVO - POSTAL

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Fotografia do Camané

TORRE DE MONCORVO - 1517

Jorge Fernandes, morador em Torre de Moncorvo, enviou dizer, por sua petição que fora culpado e preso por se contra ele dizer que acudira em uma volta e alvoroço que Manuel de Melo, filho de Fernão Vaz de Sampaio, fizera dentro da igreja da terra, pela qual razão se processara tanto em seu feito que, por sentença régia, fora condenado em um ano de degredo para Arzila, e pagasse as custas.

TORRE DE MONCORVO - CONVITE

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - ILUSTRES

 João Carlos Noronha nasceu em 30.1.1882 na freguesia de Pombal, termo de Carrazeda de Ansiães, mas foi criado na Horta da Vilariça. Formou-se em medicina com a nota de 20 valores, em 1905. Combatente da grande guerra, foi prisioneiro dos alemães, apresentando-se às autoridades em 17.2.1919. Em Torre de Moncorvo, foi presidente da câmara e administrador do concelho. Em 1921 foi eleito deputado pelo círculo de Moncorvo. Em 1931 viria a ser governador civil do distrito de Bragança. Casou em Vila Flor com Maria Palmira de Lemos, terra onde fixou residência e a cuja câmara municipal presidiu a partir de 1928. Faleceu no Amieiro, concelho de Alijó em 7.11.1961.
Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)
Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país

TORRE DE MONCORVO -2002/03

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MAÇORES - SÃO MARTINHO (1998)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - FELGAR (1775)

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O texto está inserido no livro “Visitações e Inquéritos Paroquiais da Comarca da Torre de Moncorvo de 1775-1845”,de Franquelim Neiva Soares

domingo, 7 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - MESTRADO

Parque Biológico de Gaia

Actividades sobre Répteis e Anfíbios no âmbito do Estágio de Mestrado em Educação Ambiental de Maria José Garcia Fernandes – da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança.
A forma como o Homem valoriza a biodiversidade afecta a sua relação com esta.
Os répteis e os anfíbios são dos animais mais negativamente valorizados pelo Homem devido a percepções erradas, argumentos estéticos e pela presença de mitos e crendices. São apelidados de perigosos, feios e desempenham quase sempre um papel negativo em muitas histórias populares, folclore e mitologias
Os répteis e os anfíbios, apesar da falta de consideração, são peças fundamentais nos sistemas ecológicos de todo o planeta, possuindo algumas características e produtos que estarão na base de futuras descobertas científicas na área farmacêutica, medicina e biotecnologia.
13-11-2010 -16:30h
- Répteis e Anfíbios de Portugal
- Importância para o equilíbrio do ecossistema;- Identificar para preservar;Medos e crenças influenciadores na conservação de Répteis e Anfíbios;- Mesinhas; - Valores- Atitudes- Comportamentos.
Apesar da maioria destes animais ser absolutamente inofensiva, existem por todo o mundo mitos, crenças populares e superstições que não correspondem de todo à verdade.
Um dia Mudamos Mentalidades!

Maria José Garcia Fernandes é natural de Urros  e estudou em Moncorvo.

TORRE DE MONCORVO - BOLA (ANOS 40)

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De gabardina: Durão ,Manuel Brito e David Serapicos. Jogadores, entre outros: Dias, Alberto do Prado, Horácio Espalha(guarda-redes),Edmundo Garibaldi.

TORRE DE MONCORVO - 1640

Francisco de São Payo, Fronteiro-Mor e Governador das Armas de Trás-os-Montes, Comendador na Ordem de Cristo, Alcaide-Mor da Torre de Moncorvo, Senhor de Vila-Flor, de Chacim, de Anciães, de Vilarinho, foi um dos quarenta conjurados de 1640.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1915

Já em Abril de 1915, o administrador Júlio Madeira se queixava ao governo de que todos os géneros estão subindo loucamente de preços, sem a menor atenção pelo pobre trabalhador. E acrescentava que estas altas contínuas não são devidas ao comércio daqui; são sim dos grandes armazéns do Porto. E apresentava um exemplo: - O preço do açúcar que regula entre $60 e $65 cada kilo!!! Em Coimbra e outras localidades está a vender-se à razão de $37, $38. E concluía, sentenciando: - Vejo e sinto que o povo não poderá suportar muito tempo a situação angustiosa em que se encontra.

Ao entrar a Primavera de 1916, a situação alimentar no concelho de Torre de Moncorvo era extremamente complicada. À excepção do azeite, faltavam todos os outros géneros de primeira necessidade, muito especialmente centeio, trigo e batatas. Faltam quase absolutamente, sendo necessário importar: trigo – 12 vagões; centeio – 20 vagões: batata – 150 000 a 200 000 kg – escrevia o administrador em 24 de Março.
Face a esta situação de crise, a câmara municipal decidiu tomar as medidas que achou convenientes. A contrapor à subida galopante dos preços dos bens de primeira necessidade, decretou o congelamento dos mesmos. E porque haveria produtores e comerciantes que tinham em seu poder algumas quantidades desses bens e procuravam logicamente vendê-los a quem melhor os pagasse, decidiu proibir a saída dos mesmos para fora do concelho, sem prévia autorização da autoridade administrativa, que passaria a necessária guia.

Excerto do livro HISTÓRIA POLÍTICA DE TORRE DE MONCORVO 1890 – 1926 , de António Júlio Andrade

Âncora Editora ( com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo)

Nota: à venda em Moncorvo e nas principais livrarias do país.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO -1972

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Foto cedida por Manuela da Costa,da autoria do dr.Simões.Foi no dia do aniversário da sua neta ,Ana Simões,aqui na companhia da professora e das colegas do 4º ano.

TORRE DE MONCORVO - GRUPO DE AMIGOS

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Foto enviada pelo Camané

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1494

A Gonçalo Vaz, cavaleiro da Casa d'el-Rei, alcaide-mor do Vimioso, confirmação do privilégio de couto à Torre de Moncorvo, podendo viver no dito castelo vinte homiziados de quaisquer malefícios em que sejam culpados, não sendo presos, nem tirados do dito couto.

Todavia, sendo tais os malefícios que não gozem do privilégio e imunidade da Igreja, nesses casos não é válido este privilégio de couto. Este privilégio vale apenas para os homiziados cujos malefícios forem cometidos até dez léguas do dito couto. Inserido diploma confirmado, de 1494, Fevereiro, 27, Lisboa. Belchior Nogueira a fez.

TORRE DE MONCORVO - CARVIÇAIS / VALONGO

A Lema d`Origem, Editora e o Autor, António Sá Gué,
 têm a honra de convidar todos os membros do "Fórum
 Carviçais" a estar presente no lançamento promocional
 da obra ULTREIA! CAMINHO SEM BERMAS, que vai
 ter lugar no dia 19 de Novembro pelas 21h00, na
 Biblioteca Municipal de Valongo.




Nota: como membro do Forum de Carviçais, tomei conhecimento deste evento e, pela sua importância, é aqui divulgada a noticia.

TORRE DE MONCORVO -SABOR (1961)













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Cheias do Sabor em 1961 , que permitem já ficar com uma ideia do que será a albufeira no contra- embalse junto à Quinta da Portela.
Fotografias enviadas por Pedro Vaz.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

TORRE DE MONCORVO - 1504

Francisco, filho de João Lopes, clérigo de missa, morador na Torre de Moncorvo, e de Maria Machada, mulher solteira, ao tempo de sua nascença, é legitimado, a pedido de seu pai, segundo um público instrumento que apresentou, feito por João Coiraça, tabelião nessa vila, a 30 de Abril de 504; sem prejuízo a alguns herdeiros legítimos e outras quaisquer pessoas que algum direito hajam nos bens.



Datas 1504-06-03

TORRE DE MONCORVO - Bandas de outros tempos

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Na fotografia da esquerda, o grupo TEOREMA BAND (Pestana,Norberto Moreira...);na da direita ,Sobral,Almiro ,Fernando e Valdrres.